Para a maioria de nós, a idéia de evolução implica uma série de consecuções, isto é, consecuções surgidas da contínua escolha entre o que chamamos não-essencial e essencial. (…) Toda a estrutura do nosso pensar está baseada nessa idéia de progredir e atingir espiritualmente, na idéia de penetrar mais e mais no essencial, como resultado de escolha constante. (Palestras na Itália e Noruega, 1933, pág. 29-30)

Ora, quando de tal modo consideramos o crescimento ou a evolução, naturalmente as nossas ações nunca serão completas; estão sempre crescendo do mais baixo para o mais alto, sempre subindo, avançando. Por conseqüência, se vivemos sob essa concepção, a nossa ação escraviza-nos; a nossa ação é um esforço constante, incessante, infinito, (…) voltado para a segurança. (Idem, pág. 30)

Naturalmente, quando há essa busca de segurança, há temor, e esse temor cria a contínua consciência do que chamamos “eu” (…) A mente da maioria das pessoas está presa nessa idéia de conseguir, de atingir, de subir mais e mais alto, isto é, na idéia de escolher entre o essencial e o não-essencial. (…) (Idem, pág. 30)

Não devemos pensar e sentir horizontalmente, e sim verticalmente. Isto é, em lugar de seguirmos o curso do pensamento-sentimento preguiçoso, egoísta e ignorante, como é o do gradualismo, de esclarecimento lento através do tempo; em vez de continuarmos nessa corrente de miséria e conflito ininterruptos (…); longe, em suma, de pensarmos e sentirmos em linhas horizontais, – por que não o fazemos verticalmente?

Não será possível libertar-nos desse ritmo de continuidade horizontal, de confusão e luta, e pensar e sentir fora dele, de maneira nova e sem noção de tempo, i.e., verticalmente? Não podemos pensar e sentir diretamente, com simplicidade, sem a idéia de evolução (…)? (Autoconhecimento, Correto Pensar, Felicidade, pág. 124)

E, no mundo científico, observa-se que os cientistas possuem umas poucas chaves que abrem as portas; eles estão sempre a mover-se no sentido horizontal, com essas chaves, e a transpor aquelas portas; mas mui poucos perguntam: É possível uma “explosão” em sentido vertical, em vez de um movimento horizontal? (Uma Nova Maneira de Agir, pág. 10)

Ora, é possível a mente libertar-se instantaneamente dessa idéia de “chegar gradualmente a uma parte”, de gradualmente transcender uma coisa, gradualmente tornar-nos livres? Para mim, a liberdade não é questão de tempo; não há nenhum amanhã, no qual ficaremos livres da inveja ou adquiriremos certa virtude. (…) Há só um “viver completo” no agora; o tempo deixou de existir completamente (…) Com a palavra “agora” refiro-me ao presente imediato (…) Ora, por certo, toda existência se acha no agora (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 157)

Se examinarmos o que é iluminação, a voz da verdade, então precisaremos tratar com cuidado a questão do tempo. As chamadas pessoas iluminadas dizem que você só a consegue com o tempo, gradualmente, vida após vida (…) até chegar ao ponto em que se torna um iluminado – a respeito de tudo. Elas dizem que se trata de um processo gradual de experiência, de conhecimento, um movimento constante do passado para o presente e o futuro: um ciclo. (…) (Perguntas e Respostas, pág. 102-103)

Para compreender o medo, cumpre examinar também a idéia, que todos temos, de gradualidade – isto é, a idéia de que podemos ficar livres do medo gradualmente. Não existe essa possibilidade (…) Ou há logo a completa libertação dele, ou nenhuma libertação; não há gradualidade, que requer tempo (…) O tempo é a verdadeira essência do medo (Fora da Violência, pág. 21)

Devemos (…) compreender (…) Julgamos que a Realidade, ou Deus, pode ser alcançado com o tempo, com o vir-a-ser. Imaginamos a vida como uma escada, pela qual ascenderemos a alturas cada vez maiores. Nosso pensamento-sentimento está colhido no processo horizontal do “vir-a-ser”; o que vem a ser está sempre acumulando, (…) adquirindo, (…) a expandir-se. O “ego”, o que vem a ser, o criador do tempo, jamais pode conhecer o Atemporal. O “ego”, que quer vir a ser, é a causa do conflito e do sofrimento. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 175-176)

