No momento em que temos conhecimento da confusão, em que percebemos exatamente o que é, procuramos fugir. O sistema, a filosofia, a idéia, se tornam importantes, e não o homem; e, no interesse da idéia, da ideologia, estamos prontos a sacrificar toda a humanidade. (…) Não se trata de simples interpretação minha; observai e vereis que é exatamente isso o que está acontecendo. (…) Por conseqüência, como o sistema se tornou importante, o homem – vós e eu – perdeu a sua importância; (…) (Da Insatisfação à Felicidade, p. 18)

(…) Nas várias crises anteriores, o que predominou foi sempre a exploração das coisas ou do homem; mas hoje o que predomina é a exploração das idéias, o que é muito pernicioso, muito mais perigoso, porque a exploração de idéias é devastadora e destrutiva no mais alto grau. (…) o homem já não tem nenhuma significação. Podemos destruir milhões de homens, desde que com isso se alcance um resultado, e o resultado é justificado pelas idéias. Temos uma magnífica estrutura de idéias para justificar o mal; e isso, sem dúvida, é uma coisa inaudita. (…) (Da Insatisfação à Felicidade, p. 88)

As ideologias, por mais engenhosas que possam ser, (…) finalmente produzem ilusões perigosas – sejam as (…) da direita, do centro ou da esquerda, todas elas terminam nas grandes burocracias que controlam o homem, ou nos campos de concentração, ou no destrutivo moldar do ser humano a dado conceito. Isso é o que sucede em todo o mundo (…) (La Totalidad de la Vida, p. 192)

Temos sido prisioneiros das ideologias religiosas e dos dogmas – o dogma católico, o hindu, o budista, etc.; e os gurus, com suas modernas alterações das antigas tradições e ideologias, são também prisioneiros daquelas ideologias. (Idem, p. 192)

Um dos nossos imensos problemas consiste em promover uma revolução fundamental na ordem atual. Ante a desproporcional e injusta distribuição de recursos, a estrutura econômica de ricos e pobres, o conflito entre os que têm e os que não têm, etc., procuramos resolver os problemas econômico e social com um esquema, com uma idéia, com um padrão. Temos o padrão, o sistema da esquerda ou da direita, sendo esses sistemas baseados, invariavelmente, numa idéia. (…) (Que Estamos Buscando?, 1ª ed., p. 117-118)

(…) Isto é, a esquerda se aplica à solução do problema com um sistema novo, que está em conflito com o da direita; e, enquanto estamos em conflito por causa de idéias, nas quais todos os sistemas se baseiam, é bem evidente que não é possível solução alguma. Por outras palavras, temos o problema da fome, do desemprego, das guerras, e nos chegamos a eles trazendo na mente certo sistema para resolver cada um deles. Pode algum sistema, seja da esquerda, seja da direita, resolver um problema? (…) (Idem, p. 118)

Tanto os que estão ligados à esquerda como os que estão ligados à direita, acham que possuem os sistema perfeito, definitivo, absoluto, e, assim, um e outro se aplicam ao problema da fome, do desemprego e das guerras com uma idéia, com um preconceito. O resultado é que os sistemas, as idéias, as crenças, ficam em conflito entre si e os problemas continuam. Se vós e eu desejamos realmente aplicar-nos à solução de um problema, devemos, por certo, examinar o problema diretamente, sem o preconceito ou a cortina de um sistema; (…) (Idem, p. 118)

Ora, os sistemas se tornam mais importantes do que alimentar o povo, quando se interpõem entre o problema e vós. (…) Por que se tornaram importantes esses sistemas da esquerda ou da direita? (…) Eles se tornaram importantes porque pensamos que resolverão o problema (…) pela compulsão externa por parte dos que detêm o poder (…) Atribuímos importância aos sistemas, porque acreditamos que, pela compulsão (…) podemos acabar com a fome. Evidentemente, isso é verdade até certo ponto. Mas não é todo o problema (…) (Da Insatisfação à Felicidade, p. 34)

