Qual é a origem do pensar? Esta é uma questão sobremodo complexa (…) No momento em que se descobre realmente a origem do pensar, o pensamento recebe o lugar que lhe compete e não transbordará para outra esfera, outra dimensão, onde não há lugar para ele. Só nessa dimensão pode operar-se a transformação radical; só nela pode nascer uma coisa nova, não produzida pelo pensamento. (Encontro com o Eterno, pág. 85)

Que é pensar? (…) Quando há “desafio” e “reação”, se a reação é imediata, não há “processo de pensar”. Se vos perguntam vosso nome, respondeis prontamente (…) Mas se vos fazem uma pergunta mais complicada, precisais de tempo para responder; há um intervalo de tempo entre o desafio e a reação. Nesse intervalo, a mente fica em busca de uma resposta, a pesquisar, a indagar, a esperar, a questionar. Esse intervalo é o que chamamos pensar. (A Suprema Realização, pág. 46)

E esse pensar depende de vossa raça, (…) família, do conhecimento, da memória, das marcas do tempo, de vossas experiências, (…) dores e sofrimentos, das inumeráveis pressões e agonias da vida, ou seja, de vosso background. De acordo com ele, “reagis” ou respondeis. Por conseguinte, a reação ao desafio é sempre inadequada. (…) E essa insuficiência da reação gera contradição. (Idem, pág. 46)

Por conseguinte, temos de compreender, não só o mecanismo do pensar, mas também esse depósito de conhecimentos acumulados, com os quais “respondemos” a um desafio, que é sempre novo. Sempre respondemos ao novo com o “velho”: com a tradição hinduísta, se somos hinduístas; (…) com nossos conhecimentos, se somos cientistas, etc. Essa resposta nunca é total, porém sempre fragmentária; por conseguinte, apresenta-se uma contradição, um conflito, uma dor ou um prazer (…) Tal é o ciclo de nossa vida. (Idem, pág. 47)

O pensamento é condicionado. A mente, que é o depósito de experiências, lembranças, das quais se origina o pensamento, é, ela própria, condicionada; e todo movimento da mente (…) produz resultados peculiares e limitados (…) (Diálogos sobre a Vida, pág. 59)

Ora, todo pensar é mecânico, porquanto todo pensar constitui uma reação de nosso background de experiência (…) de memória. E, sendo mecânico, o pensar nunca pode ser livre. Poderá ser razoável, sensato, lógico, conforme o seu background, sua educação, seu condicionamento; (…) (O Passo Decisivo, pág. 174)

Quando não me conheço a mim mesmo, e não sei que fazer ou que pensar, naturalmente estou envolvido no torvelinho da confusão. Mas quando me conheço a mim mesmo (…) então, dessa compreensão, nasce a claridade, resulta a conduta correta. A compreensão de si mesmo traz amor(…) ordem. (…) (A Arte da Libertação, pág. 78)

Pergunta: Que entende o senhor por vulgar?

Krishnamurti: Ser como o resto dos homens; com as mesmas aflições, a mesma corrupção, violência, brutalidade, indiferença, insensibilidade. Querer uma colocação, apegar-se a ela, quer sejamos competentes, quer não, morrer no emprego.

Eis o que se chama “ser vulgar” – nada ter de novo, original, nenhuma alegria na vida; não ter curiosidade, não ser “intenso”, apaixonado, não procurar esclarecer-se, mas meramente conformar-se. É isso que entendo por “ser vulgar”, “ser burguês”. Uma maneira mecânica de viver, uma rotina, tédio. (Ensinar e Aprender, pág. 14)

Estivemos considerando (…) A mente vulgar, estreita, superficial, está sempre a buscar mais e mais experiências. Por “mente vulgar” entendo aquela que está sempre e só interessada em si própria, em suas atividades egocêntricas, a mente pouco profunda.

