Para que sejamos capazes de observar a nós mesmos, de ver como opera nosso pensamento, precisamos estar sobremodo vigilantes. Assim, começando a perceber cada vez melhor as complexidades do nosso pensar e das nossas reações e sentimentos, teremos uma compreensão mais clara, não só de nós mesmos, como dos outros, com quem estamos em relação. Conhecer a si mesmo é estudar a si mesmo em ação, que é relação. (…) (A Primeira e Última Liberdade, 1ª ed., pág. 30-3l)

Que entendemos por vigilância? Estar vigilante é saber que eu estou de pé aqui, e vós sentados aí. Temos consciência das árvores, das pessoas, dos ruídos (…) Mas, se penetrarmos um pouco mais fundo, tornamo-nos cônscios de que a mente está reconhecendo, registrando, associando, verbalizando, dando nomes; está constantemente a julgar, condenar, aceitar, rejeitar, e o perceber esse processo (…) faz também parte do estado de vigilância. (…) (Palestras na Austrália e Holanda, 1955, pág. 14-15)

Se nos aprofundarmos mais ainda, começamos a perceber os motivos ocultos, o condicionamento cultural, os impulsos, as compulsões, as crenças, a inveja, o medo, os preconceitos raciais, que se acham sepultados no inconsciente e dos quais em geral não estamos cônscios. (…) A vida, pois, é a percepção desse processo em operação, tanto na consciência exterior como na consciência que está oculta; e podemos estar cônscios dele nas relações, quando sentados à mesa, quando comemos, quando viajamos num ônibus. (Idem, pág. 15)

Ora, existe alguma coisa além disso? A vigilância é algo mais do que o mero percebimento do processo da consciência? Esse “algo mais” não poderá ser descoberto se não tiverdes compreendido todo o conteúdo de vossa consciência, por que todo desejo de achar “algo mais” será sempre mera projeção dessa consciência. Assim sendo, deveis em primeiro lugar compreender a vossa própria consciência, (…) o que sois, e só podeis compreender o que sois quando estais vigilante, o que significa: verdes a vós mesmos no espelho das relações. (…) (Idem, pág. 15)

Se um indivíduo deseja compreender um problema vital, não deve pôr de lado suas tendências, seus preconceitos, temores e esperanças, o seu condicionamento, e ficar vigilante, simples e diretamente? Considerando, em conjunto, os nossos problemas, estamo-nos revelando a nós mesmos. Essa auto-revelação é de grande importância, porquanto nos desvendará o processo de nossos próprios pensamentos-sentimentos. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 200-201)

(…) E se estais verdadeiramente vigilantes, estais também cônscios de como reagis a essas coisas, não só à superfície, mas também profundamente. Tendes certos valores, ideais, “motivos”, impulsos, em diferentes níveis do vosso ser; e estar cônscios de tudo isso faz parte do estar vigilante. Julgais o que é bom e o que é mau, o que é correto e o que é errado; condenais, avaliais, em conformidade com vosso background, isto é, conforme a educação que recebestes e o meio cultural (…) Perceber tudo isso faz parte do estar vigilante, não? (Da Solidão à Plenitude Humana, pág. 246)

(…) A função da mente não é apenas de sondar, penetrar, senão também de estar silenciosa. No silêncio existe compreensão. Nós estamos sempre sondando, porém raramente em silêncio; em nós, são raros os intervalos de tranqüilidade vigilante e passiva. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 246)

Assim, pois, pela vigilância (…) de cada um de seus pensamentos-sentimentos, vem-se a conhecer e compreender as tendências do “ego”. Essa autovigilância, com a respectiva auto-observação e vigilante passividade, lhe proporcionará um conhecimento de si mesmo profundo e vasto. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 31-32)

(…) Com a constante vigilância de nós mesmos, surge uma observação passiva, o estudo do “eu” sem julgamento. Por meio dessa vigilância, descobriremos e compreenderemos as múltiplas camadas da própria consciência. Do conhecimento de nós próprios, dimana o correto pensar (…) (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 54)

Estar numa vigilância constante, dia a dia, momento a momento, sem tirar nem guardar nenhuma conclusão; estar vigilante nas relações, sem julgamento, sem comparação, com uma lucidez constante – isso requer muita persistência. (…) (O Problema da Revolução Total, pág. 26)

São sutis as atividades de acumulação; a acumulação é afirmação do “eu”, tal como o é a imitação. Chegar a uma conclusão é levantar (…) uma muralha ao redor de si mesmo (…) Quando não há acumulação, não existe “eu”. Uma mente oprimida pela acumulação é incapaz de acompanhar o célere movimento da vida, (…) de uma vigilância profunda e flexível. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 249-250)

