E temos também de investigar a questão do vazio, (…) Porque, se não houvesse vazio, nenhuma coisa nova poderia existir. Se só existe uma continuidade – que é tempo – então nenhuma atividade, nenhuma ação decorrente dessa atividade, pode produzir coisa nova. (…) Só a mente que compreendeu o espaço, a mente que conhece esse vazio, dele está perfeitamente cônscia, só ela é capaz de completa quietação. (Viagem por um Mar Desconhecido, pág. 140)

A quietação, o silêncio, não é produto do pensamento. O silêncio existe fora do campo da consciência. Não se pode dizer: “Experimente um estado de silêncio”. Se o tendes experimentado, isso não é silêncio. (…) Já se compreendestes a consciência, a dualidade, o tempo, e a questão da disciplina, da ordem, isso significa que investigastes e descobristes por vós mesmo o que é espaço e o que é vazio. Na realidade, não podeis descobri-lo; ele desce sobre vós, torna-se presente. Do mesmo modo, assim como não se pode experimentar o espaço e o vazio, não se pode experimentar o silêncio. Porque só nele pode haver uma energia completamente livre, incontaminada, não dirigida pelo prazer. (Idem, pág.140-141)

E agora – se a mente percorreu toda esta distância (e isso faz parte da meditação) – apresenta-se um fato que não se pode expressar por meio de palavras. (…) O fato “amor” não é a palavra. Mas, para podermos viver nesse estado de amor e de beleza, necessita-se de espaço, de vazio e de silêncio. Do silêncio vem a ação; (…) Nenhuma ação é então geradora de conflito. Então a vida, o viver neste mundo, (…) se torna uma alegria, uma bem-aventurança que não é prazer, um êxtase não oriundo do tempo. (…) (Idem, pág. 141)

(…) Só quando a mente se acha nesse estado vazio, em que não há conhecimento, em que não há mais o experimentador, aprendendo, acumulando – só então existe aquele esforço criador, podendo expressar-se através de vários talentos e artes, sem causar mais sofrimento. (Visão da Realidade, pág. 204)

A virtude, afinal, é ordem. A verdade real é uma coisa pura, mas não constitui um fim em si. (…) Por conseguinte, o cultivo da mente ou do desenvolvimento da virtude não é importante, pois não constitui o esvaziamento da mente, necessário para o recebimento do Eterno. A mente precisa estar vazia, para receber o Eterno. (As Ilusões da Mente, pág. 78)

Também, só a mente religiosa sabe o que é o vazio mental. A “mente vazia” não se acha num estado de vacuidade, de inanidade: está extraordinariamente vigilante, atenta, sensível; nenhum centro tem e, por conseguinte, cria espaço. Só a mente que nenhum centro tem, que tem o espaço da imensidade, só essa é a mente religiosa; e só a mente religiosa é criadora. (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 87-88)

A mente religiosa, pois, é criadora – não escrevendo poesia, prosa ou espalhando tintas numa tela; (…) A mente criadora é aquela em que se verificou uma total mutação. E só então, nesse estado extraordinário, que nada tem de místico, que não representa uma fuga à vida, é possível a existência do Eterno. (…) (Idem, pág. 88)

Mas, a mente de todo vazia – vazia, porque se acha num estado de observação, de silêncio, por conseguinte, de amor, e compreensão da morte – a mente totalmente vazia é criadora. A mente criadora está sempre vazia; desse vazio provém a sua ação, as palavras que pronuncia. Por conseguinte, essa mente é sempre verdadeira, (…) jamais criará ilusões dentro de si mesma. Só essa mente religiosa pode resolver os problemas e aflições deste mundo. (A Suprema Realização, pág. 91)

Não há atenção sempre que há qualquer espécie de resistência. Se desejais compreender algo, deveis aplicar-lhe vossa atenção completa. Para vos tornardes cônscios de todo o conteúdo do que se vai dizer, impende que vosso corpo, (…) mente, (…) emoções, (…) se devotem a esse fim. Então, esvaziando a mente de seu total conteúdo, descobrireis por vós mesmos que se manifestará uma extraordinária energia. (…) (O Homem e seus Desejos em conflito, pág. 140)