Essa mente vulgar pode ser muito engenhosa, erudita, possuir uma grande capacidade técnica e analítica, entretanto permanece vulgar, superficial, desprezível, quer dizer, essencialmente “burguesa”. (…) Essa mente – a mente da maneira de nós – com sua pesada carga de condicionamento, é um tanto limitada, achando-se bem firmada na tradição, na experiência, no ajustamento às diárias exigências de sua vida (…) (A Essência da Maturidade, pág. 99)

O aprender não aproximará de vós a Verdade. E só a mente que se acha numa jornada de descobrimento constante, (…) que não está acumulando, que está morta para tudo o que ontem acumulou, e está, portanto, nova, purificada, livre – só essa mente é capaz de descobrir o verdadeiro e promover uma revolução neste mundo. Só ela é capaz de amor e compaixão (…) (Da Solidão à Plenitude Humana, pág. 58)

Para descobrir, a mente deve estar livre; de outro modo, é incapaz de descobrir. Se vossa mente é medrosa, se é ávida, ambiciosa, fútil, assustada, isolada (…), como pode ela ser livre para investigar? (…) (Uma Nova Maneira de Agir, pág. 84-85)

Em primeiro lugar, como dissemos, toda investigação exige paixão. Pode-se investigar acidentalmente ou por curiosidade ou, ainda, investigar com um motivo. Se investigais com um motivo, ou por curiosidade, ou acidental e passageiramente, jamais tereis a paixão necessária para indagar e prosseguir indagando até o fim. E, para terdes paixão, necessitais de energia. Como temos dito, o prazer e o entusiasmo não significam paixão. A paixão implica uma energia constante, persistente, não limitada ao campo de vossa mente insignificante. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido, pág. 134)

Ora, como investigar a verdade relativa a qualquer coisa? Por certo, um dos fatores essenciais em qualquer espécie de investigação, de indagação, é não pressupor nem postular coisa alguma, não pensar partindo de uma conclusão (…) O pensamento que parte de uma idéia preestabelecida não é pensar, porém simples repetição. (O Homem Livre, pág. 75)

Pois bem. (…) o investigar, o compreender, o descobrir exigem, obviamente, liberdade – não liberdade no fim, porém (…) no começo. Sem liberdade, não se pode olhar, investigar, (…) caminhar para o desconhecido. (…) Essa esfera não podeis alcançar com vossos conhecimentos, (…) preconceitos, ansiedades e temores, porque (…) farão cessar toda investigação verdadeira. (…) (O Descobrimento do Amor, pág. 165)

Se, investigando esta questão, a estais investigando como cristão, budista, (…) vos vereis completamente confusos. E se, para essa investigação, trouxerdes o resíduo de vossas numerosas experiências, o conhecimento adquirido dos livros e de outras pessoas, também assim não só ficareis desapontados, mas também algo confuso. (…) (Experimente um Novo Caminho, pág. 88)

Vejamos (…) se nossa mente está entregue a dada experiência, (…) conclusão ou crença, que nos está tornando obstinados, inflexíveis, no sentido profundo. (…) Lemos o Gita, a Bíblia, o Upanishads, (…) o qual deu certa tendência à nossa mente, (…) a que ela ficou amarrada. Uma mente em tais condições é capaz de investigar? (…) (Da solidão à Plenitude Humana, pág. 26-27)

Certamente, até os maiores cientistas têm de abandonar todo o seu saber, antes de poderem descobrir qualquer coisa nova (…) O homem sério, sem dúvida, é aquele que é capaz de abandonar as suas conclusões, porque percebe que só assim estará capacitado para investigar. (Idem, pág. 27)

Só pela investigação se pode descobrir, e para investigar necessita-se de liberdade. A maioria de nós perdeu – ou nunca possuiu – a energia necessária ao investigar. Preferimos aceitar, continuar pelo velho caminho (…) No laboratório, o cientista investiga. Pesquisa, observa, indaga, duvida; mas, fora do laboratório, é um homem como os outros – nada investiga! E sua auto-investigação requer não só liberdade, mas também uma extraordinária capacidade de percepção. (A Suprema Realização, pág. 13)

E o investigar requer a compreensão da natureza e do significado do medo, por que a mente que (…) sente medo é obviamente incapaz do rápido movimento exigido pelo investigar (…) Não é livre o espírito que está sob o peso da tradição e da autoridade. Terá de transcender a civilização e a cultura, porque só então será capaz de investigar e descobrir a verdade; (…) (Idem, pág. 14)