Vigiai a vós mesmos, e isso vos revelará os móveis ocultos da imitação – a inveja, o temor, o anseio de segurança, de poder, etc. Essa vigilância, quando livre de auto-identificação, traz a compreensão e a tranqüilidade que nos levam à realização da suprema sabedoria. (Idem, pág. 254)

O “eu” não é uma entidade estática, porém muito ativa, hábil e vigilante (…) na busca de seus objetivos; para seguir e compreender o movimento contínuo do “eu”, é necessária uma mente-coração penetrante e flexível, (…) capaz de intensa auto-vigilância. Para compreender, deve a mente penetrar fundo, devendo (…) saber quando manter-se vigilantemente passiva. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 30)

(…) Para descobrirmos a verdade, devemos estar passivamente vigilantes. Uma vez que somos medrosos ou estamos fechados, devemos dar-nos conta das causas que criam a resistência (…) do desejo de perpetuação do “ego”, causador do conflito. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 225)

(…) Essas experiências (…) Só servem para fomentar a expansão do ego e de sua inteligência peculiar. Mas, volvamos ao nosso problema: Como pode ser eliminada essa inteligência que cultivamos tão diligentemente? Ela só pode ser eliminada pela vigilância passiva. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 231)

Começais (…) por estar vigilantes em tudo o que fazeis. (…) Quanto maior vigilância sobre vós mesmos, tanto mais recolhidos em vós próprios vos tornais; fazei-vos mais silenciosos, mais intensos na percepção. (…) Ao tornar-nos cônscios das ações e reações, não só interiores, senão (…) das superficiais, cessarão naturalmente todas as aflições, e uma vida simples inevitavelmente despontará. (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 64)

(…) Só pela vigilância, pela percepção, pode o pensamento transcender a si próprio, e não pela vontade, a qual é outra forma do desejo de auto-expansão (…) Assim como um lago fica sereno quando cessam os ventos, assim também fica a mente tranqüila depois de cessarem os seus problemas. (…) Enquanto não cessarem os problemas criados pelo “ego”, não pode haver tranqüilidade. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 242-243)

(…) Estar cônscio do que é, sem fugir para ilusões e fantasias, é o começo da compreensão. Devemos importar-nos com o que é (…) com o que existe – o anseio de auto-expansão – sem procurar transformá-lo, porque transformar é ainda ansiar, que é ação do “ego”. A própria percepção do que existe traz-nos a compreensão. O estar vigilante, a cada momento, traz-nos a sua luz própria. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 224)

O importante é romper essa muralha de condicionamento, de hábito. E muitos de nós achamos que poderemos rompê-la por meio da análise, quer feita por nós mesmos, quer por outrem; mas isso não é possível. A muralha do hábito só pode ser rompida quando a pessoa está completamente cônscia, sem escolha, negativamente vigilante. (O Homem e seus Desejos em Conflito, pág. 164)

A vigilância leva-nos à meditação; na meditação dá-se a união com o Ser, com o Eterno. O “vir-a-ser” nunca poderá transformar-se no Ser. “Vir-a-ser” é expansão do “ego”, é reclusão, e é necessário se detenha essa atividade; veremos, então, manifestar-se o Ser. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 271)

(…) Só quando o pensamento, pela diligente vigilância de si mesmo, se liberta do vir-a-ser, do passado, só quando está totalmente tranqüilo, existe o Atemporal. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 143)

(…) A vigilância é a verdadeira meditação, e sem meditação não pode haver autoconhecimento. (…) Quanto maior for o nosso interesse, tanto maior é a nossa capacidade para sondar e perceber. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 260)

(…) A autovigilância e a verdadeira meditação revelarão o processo do vir-a-ser. A meditação não é um meio de cultivar o que quer “vir a ser”, porquanto o autoconhecimento elimina o meditador, o que quer vir a ser. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 178)

(…) Esse autoconhecimento pela vigilância passiva, é de cada momento presente e, pois, sem acumulação; ele é infinito, verdadeiramente criador. Pela vigilância, vem-nos a capacidade para receber a Verdade. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 237)

A vigilância (…) não é efeito cumulativo de lembranças autoprotetoras. A vigilância não é determinação, nem ação da vontade. A vigilância representa uma rendição completa e incondicional à realidade, sem racionalização, sem separação entre observador e coisa observada. Sendo (…) não acumuladora, não residuária, ela não constrói o “ego” (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 231-232)

(…) O autoconhecimento é o começo da sabedoria, e sem esse autoconhecimento não podemos prosseguir e buscar o absoluto, (…) Deus, a verdade (…), é simples busca de uma satisfação projetada de nós mesmos. Por conseguinte, precisamos começar perto de nós, examinando cada palavra que pronunciamos, cada gesto, nossa maneira de andar, de comer – dando atenção a tudo, sem condenação. Então, nessa vigilância, conhecer-se-á o que tem existência real, o que é (…) o que constitui o começo da libertação. (…) (Que Estamos Buscando, 1ª ed., pág. 54)

Assim sendo, vereis como é extraordinariamente criadora a vigilância (…) o homem vigilante compreende diretamente o que “é”, e nessa compreensão do que “é” ocorre uma transformação extraordinária (…) instantânea, que é criação. (Uma Nova Maneira de Viver, pág. 106-107)

(…) pela autovigilância e pelo autoconhecimento vem o reto pensar; é somente então que o pensamento é capaz de transcender as camadas condicionadas da consciência. A meditação é então o “ser”, o qual tem seu próprio movimento eterno; é a própria criação. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 184)

Pergunta: Qual é a diferença entre introspecção e vigilância?