Assim, que é que está contido no problema? Afinal, a propriedade, por si só, tem muito pouca importância. Mas, psicologicamente, assume significado extraordinário, pois confere posição, prestígio, nome, título. Assim sendo, visto que nos dá poder, autoridade, a ela nos apegamos; e sobre ela levantamos um sistema que destrói a equitativa distribuição das coisas ao homem. (Da Insatisfação à Felicidade, p. 36)

Enquanto vós e eu, ou qualquer grupo de pessoas, nos servirmos do alimento, do vestuário e da moradia como meios de exploração, de poder, continuará a existir o problema da fome. Um sistema não constitui solução para o problema, porque um sistema está nas mãos de uns poucos; por essa razão o sistema adquire importância. Não significa isso que não deva haver sistema algum para regular o homem e a sua avidez; (…) (Idem, p. 36)

Pois bem, é a ação produzida por uma idéia? Tendes primeiro uma idéia e depois agis? Ou primeiro vem a ação e, depois, porque a ação gera conflito, construís uma idéia em torno dela? (…) Se a idéia vem em primeiro lugar, a ação se ajusta a uma idéia, e, por conseguinte, já não é ação, porém imitação (…) A ação, portanto, é serva da idéia, e a simples elaboração de idéias é evidentemente prejudicial à ação. (…) (Novo Acesso à Vida, p. 98)

Tudo isso poderá parecer um tanto abstrato, acadêmico, professoral, mas não é tal. (…) Um homem amadurecido não toma partido, procura resolver diretamente os problemas do sofrimento humano, da fome, da guerra, etc. Só tomamos partido quando somos moldados pelo intelecto, cuja função é fabricar idéias. É, pois, de grande importância descobrirmos por nós mesmos, e não de acordo com o que diz Marx, os Shastras, o Bhagavad-Gita (…) (Idem, p. 99)

Ora, podem as idéias produzir ação, ou as idéias só têm o efeito de moldar o pensamento e, por conseguinte, limitar a ação? Quando a ação é ditada por uma idéia, nunca pode libertar o homem.

(…) O investigar da ideação, da formação das idéias, sejam as dos socialistas, dos capitalistas, dos comunistas, sejam as das várias religiões, é da mais alta importância (…) (Novo Acesso à Vida, p. 99)

(…) Dessa maneira, a reação da memória, que é o processo do pensamento, cria uma idéia; por conseguinte, a idéia é sempre condicionada (…) Isto é, a idéia é resultado do processo do pensamento, o processo do pensamento é reação da memória, e a memória é sempre condicionada. A memória está sempre no passado (…) (Idem, p. 101)

(…) Certamente, é isso que está acontecendo no mundo, hoje em dia. O homem não tem importância alguma; os sistema, as idéias se tornaram importantes. O homem já não tem nenhuma significação. Podemos destruir milhões de homens, desde que com isso se alcance um resultado, e o resultado é justificado pelas idéias. (Da Insatisfação à Felicidade, p. 88)

(…) O homem perdeu toda a importância; os sistemas, as idéias tornaram-se importantes. O homem já não tem nenhuma significação. Podem-se destruir milhões de homens, desde que se produza certo resultado, e esse resultado se justifica por meio de idéias. Temos uma soberba estrutura de idéias para justificar o mal, e isso, sem dúvida alguma, é de fato inédito.(…) (A Primeira e Última Liberdade, 1ª ed., p. 142)

Que está acontecendo, no mundo (…)? Há muitos líderes políticos, e cada um deles deseja reformar o mundo de determinada maneira, empurrá-lo para a esquerda ou para a direita, ou manter neutralidade. (…) E há também os “gurus econômicos”, aqueles que oferecem uma Utopia terrena, no futuro, se cada um trabalhar com afinco para o partido e sujeitar-se à autoridade do Livro. (…) (Visão da Realidade, p. 12)

(…) Os numerosos e antagônicos partidos políticos de direita ou de esquerda, não parecem ter encontrado a solução correta para as nossas dissenções nacionais e internacionais, e vemos também, socialmente, processar-se uma destruição completa dos valores morais. Tudo em torno de nós parece desintegrar-se; os valores morais e éticos tornaram-se simples questão de tradição. (…) (A Arte da Libertação, p. 59)