(…) Só quando a mente está vazia, quando a mente está tranqüila, quando não tem problema algum, quando está vigilantemente passiva – só nesse vazio há criação. A criação só pode verificar-se na negação, a qual não é o oposto da asserção positiva. “Ser nada” não é a antítese de “ser alguma coisa”; “ser nada” não tem relação com “ser algo”. Quando o “ser algo” cessa completamente, há o nada. (…) Quando a mente está a observar em silêncio e portanto está passiva, surge o estado criador, e o estado criador é uma renovação constante. Ele não é continuidade, é um “estado de ser” atemporal. Só nesse estado pode haver (…) revolução. (Da Insatisfação à Felicidade, pág. 223)

Pode um ente humano viver num estado mental tão ativo que seja vazio? Um tambor perfeitamente ajustado está sempre vazio e, quando o percutimos, dá o som adequado, Pode a mente ficar, qual tambor, totalmente vazia? (…) É só “de dentro do vazio” que se pode ver a beleza da vida, (…) de uma árvore. Não a vereis, se não estiverdes vazio – livre de padrões, sempre a aprender e nunca acumulando, sempre a observar, desperto, cônscio sem escolha e, portanto, dando ao que vedes extraordinária atenção. Já notastes que, quando estais completamente atento, com vossos nervos, vossa mente, vosso coração, vossos ouvidos, que então compreendeis? Naquela atenção intensa não há pensar. É só quando estais desatento que começa o jogo do pensamento. (O Mistério da Compreensão, pág. 58)

(…) Só a mente que se “esvaziou” do conhecido, é criadora. Esse estado é ação. O que a mente cria então não interessa a si própria. Esse estado, livre do conhecido, é o estado em que a mente se acha em criação. Como pode a mente que se acha em criação estar interessada em si própria? Por conseguinte, para poderdes compreender aquele estado mental, deveis conhecer a vós mesmos, observar o processo do vosso próprio pensar – observá-lo, e não alterá-lo, modificá-lo; observá-lo, simplesmente, assim como vos vedes num espelho. (…) (Experimente um Novo Caminho, pág. 43)

Ora, quando a mente está verdadeiramente tranqüila, portanto, ativa e livre, e não se está importando com a comunicação, a expressão, a realização – é então que há criação. Essa criação não é uma visão. Os cristãos têm visões do Cristo; e os hinduístas (…) de seus pequenos (…) e grandes deuses. Estão reagindo de acordo com seu condicionamento; (…) (O Passo Decisivo, pág. 177-178)

(…) Mas a mente atenta e silenciosa não tem visões, porque se libertou de todo o seu condicionamento. Destarte, essa mente sabe o que é a criação – que é coisa bem diferente da chamada “ação criadora” do músico, do pintor, do poeta. (Idem, pág. 178)

O findar do pensamento é o começo da criação, (…) do silêncio; mas o findar do pensamento não pode dar-se pela compulsão, nem por nenhuma forma de disciplina, de constrangimento. Já devemos ter tido momentos em que a nossa mente se achou muito tranqüila – espontaneamente tranqüila (…) Este extinguir-se do pensamento é renovação, é o estado de novo, no qual a mente pode começar de maneira nova. (Viver sem Confusão, pág. 15-16)

A criação não é um estado de memória, (…) Não é um estado em que a mente está ativa. A criação é um estado mental, do qual o pensamento está ausente; enquanto o pensamento funciona, não pode haver criação. O pensamento é contínuo, é o resultado da continuidade, e para o que tem continuidade não pode haver criação, renovação; o que é contínuo só pode mover-se do conhecido para o conhecido, e, por conseguinte, nunca pode ser o desconhecido. (Viver sem Confusão, p,15)

O problema, por conseguinte, é este: Pode essa mente inquieta, volúvel, essa mente que vagueia em todas as direções, que acumula, que rejeita (…), pode essa mente findar instantaneamente e tornar-se silenciosa? (Poder e Realização, pág. 84)