Krishnamurti: A introspecção começa quando há desejo de modificar o “eu”. (…) Se sou infeliz, observo-me interiormente a fim de descobrir a causa da infelicidade. Introspecção significa (…) transformar-se em conformidade com as exigências ambientes ou religiosas. (…) Nesse processo existe condenação. Não gosto disso e quero tornar-me aquilo. Sou ávido e preciso transformar-me em não-ávido. Toda experiência é traduzida de acordo com o padrão do “eu”, que está sempre a examinar, a traduzir, a interpretar, a rejeitar as coisas que lhe desagradam, e a aceitar as que deseja. A introspecção, pois, é uma luta contínua por modificar o que é, ao passo que a vigilância significa o reconhecimento do que é, e, portanto, a compreensão do que é. É só quando estais tranqüilos que começa a descerrar-se o que é. (Uma Nova Maneira de Viver, pág. 105)

Disse eu que, para nos compreendermos completamente, torna-se necessário certo percebimento, o percebimento de nós mesmos tais como somos; e não podemos ter esse percebimento, se condenamos ou justificamos o que vemos em nós. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 79)

Assim, para compreendermos a nós mesmos – por nobres ou ignóbeis, sensíveis ou insensíveis que sejamos – é preciso percebimento. Esse percebimento implica que não deve haver justificação, nem condenação, nem comparação, justificação, que estão dentro da esfera do tempo; são ditadas pelo nosso condicionamento. (…) (Idem, pág. 79)

Percebimento significa estardes plenamente cônscio de vossas reações ao vos defrontardes com um fato. Significa observar todas as vossas reações aos “desafios” – (…) os desafios de cada dia. (…) (Idem, pág. 80-81)

Ora, para se poder estar cônscio, sem escolha, desse processo total, necessita-se de um estado mental negativo; (…) O estado positivo é aquele que condena, julga, avalia, aprova, nega, concorda ou discórdia, e ele é resultado de vosso particular condicionamento. Mas o processo negativo não é o oposto do positivo. (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 81)

Se desejais compreender (…) deveis escutar negativamente, não? “Escutar negativamente” significa não aceitar nem rejeitar o que se diz, nem compará-lo com o que está escrito na Bíblia, ou com o que diz o analista. Escuta-se simplesmente. Nesse “escutar negativo”, estais cônscios de vossas próprias reações, sem julgá-las; por conseguinte, começais a compreender a vós mesmo (…) (Idem, pág. 81)

O percebimento, pois, é um estado de atenção sem escolha. (…) Todos os problemas humanos emanam desse centro extraordinariamente complexo e vivo que é o “eu”, e o homem que deseja descobrir seus sutis movimentos, tem de estar negativamente cônscio, observando sem escolher. Todo esforço para ver, desfigura o que se vê (…) não há ver. (Idem, pág. 81-82)

Ouvis certa palavra e vossa mente vos diz que é um insulto, vossos sentimentos vos dizem que ela é desagradável; mais uma vez vossa mente intervém, para controlar, justificar, etc; e, de novo, o sentimento entra em ação, no ponto em que a mente se deteve. Dessa maneira, um fato provoca uma reação em cadeia, de diferentes partes de vosso ser. (Idem, pág. 57)

O que ouvistes dizer foi dividido e, se vos concentrais num desses fragmentos, perdeis de vista o “processo total” do ouvir aquela palavra. O ouvir pode ser fragmentário ou pode afetar-se com todo o vosso ser, (…) totalmente. Assim, por “percepção do todo”, entende-se percepção com os olhos, (…) os ouvidos, (…) o coração, (…) a mente; em vez de percepção com cada uma dessas coisas, separadamente. É atenção integral. (…) (A Luz que não se Apaga, pág. 57)

Para se descobrir isso, é necessário investigar o que é percebimento. E também, cumpre descobrir o que é “estar atento” (…) E, assim conscientes, começais a descobrir por vós mesmos, sem a ajuda de nenhum pregador, (…) instrutor, (…) livro, (…) filosofia, (…) teólogo, sacerdote ou psicólogo – começais a descobrir a natureza e a estrutura de vosso próprio “eu” (…)