A maioria de nós, reconhecendo essa confusão, essa incerteza, deseja fazer alguma coisa (…) Mas se um homem está confuso, como pode agir? Tudo o que ele faça, qualquer que seja o seu método de ação, há de ser confuso, e essa ação criará, naturalmente, infalivelmente, maior confusão. (…) Qual o seu primeiro dever: agir, ou dissipar a confusão dentro de si e, portanto, fora de si? (…) (Idem, p. 59-60)

(…) Assim como a sociedade comunista é uma reação ao Estado capitalista, ao qual está sempre oposta, assim também o esforço da mente para aperfeiçoar-se é uma reação ao seu próprio condicionamento; e a reação nunca é perfeita, sendo, como é, apenas prolongamento do conhecido. (Percepção Criadora, p. 57)

(…) Conhecemos os caminhos do poder: domínio, disciplina, compulsão. Pelo poder político esperamos realizar alterações fundamentais; mas essa força só pode produzir mais escuridão, e desintegração, e males, e fortalecer mais ainda o “eu”. Conhecemos bem as várias formas de aquisição, tanto individuais como coletivas; mas nunca experimentamos os caminhos do amor, e nem sequer sabemos o que ele significa. (…) (Claridade na Ação, p. 140)

Ora, que é governo? Afinal, um governo é, um governo representa o que nós somos. E que somos nós? Somos uma massa de reações condicionadas, violência, avidez, aquisicionismo, inveja, volúpia de poder, etc. Naturalmente, o governo é o que nós somos. Isto é, a violência sob diferentes formas; (…)

Pode a realidade coexistir com a violência, que é o que chamamos governo? Pode um homem que busca ou que experimenta a realidade, ter qualquer coisa em comum com os governos soberanos, com o nacionalismo, com uma ideologia, com a política de partidos, com um sistema de poder? (Da Insatisfação à Felicidade, p. 137)

O homem pacífico pensa que, aderindo a um governo, estará habilitado a prestar algum serviço útil. Que acontece quando ingressa no governo? A estrutura é tão poderosa que o absorve, e ele muito pouco pode fazer (…) (Da Insatisfação à Felicidade, p. 137)

Quando uma pessoa ingressa num partido, ou se candidata a uma eleição para o parlamento, (…) tem de aceitar o programa do partido. Por conseguinte, deixa de pensar. E como pode um homem que se entregou (…) a um partido, a um governo, (…) achar a realidade? (Idem, p. 13)

(…) Um partido político se forma baseado numa idéia, num sistema; outro partido se forma em oposição ao primeiro ou em moldes totalmente diferentes (…) sempre baseado numa idéia, num sistema, numa filosofia, num “interesse adquirido” (…) (O Problema da Revolução Total, p. 70-71)

Os partidos, portanto, não se interessam pelos indivíduos; interessa-lhes um sistema que trará benefícios ao povo, um sistema baseado numa idéia, numa filosofia – sendo isso, essencialmente, uma reação condicionada. Vós sois comunistas e eu sou socialista ou capitalista; (…) Assim sendo, (…) já pensamos sobre tudo o que faremos, de acordo com certos sistemas. (…) (Idem, p. 71)

Por conseguinte, nenhum de nós está interessado no povo (…) Estamos interessados em sistemas e em como pô-los em prática, porquanto (…) oferecem os meios, pessoais ou utópicos. (…) (Idem, p. 71)

Enquanto tivermos sistemas, não estamos interessados no povo. (…) Se realmente sentísseis interesse pelo povo – i.e., vós e eu e o homem pobre – não teríeis sistemas, mas todos vós estaríeis fazendo, executando, pensando o que é bom para o todo (…) (Idem, p. 71)

(…) Cada partido, cada sistema, da esquerda ou da direita, oferece uma solução em conflito com as outras, e vós e eu nos achamos igualmente no meio da luta, politicamente, economicamente e socialmente. (…) (A Arte da Libertação, p. 12)