Porque, nesse silêncio, há renovação, aquela renovação não compreensível à mente que está ligada ao tempo. (…) Nesse silêncio, nesse estado, há criação, a criação que vem de Deus, da Verdade. Essa criação não é contínua (…) (Idem, pág.84-85)

Parece-me, pois, que apenas nos estamos tornando cada vez mais atilados (…) mais instruídos. Somos criados com palavras, (…) idéias, teorias, conhecimentos, e resta muito pouco espaço vago na mente, de onde se possa ver alguma coisa com clareza. Só a mente vazia pode ver com clareza, e não a mente abarrotada de informações e conhecimentos, não a mente que está incessantemente ativa, no afã de buscar, alcançar, exigir. Mas a mente vazia não está “em branco”. (…) E só nesse vazio há compreensão; há criação. (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed, pág. 18)

(…) Ora, para descobrir se, além da mente, existe algo, não devo afastar de mim todo e qualquer desejo de estado contínuo? Porque, afinal, para alcançar o “estado criador” – não a mera capacidade de escrever um poema ou pintar um quadro, mas a ação criadora, livre do tempo, que não é invenção da mente, (…) não é mera capacidade ou talento, for a criadora que se renova incessantemente; para alcançar esse estado criador, não deve a mente ser capaz de investigação entusiástica e persistente? (Poder e Realização, pág. 38)

Pode-se, pois, descobrir o que é criação, ou Deus (…)? Porque esse é o único fator que renova todas as coisas. Embora eu habite com a morte, esta tem significação inteiramente diferente quando há criação. A criação liberta a mente da mediocridade e da deterioração. E se é este o estado que procuro, necessito de visão muito clara, (…) Porque o estado criador não pode ser chamado; ele tem de vir por si. Deus não pode ser chamado; ele deve vir. Mas não virá se a mente não for livre. Mas essa liberdade não é produto de disciplina. (Idem, pág. 39-40)

Nós não sabemos o que é ser criador. Somos capazes de inventar (…) – uma máquina nova, (…) – mas não pode haver criação quando não se compreende o amor. O amor, a morte e a criação andam “de mãos dadas”. O amor não é memória; não é uma idéia, não é um conceito. (…) E o amor não pode existir se não houver a morte de “ontem” e do minuto passado porque, nesse caso, ele é apenas uma continuidade do que foi. (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed, pág. 88)

Ora, que entendemos por capacidade criadora? A expressão de um sentimento, a realização de uma descoberta, o escrever um livro ou poema, o pintar um quadro – qualquer dessas coisas é necessariamente criação? Ou é a criação coisa inteiramente diversa, independente da expressão? (…) Ou é a criação algo que em absoluto não provém da mente? (Viver sem Confusão, pág. 38)

Afinal de contas, quando a mente exige, ela encontrará uma solução. Mas sua solução será a solução criadora? Ou, só há criação quando a mente está de todo silenciosa – quando não pode, não exige, não investiga? (Idem, pág. 38-39)

Está visto, pois, que muito impende descobrir o que é ser criador; e a capacidade criadora só pode ser descoberta e compreendida, (…) quando compreendo o processo total de mim mesmo. Enquanto houver uma projeção da mente, (…) não pode haver um estado criador. Só quando cada movimento do pensamento é compreendido e, por conseguinte, cessa – só então existe a ação criadora. (Idem, pág. 40)

O estado de criação, naturalmente, consiste em experimentar algo que está além da mente, e esse estado de criação não pode manifestar-se enquanto a mente está apegada a qualquer forma de segurança, interior ou exterior. (…) E nesse estado de incerteza, que não é isolamento, não é temor, há o estado criador. A incerteza é essencial ao estado criador. (Viver sem Confusão, pág. 20)

Nosso problema, pois, não é de como agir, mas de como fazer surgir aquele estado de criação que é a verdadeira individualidade. Aquele estado, obviamente, não se baseia em idéia alguma, porque a criação nunca pode ser uma ideação. A ideação tem de cessar, para que surja a ação criadora. Não pode haver ação criadora enquanto existir um padrão, uma idéia; (…) (Que Estamos Buscando?, pág. 142)