Antes (…) seja-me permitido salientar (…) que o importante é cada um descobrir a verdade por si mesmo. Isto é, vós e eu vamos investigar a verdade contida em cada problema, descobri-la por nós mesmos, experimentá-la por nós mesmos; do contrário, ficaremos apenas no nível verbal (…) Se pudermos experimentar a verdade de cada questão, (…) talvez o problema se resolva completamente (…) (Viver sem Confusão, pág. 37)

Investiguemos (…) Ora, por certo, se desejais compreender o problema, tendes de estudá-lo de maneira nova, num estado de espírito aplicado a investigar e não a crer, num estado em que a mente diga: “Não sei, mas desejo investigar” (…) (Palestras na Austrália e Holanda, 1955, pág. 116)

O investigar requer mente equilibrada, sã, que não se deixe persuadir por opiniões, próprias ou alheias e, portanto, seja capaz de ver as coisas com toda clareza, em cada minuto de seu movimento. (…) (A Suprema Realização, pág. 14)

Quando a mente leva a carga de uma conclusão, formulação, acabou-se a investigação. E é essencial investigar, não apenas como fazem certos especialistas, mas, sim, investigar em si mesmo e conhecer a totalidade do próprio ser, o funcionamento da própria mente, tanto no nível consciente como no inconsciente, em todas as atividades da vida diária (…) (O Homem Livre, pág. 154)

(…) Se a mente não estiver cônscia de sua própria totalidade, não como deveria ser, mas como realmente é; a menos que perceba suas conclusões, seus pressupostos, seus ideais, seu conformismo, não há possibilidade de surgir o novo impulso criador da Realidade. (Idem, pág. 154)

Como disse, acho sobremodo importante ser sério. (…) Investigar o real até o fim e descobrir a essência das coisas, isso, afinal, é seriedade. Gostamos de discutir, de argumentar, de estar em contato com idéias, mas parece-me que as idéias não nos levam a parte alguma, porquanto são muito mais superficiais, meros símbolos (…) (O Passo Decisivo, pág. 137)

(…) É árdua tarefa abandonar ou seguir idéias e, ao mesmo tempo, nos mantermos em contato com o que é, o estado real de nossa mente, nosso coração; e, para mim, penetrar aí muito profundamente, completamente, isso é que constitui seriedade. Por esse processo de “ir até o fim” verifica-se o descobrimento da essência (…), a experiência da totalidade; e tem então os nossos problemas significado todo diferente. (Idem, pág. 137)

Há três degraus de percepção, em qualquer problema humano: primeiro, a percepção de causa e efeito do problema; segundo, a percepção do seu processo dualista ou contraditório; terceiro, a percepção do “ego” e a percepção do pensante e seu pensamento como um só todo. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 93)

Não sei se já observastes por vós mesmos as três fases sugeridas, ao tentardes resolver um problema psicológico. Os mais de nós podemos estar cônscios da causa e do efeito (…), de seu conflito dualista (…) a última (…) que o pensador e o pensamento são um só (…) Referi-me a três estados ou fases apenas por conveniência de linguagem: elas se confundem (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 144-145)

Estais, pois, percebendo que, para termos paixão, precisamos de energia; e essa energia deve ser inteiramente livre e não devemos pervertê-la. A mente torturada pelo conflito não é, de certo, uma mente livre; sua energia está sendo sempre deformada, pervertida, condicionada, reprimida. E, em tais condições, como pode a mente investigar? Qualquer investigação exige muita vitalidade, vigor, energia. E desperdiçamos toda a energia em conflito: o conflito da dualidade; o bom e o mau, isto é certo e aquilo é errado (…) Tendes, pois, (…) de compreender essa dualidade (…) (Viagem Por um Mar Desconhecido, pág. 135)

Estamos acompanhando um ao outro? Não estamos tentando convencê-lo de coisa alguma; pelo contrário, você deve ter dúvida, ceticismo. Deve questionar, não apenas o que o orador está dizendo, mas sua própria vida (…) suas crenças. Se você começa a duvidar, isso dá certa clareza. Não lhe dá um grande sentimento de auto-importância. A dúvida é necessária em sua indagação sobre o problema total da existência. Torna são, claro, e com tal cérebro pesquisa. (The World of Peace, pág. 16)