Só nessa atenção pode a virtude florescer. E, havendo essa atenção, descobrireis que dela resulta a solidão completa (…) Essa solidão é a essência mesma da consciência do “eu” (…) Porque é só nessa solidão que a mente já não é um joguete do pensamento (…) Só essa inocência pode descobrir o novo, aquilo que é sempre novo, atemporal. (…) (A Essência da Maturidade, pág. 105-106)

(…) Ao perceberdes a verdade aí contida, está dissolvido o passado; (…) Deveis perceber a verdade de que o passado não pode traduzir o presente. Só a verdade descondiciona completamente; e perceber a verdade do “que é”, requer enorme atenção. Uma vez que não há atenção completa enquanto há distração, que se entende por distração? Ocorre distração quando, dentre vários interesses, escolhemos um só e nele fixamos a nossa mente, porque então a todo interesse que afaste a vossa mente do interesse central chamais distração. (…) (A Arte da Libertação, pág. 119)

Uma percepção alerta e sem opções implica dar conta de tudo, tanto exterior como interiormente, sem preferir coisa alguma. Simplesmente perceber as árvores, as montanhas, a natureza – só perceber. Não escolher, dizendo: “Gosto disto”, “Não gosto daquilo”, ou, “Desejo isto”, “Não desejo aquilo”. É observar sem o observador. O observador é o passado, o qual se acha condicionado e sempre está olhando a partir desse condicionado ponto de vista; em conseqüência, há agrado, desagrado (…) Estar alerta sem opiniões significa observar tudo quanto nos rodeia (…); simplesmente perceber, (…) observar sem que nessa observação haja decisão, vontade ou preferência. (La Totalidad de la Vida, pág. 176)

Qual é a natureza do pensamento, que cessa quando há completa atenção e surge quando não há atenção? É preciso compreender o que é estar alerta, de outro modo não se poderá entender completamente o significado da atenção. Há uma idéia de percepção alerta, ou fica o indivíduo alerta? Existe diferença entre a idéia de estar alerta e o estar alerta. Estar “alerta” implica ser sensível, perceber vivamente as coisas ao redor, a natureza, a gente, a cor, as árvores, o meio circundante, a estrutura social, econômica, a coisa em sua totalidade; implica conhecer, observar, estar sensivelmente atento a tudo quanto sucede no externo; e também ao que sucede psicologicamente, no interno. (…) (La Totalidad de la Vida, pág. 217)

(…) Se não estamos atentos ao que sucede externamente, e começamos a ficar atentos internamente, tomamo-nos na verdade neuróticos. Porém, se o indivíduo começa a dar-se conta, o máximo possível, do que exatamente está ocorrendo no mundo, e logo a partir daí se move para o interno, então há equilíbrio (…) Começa o indivíduo por estar atento ao que sucede fora, e depois se move no interno – um movimento constante, como o fluxo e o refluxo da maré – e desse modo não há engano possível, há discernimento. (Idem, pág. 217)

Para descobrir o que é a percepção alerta, devemos investigar a questão da ordem e da desordem. Vê-se que exteriormente existe muitíssima desordem, confusão e incerteza. O que há produzido essa incerteza, desordem? Quem é o responsável? Nós mesmos? (…) Portanto, se o indivíduo se sente responsável pela desordem externa, não é por acaso essa desordem uma expressão originada da própria desordem interna? (Idem, pág. 218)

(…) como dissemos outro dia, o primeiro passo é o último passo. A primeira percepção é a última percepção, e a cessação da primeira percepção é a nova percepção. (…) Nesse intervalo não há movimento de pensar. Haveria movimento do pensar se subsistisse a recordação da primeira percepção (…) Não pode a mente esvaziar-se de cada percepção? Não pode morrer para cada expressão? E quando o faz, onde fica a raiz do “eu sou”? Quando a mente é isso, há algum padrão em movimento? (Tradición y Revolución, pág. 75-76)

(…) o ato de perceber é luz para a mente. Ela não se interessa mais na percepção, porque, se se interessa, essa percepção se converte em recordação. Pode a mente, que vê algo com absoluta claridade, terminar com essa percepção? Então, aqui o primeiro passo é o último passo. A mente está fresca para olhar. (…) (Tradición y Revolución, pág. 47)

(…) Há uma percepção que é chama, que há destilado a essência (…) Só existe a essência. Então, essa essência pode atuar ou pode não atuar. Se atua, não tem nenhuma classe de fronteiras. Não há um “eu” atuando. Isso é óbvio. (Tradición y Revolución, pág. 210)

Por certo. Veja a beleza disso. Esqueça-se da ação. Veja o que há ocorrido em você. A percepção sem nenhuma qualificação é uma chama. Destila tudo o que percebe. (…) Não é uma percepção sensorial. (…) Porém nessa ação não há um “eu”, não existe motivo algum. (Idem, pág. 411)

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