(…) Criação, para a maioria das pessoas, significa edificar casas, pintar quadros, escrever poesias. Isto não é verdadeira criação, (…) é somente criação do “eu” na limitação. A verdadeira criação é resultante dessa harmonia que é perfeição, o delicado equilíbrio da razão e do amor. A própria vida é criação; a vida, mesma, é o maior dos artistas. (…) (Boletim Internacional da Estrela, jan. de 1930, pág. 29)

(…) Por conseguinte, a ação da vontade não pode encontrar nunca o que é real. Notai que todo conhecimento, toda experiência fortalece a vontade, o conhecido; o “eu”, o “ego”, e (…) nunca pode perceber claramente o que é verdadeiro, jamais achar Deus, (…) Só quando o espírito se encontra num estado de correspondência com o desconhecido, só então há possibilidade de criação, que é a Verdade. (Viver sem Temor, pág. 17)

Espero que me esteja fazendo claro, (…) Dela depende a verdadeira liberdade, que é estar livre do “eu” – pois, quando não há mais uma entidade que acumula, encontramos o estado criador. A acumulação não é criadora. (…) Só a mente livre é criadora, e nenhuma liberdade pode haver quando armazenamos cada experiência, porque aquilo que se acumula torna-se o centro do “eu”, (Viver sem Temor, pág. 66-67)

(…) Expressando-o de maneira simples: quando ausente o “eu”, há criação; e, uma vez que vivemos no árido terreno do intelecto, não encontramos, aí, momentos de ausência do “eu”. Pelo contrário, nesse terreno, nessa luta para ser, há uma exagerada expansão do “eu”, e, portanto, não há criação. (…) (A Arte da Libertação, pág. 67)

(…) Mas a criação a que me refiro não é para dar-nos satisfação, é algo totalmente desconhecido, (…) E virá apenas quando a mente, perfeitamente cônscia do processo total do “eu”, compreende a significação deste e, por conseguinte, não mais o nutre de experiência. Percepção Criadora, pág. 60) ~, Por outras palavras: quando há ímpeto criador, sentimento criador, não há luta, o que significa que o “eu”, com todos os seus preconceitos (…), condicionamentos, está ausente. Nesse estado de ausência do “eu”, manifesta-se a capacidade de criação. (Nós Somos o Problema, pág. 47)

Ora, esse movimento do pensar criador não busca, na sua expressão, nem resultado, nem realização. (…) Ele jamais atinge culminância ou objetivo, porque é eterno o seu movimento. A maioria das mentes visa a uma culminância, um. objetivo, uma realização, moldando-se pela idéia de sucesso, e por isso tal pensamento, está a limitar-se continuamente. (…) (A Luta do Homem, pág. 152)

Isto é, o pensar criador cessa quando a mente se debilitou pelo ajustamento, a que a impele a influência, ou, quando ela funciona numa tradição (…) Enquanto existir tal limitação, tal ajustamento, não haverá pensar criador, haverá inteligência, que, só ela, é liberdade. (Idem, pág. 152)

(…) É só quando o “eu” desiste de vir a ser, que se apresenta o Real. Para estarmos livres para descobrir, é necessário extinguir-se a memória do passado; é o que trazemos do passado que nos dá continuidade, e continuidade é aquiescência. Não aquiesçais para serdes livres, (…) é só na liberdade que há criação. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 137)

Assim, pois, depende da mente que a verdade seja absoluta ou eterna. … Mas a mente que está cônscia de tudo o que se passa internamente, e percebe a verdade aí contida, essa mente é atemporal; só ‘essa mente pode saber o que existe além das palavras, dos nomes, do permanente e do transitório. (Novos Roteiros em Educação, pág. 142-143)

Em momentos de intensa criação, (…) de grande beleza, há uma tranqüilidade absoluta; em tais momentos verifica-se uma ausência completa do “ego” e todos os seus conflitos; é esta negação a forma suprema do pensar-sentir que é essencial para alcançarmos o estado de potência criadora. (… ) (O Egoísmo e o Problema da Paz,pág. 88)