(…) Para o entendimento, o primeiro requisito é a dúvida; dúvida não somente com relação ao que digo, mas, primordialmente, com relação às idéias a que vós próprios vos apegais. Porém, haveis feito da dúvida um (…) mal que se deve banir, afastar (…) (Palestra em Adyar, Índia, 1933-1934, pág. 154)

(…) Porém, se, em lugar de buscardes um substituto, realmente começardes a inquirir sobre a própria coisa a que está presa a vossa mente – medo, maldade, aquisitividade – então descobrireis a causa. E somente descobri-la, duvidando continuamente, interrogando por meio de uma atitude mental crítica e inteligente, (…) mas que tem sido destruída pela sociedade, pela educação, pelas religiões (…) (Palestras em Adyar, Índia, 1933-1934, pág. 155)

Ora, ser capaz de criticar, (…) de inquirir, é o primeiro e essencial requisito para todo homem que pensa, para que ele comece a descobrir o que é falso e o que é verdadeiro (…), e desse pensamento surge, assim, a ação e não a mera aceitação (Palestra em Auckland, 1934, pág. 8)

Inquirir é justo, porém fomos acostumados a não perguntar, a não criticar; fomos cuidadosamente adestrados a nos opor. Por exemplo, se eu vos disser coisa que vos desgoste, começareis, naturalmente, a vos opor, porque a oposição é mais fácil do que averiguar se o que estou dizendo tem algum valor. (Idem, pág. 8)

(…) Isto é, se algo do que estou dizendo não vos agrada, levantais os vossos preconceitos profundamente arraigados e fazeis obstrução; (…) tomais abrigo por detrás desses preconceitos, dessas tradições, desse fundo de idéias de onde reagis, e a essa reação denominais crítica. Para mim, isso não é crítica. É simplesmente hábil oposição que não tem valor. (Palestras em Auckland, 1934, pág. 9)

Se quiserdes compreender (…), ser crítico exige uma grande dose de inteligência. Criticismo não é cepticismo nem aceitação; essas coisas seriam igualmente insensatas. (…) Ao passo que a verdadeira crítica consiste, não em atribuir valores, porém, em procurar descobrir os verdadeiros valores. (…) (Idem, pág. 9-10)

Para ouvir como convém, é preciso não haver oposição nem antagonismo. A maioria das pessoas possui um certo fundo de tradição, de preconceito, de esperança e de temor, que usam como defesa; e a isso, que nada mais é que oposição, chamam crítica. (…) (Palestras no Uruguai e na Argentina, 1935, pág. 9-10)

(…) Existe, contudo, uma forma ativa de crítica que exige mente esclarecida e aberta, isto é, a consciência dos nossos preconceitos, de nossas limitações, e que nos esforcemos, ao mesmo tempo, por descobrir o valor intrínseco do que o orador tem a dizer. (…) (Idem, pág. 10)

Assim, quando falo de crítica, peço-vos não tomar partido. (…) Peço-vos (…) seguirdes com a mente aberta o que eu disser (…) Procurai não vos inclinardes para o lado do grupo particular a que agora pertenceis, e tampouco procureis tomar o meu lado. Tudo o que tendes que fazer (…) é examinar, ser crítico, duvidar, verificar, pesquisar, aprofundar-vos nos problemas existentes diante de vós. (Palestras em Adyar, Índia, 1933-1934, pág. 9)

(…) Em outras palavras, tendes certas crenças, (…) dogmas, (…) princípios com que vos oporeis a qualquer situação nova e de conflito, e imaginais que estais pensando, que sois críticos, criadores. (…) Se fordes verdadeiramente crítico, criador, nunca vos oporeis sistematicamente; então estareis interessados em realidades. (Idem, pág. 10)

Para mim, pois, a verdadeira crítica consiste em procurar descobrir o valor intrínseco da própria coisa, e não em atribuir-lhe qualidade. (…) Isto, porém, destrói a verdadeira crítica. Vosso desejo está pervertido (…) não podeis ver claramente. (…) (Idem, pág. 11)