Todos os intelectuais que se têm ocupado com esses problemas e tentado mostrar-nos o caminho têm falhado. É esta a calamidade da moderna civilização (…) Os intelectuais falharam, suas fórmulas são impraticáveis (…) (Idem, pág. 12)

Os sistemas, tanto filosóficos como econômicos, vão sendo concebidos a granel, pelos especialistas, e esses vários sistemas competem uns com os outros pela supremacia. Afinal, os técnicos e os especialistas só nos podem oferecer as próprias opiniões; não podem oferecer a verdadeira solução, porquanto esta se acha inteiramente fora dos limites de todos os sistemas. (…) (O Caminho da Vida, pág. 18)

(…) Ninguém deseja essa revolução total, e é dela que estou falando: da revolução total, que não é reação. O comunismo é simples reação ao capitalismo; por conseguinte, não é verdadeiramente uma revolução. Enquanto houver nacionalismo, (…) distinções de classes, (…) patriotismo, identificação (…) com determinado grupo ou seita política, econômica ou religiosa, não pode deixar de haver guerra. Precisamos extirpar todo esse pensar condicionado. (O Homem e sem Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 144)

(…) Nunca uma revolução baseada em algum sistema deu a liberdade ao homem: nem a Revolução Comunista, nem a Revolução Francesa, nem nenhuma outra (…) Senhor, para encontrar a Realidade, Deus, a mente tem de ser livre, e não pode estar ancorada num sistema. (…) (O Problema da Revolução Total, pág. 19)

Vemos (…) Uma sociedade da extrema esquerda espera criar a ordem por meio de uma ditadura, da tirania e de um partido político; mas tal sociedade não pode criar ordem, nem econômica nem social, (…) porque a ordem exige a liberdade do homem em seu próprio interior. (O Descobrimento do Amor, pág. 121)

A ordem só pode nascer do percebimento da desordem (…) O que podeis fazer é tornar-vos cônscios da desordem existente tanto no exterior como no interior. Uma mente desordenada não pode criar nenhuma ordem (…) Poderá unicamente (…) criar um padrão a que chama “ordem” e, depois, tratar de ajustar-se a esse padrão. (…) (Idem, pág. 121)

Deveis ter uma mente virtuosa; mas a mente que trata de ajustar-se aos padrões sociais e religiosos de determinada sociedade, quer comunista, quer capitalista, não é virtuosa. (…) (A Mente sem Medo, 1ª ed., pág. 106)

(…) A crise, os desastres que nos ameaçam, não podem ser dissolvidos por outro conjunto de ideologias projetadas de nós mesmos, mas, tão somente, quando vós, como indivíduo, perceberdes a verdade a esse respeito e começardes, assim, a compreender o processo total de vosso pensar e sentir. (…) (O Caminho da Vida, pág. 29)

A atual desordem e miséria social há de chegar a seu desfecho. Mas vós e eu devemos enxergar a verdade que está na vida de relação, dando início (…) a uma nova forma de ação não baseada na necessidade e na satisfação mútuas. (O Caminho da Vida, pág. 36)

(…) O nacionalista é uma maldição, porquanto, em virtude do seu espírito nacionalista, patriótico, está levantando uma muralha de isolamento. Tão identificado está com sua nação, que ergue uma muralha contra outra nação. E que acontece (…) quando levantamos uma muralha contra alguma coisa? Essa coisa fica constantemente a chocar-se contra a muralha. (…) (Novo Acesso à Vida, pág. 146)

(…) No mundo inteiro as idéias estão separando os indivíduos, criando inimizades entre os homens. As idéias a que rendemos culto são a própria negação do amor; (…) não podem operar uma transformação radical. Para realizar-se essa revolução fundamental, precisais começar compreendendo a vós mesmo; só então sereis capaz de criar a unidade, e não por meio de idéias. (Nosso Único Problema, pág. 14)

Para se compreender a natureza da sociedade que se desintegra, não carece indagar se vós e eu – o indivíduo – podemos ser criadores? Vemos que, quando há imitação, tem de haver desintegração; quando há autoridade, tem de haver cópia. E uma vez que toda a nossa estrutura mental, (…) psicológica, está baseada na autoridade, urge libertarmo-nos da autoridade, para sermos criadores. (Da Insatisfação à Felicidade, pág. 32)