(…) A quietação da mente é, com efeito, uma coisa muito simples; e só nesse estado de quietude pode perceber-se a beleza (…) E, sem beleza, jamais achareis a Verdade, jamais vereis a Verdade. (O Novo Ente Humano, pág. 172-173)

Sabeis o que significa beleza? Só na total ausência do “eu”, da vontade, ela se encontra. Há, então, paixão, e, nessa paixão, uma grande beleza. (…) (Idem, pág. 173)

O conflito e a dor são necessários para que haja potência criadora? (…) Não é inevitável o conflito quando há vir a ser, (…) expansão do “ego”? O estado de potência criadora não significa estar livre do conflito, (…) da existência de acumulações? (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 99)

(…) A acumulação, em qualquer degrau que seja da escala do vir a ser, traz-nos a potência criadora? Só há vir a ser e evolver no plano horizontal da existência, mas conduz, isso, ao Atemporal? A potência criadora só pode ser conhecida depois de abandonado o plano horizontal. (…) (Idem, pág. 99)

Só se manifesta a potência criadora, quando o pensamento-sentimento não está prisioneiro de padrão algum nem de fórmula nenhuma. O “eu” é resultado de aquiescência, de condicionamento, de lembranças acumuladas; por isso, nunca está o “eu” livre para descobrir; ele só. pode expandir-se dentro do próprio condicionamento, só pode organizar-se para ser eficiente e sutil na sua positividade, seus objetivos e reclamos, (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 136-137)

Será interessante considerarmos a questão do saber, bem como compreender o que é criação; (…). Para a maioria de nós, a palavra “criação” significa muito pouca coisa pintar um quadro, escrever um poema, gerar filhos, Ora, por certo ‘ a criação não é a mera expressão de um sentimento ou de uma técnica. (Visão da Realidade, pág. 200)

(…) Criação é coisa completamente diferente. É um estado mental em que o pensamento cessou de todo, estado que pode ser chamado a realidade, Deus, e, parece-me esse estado de criação surge ao compreendermos isso que se chama saber. (Idem,p200)

Entendo por “criação” o “estado de ser” libertado do tempo, porque é só neste estado que se pode produzir a correta transformação social e o bem estar total do homem. (Da Solidão à Plenitude Humana, 154)

(…) É quando a mente já não está acumulando, está desperta para todo o processo da consciência, com todas as suas lembranças e seus motivos inconscientes, (…) deixando tudo isso passar por ela sem a prender não se acha então a mente fora do tempo? A mente já não está livre da rede do tempo? (Poder e Realização pág. 72)

… ) A mente silenciosa mas não silenciada só ela pode perceber o imensurável. (…) Nasce a sabedoria só quando há liberdade da mente; e a mente que está tranqüila encontrará o atemporal. (…) A mente (…) que acumula saber, virtude, é incapaz de receber o eterno. (Nosso Único Problema, pág. 77)

(…) O atemporal só pode ter existência quando cessa a memória, que é o “eu” e o “meu”. Se percebeis a verdade aí contida isto é, que através do tempo não se pode compreender ou captar o atemporal podemos então entrar no problema da memória?..) (A Arte da Libertação, pág. 114)

O presente é o Eterno. No tempo não é possível o conhecimento do Atemporal (…) Consideramos o tempo como um meio de vir a ser; esse vir a ser é infinito, mas não é Eterno, não é o Atemporal. O vir a ser é conflito incessante, conducente à ilusão. Na tranqüilidade do presente está o Eterno. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 45-46)

D.B.: O senhor disse que a mente é universal e não está localizada em nosso espaço habitual, não é separada (…) Krish.: Isso mesmo. Só podemos entrar em contato com ela quando o “eu” não existe. Para expressar isso de um modo bastante simples, quando o “eu” não existe,.há beleza, silêncio, espaço; então _~ inteligência, que nasce da compaixão, opera através do cérebro. E muito simples. (O Futuro da Humanidade, pág. 92)

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