Ser verdadeiramente crítico, não é estar em oposição. Nós, em maioria, fomos adestrados a nos opormos e não a criticar. A verdadeira crítica está em tentar compreender o pleno significado dos valores, sem o obstáculo das reações defensivas. (…) (Palestras no Chile e México, 1935, pág. 65)

Há três condições da mente: “sei”, “acredito” e “não sei”. Ao dizerdes: “sei”, isso significa que sabeis por experiência própria e (…) vos tornais certos e convencidos de uma idéia, (…) uma crença. Porém, essa certeza, essa convicção pode estar baseada na imaginação, num preenchimento do desejo que para vós gradualmente se torna um fato, e por isso dizeis: “eu sei”. (…) (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 77)

(…) E se não disserdes: “eu sei”, então dizeis: “acredito na reencarnação porque ela explica as desigualdades da vida.” Mais uma vez, essa crença, que dizeis fundada na intuição, é o resultado de uma esperança oculta, de um desejo de continuidade. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 78)

Assim, pois, tanto o “sei”, como o “acredito” são inseguros e incertos, para que neles se confie. Se, porém, puderdes dizer “não sei”, compreendendo plenamente o significado disso, então há para vós uma possibilidade de perceberdes aquilo “que é”. Permanecer num estado de “não saber”, exige grande desnudamento e um estrênuo esforço, porém não é um estado negativo; é um estado vitalíssimo e ardente para a mente-coração que não se apega a explicações e afirmações. (Idem, pág. 78)

Interlocutor: Pois bem, essa questão está relacionada com a questão da mente e do cérebro. O cérebro é uma atividade no tempo, enquanto processo físico e químico complexo.

Krishnamurti: Acho que a mente está separada do cérebro. (O Futuro da Humanidade, pág. 64-65)

Krishnamurti: Separada no sentido de que o cérebro é condicionado, ao passo que a mente não é.

Interlocutor: Sim, (…) Mas veja, se cérebro não é livre, significa que ele não é livre para pesquisar de um modo imparcial.

Krishnamurti: (…) Examinemos o que é liberdade. Liberdade para pesquisar (…) para investigar. Somente em liberdade pode haver um discernimento profundo. (O Futuro da Humanidade, pág. 65)

Krishnamurti: Desse modo, visto que o cérebro é condicionado, sua conexão com a mente é limitada.

Interlocutor: Qual é a natureza da mente? Está à mente localizada no interior do corpo, ou está no cérebro?

Krishnamurti: Não, ela não tem nada a ver com o corpo ou com o cérebro. (Idem, pág. 66)

Interlocutor: Ela tem alguma coisa a ver com o espaço ou com o tempo?

Krishnamurti: Ela tem a ver com o espaço e com o silêncio. Estes são os dois fatores (…)

Interlocutor: Mas não tem nada a ver com o tempo?

Krishnamurti: Não. O tempo pertence ao cérebro. (O Futuro da Humanidade, pág. 66)

Krishnamurti: (…) Assim sendo, será que o cérebro, com todas as suas células condicionadas, será que essas células podem sofrer alguma mudança radical?

Interlocutor: (…) Não se tem certeza de que todas as células estejam condicionadas. Por exemplo, algumas pessoas acham que apenas uma parte ou uma pequena parte das células está sendo utilizada, e que as outras estão inativas, em estado latente.

Krishnamurti: De qualquer modo, quase sem uso, ou afetadas apenas ocasionalmente (Idem, pág. 67-68)

Interlocutor: (…) Mas as células que estão condicionadas, seja qual for a sua quantidade, é evidente que dominam a consciência neste momento.

Krishnamurti: Sim. Essas células podem ser alternadas?

Interlocutor: Podem.

Krishnamurti: Estamos afirmando que podem através de uma compreensão profunda, a qual independe do tempo (…) (Idem, pág. 68)

Interlocutor: (…) O que impede o cérebro de operar numa área mais ampla, numa área ilimitada?

Krishnamurti: O pensamento.

Krishnamurti: Ele só pode responder se estiver livre do que é limitado; do pensamento, que é limitado. (O Futuro da Humanidade, pág. 70)

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