(…) Já não notastes que, em momentos de criação, naqueles momentos de vital interesse, que nos proporcionam certa felicidade, não há tendência alguma para a repetição (…) a cópia? Tais momentos são sempre novos, cheios de vida, criadores, felizes. Assim, uma das causas fundamentais da desintegração social é o copiar, vale dizer, o culto da autoridade. (Idem, pág. 32)

Pergunta: Que virá, quando desaparecer o nacionalismo?

Krishnamurti: A inteligência, sem dúvida. Toda substituição representa um ato destituído de inteligência. (…) (A Primeira e Última Liberdade, pág. 145)

Como abolir o nacionalismo? Isso só acontecerá depois de compreendermos todas as suas conseqüências (…) Exteriormente, ele é fator de discórdias, classificações, guerras e destruição (…) Interiormente, psicologicamente, essa identificação com uma coisa maior, com a nação, com uma idéia, constitui, sem dúvida, uma forma de auto-expansão. Quando compreendermos o nacionalismo, seu processo total, ele se extinguirá por si. (…) (Idem, pág. 145)

Pergunta: Não pensa o senhor que existem nações amantes da paz e nações agressivas?

Krishnamurti: Não. A própria existência da nação é geradora de desunião, exclusivismo, constituindo, portanto, causa de contendas e de guerras. Não existe nação amante da paz: todas são agressivas, dominadoras, tirânicas. Enquanto permanecer como unidade separada, (…) vangloriando-se de sua segregação, do patriotismo e da raça, gerará extrema miséria para si e para as outras. Não podeis ter paz e ser ao mesmo tempo exclusivistas. (…) (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 107)

(…) Não podeis ter fronteiras econômicas e sociais, nacionais e raciais, sem dar origem à inimizade e ao ciúme, ao temor e à suspeita. Não podeis viver na abastança, enquanto os outros estão famintos, sem que isso provoque violência. (…) A benevolência e a fraternidade não se conseguem mediante nacionalidades e fronteiras separatistas e exclusivistas: estas devem ser postas à margem (…) (Idem, pág. 107-108)

(…) Por que concedemos importância tão extraordinária ao nacionalismo – que em essência é um sentimento tribal? (…) É porque, no aderirmos à tribo, ao grupo, há certa segurança, integridade, plenitude? Se é assim, então a outra tribo também sente o mesmo; em conseqüência, há divisão, conflito, guerra (…) (La Llama de la Atención, pág. 104)

Compreendendo-se o que está implicado no nacionalismo, surge na mente consciente a ordem e a clareza, e nessa limpidez se manifestam as reações ocultas e acumuladas. Com o estudo perseverante e inteligente dessas manifestações, toda a consciência se liberta da enfermidade do nacionalismo. Então (…) o que advém é uma consciência de unidade isenta de nacionalismo, uma libertação dos títulos e nomes, dos preconceitos raciais e de classe. (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 56)

(…) Assim, o problema individual é o problema mundial (…) E o problema mundial só poderá ter fim quando o indivíduo compreender a si mesmo, as atividades de sua mente, as operações de sua consciência. Haverá então a possibilidade de se criar um mundo diferente (…) sem nacionalidades, sem fronteiras de crença, sem dogmas políticos ou religiosos. (Palestras na Austrália e Holanda, 1955, pág. 6)

Está-se morrendo de fome na Ásia; lá, há miséria, pobreza, doenças, coisas terríveis que desconheceis (…) A ciência tem a possibilidade de fornecer alimentos, roupas e teto a todo o mundo; mas, por que não se está fazendo isso? (…) (O Descobrimento do Amor, pág. 100)

É porque somos nacionalistas. A glória da França, o estilo de vida dos americanos, o nacionalismo indiano, o nacionalismo africano, o imperialismo dos comunistas, bem como o dos capitalistas – todas essas coisas estão dividindo os homens economicamente. (Idem, pág. 100)

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