O problema, pois, é de saber se esse centro pode ser “dinamitado”, de modo que nenhum outro possa formar-se, e surja uma ação que seja total e não simples atividade de “eu”. Afinal, a mente é agora um processo de atividade egocêntrica (…) Sois hinduísta, muçulmano, cristão ou budista (…), mas o centro de vosso pensar é um processo de acumulação (…) (O Homem Livre, pág. 93)

O conflito e a dor são necessários para que haja potência criadora? O sofrimento é necessário para que haja compreensão? Não é inevitável o conflito, quando há o vir-a-ser, expansão do “ego”? O estado de potência criadora não significa estar livre de conflito (…) de acumulações? (…) Só há vir-a-ser e evolver no plano horizontal da existência, mas conduz, isso, ao Atemporal? A potência criadora só pode ser conhecida depois de abandonado o plano horizontal. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 99)

Transformamos a vida em uma escola de contínuo aprendizado. Mas, para mim, a vida não é uma escola; não é um processo de colheita. A vida é para ser vivida naturalmente, plenamente, sem essa constante batalha de conflitos. (…) Dessa idéia de ser a vida uma escola, surge o constante desejo de conseguimento, de sucesso, e, em conseqüência, a procura de um fim, o desejo de encontrar a verdade última, Deus, e a perfeição final que nos dará (…) certeza, e daí as nossas tentativas para um contínuo ajustamento a certas condições sociais, (…) éticas e morais, ao desenvolvimento do caráter e ao cultivo de virtudes. (Palestras na Itália e Noruega, 1933, pág. 133)

O homem vive há (…) quase dois milhões de anos; biologicamente acumulou tanta experiência, tanto conhecimento, atravessou tantas civilizações, (…) pressões e tensões. Vós sois esse homem, (…) E, ou continuais a evolver lentamente, à custa de infinitos sofrimentos, ansiedades, conflitos de toda natureza, ou saltais para fora dessa corrente, em qualquer ocasião, como quem salta de um barco para a margem do rio; (…) Mas só pode fazê-lo a mente livre. (O Despertar da Sensibilidade, pág. 122)

Pergunta: Qual a vossa idéia de evolução?

Krishnamurti: E óbvio que existem a simplicidade e a grande complexidade; simplicidade e grande complexidade de forma; simplicidade e grande sutileza de pensamento; (…) O simples tornando-se complexo será evolução? Ao falarmos em evolução, não pensais apenas na evolução da forma. Pensais na sutil evolução da consciência a que chamais “eu”. Disso surge a pergunta: Haverá crescimento, uma continuidade futura, para a consciência individual? Pode o “eu” tornar-se onicompreensivo, permanente, perdurável? (Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 82)

Aquilo que é capaz de crescimento não é eterno. O que é perdurável, verdadeiro, está sempre vindo-a-ser. É movimento sem escolha. Vós me perguntais se o “eu” evolui, se se torna glorioso, divino. (…) Enquanto a mente estiver ligada ao tempo, haverá conflito e tristeza. Enquanto a consciência se identificar a si própria, reformando-se e renovando-se a si mesma, pelas suas próprias atividades do temor, que ligam ao tempo, tem de haver sofrimento. (Idem, pág. 82)

A ânsia de experiência, de oportunidade e comparação de memórias, não podem trazer à existência a plenitude da vida, o êxtase da verdade. A ignorância procura a perpetuidade do processo do “eu”; e a sabedoria vem à existência com a cessação da renovação auto-ativa da consciência limitada. A mera complexidade da acumulação não é sabedoria, inteligência. O mero acúmulo, o crescimento, o tempo, não produzem a plenitude da vida. Estar isento de medo é o começo do entendimento (…) (Idem, pág. 82-83)

Vejo, pois, que, quando há ação deliberada, destinada a produzir qualquer mudança em mim mesmo, não há nenhuma mudança real, porém apenas desperdício de energia. Por conseguinte, só pode realizar-se a mudança quando não há esforço consciente para mudar. (O Descobrimento do Amor, pág. 110)

Ocorre a mudança quando se compreende integralmente o padrão da imagem e como foi ele criado – da imagem baseada no desejo do prazer e de evitar a dor psicológica, do que resulta a escolha e o exercício da vontade na ação. Esse padrão se repete incessantemente, e é dentro do campo desse padrão que desejamos a mudança; (…) é uma resistência, um desperdício de energia e, por conseguinte, não é mudança nenhuma. (Idem, pág. 110)

Mudança, no genuíno sentido da palavra, significa “explosão” e, para “explodir”, necessitais de energia, e, para terdes energia, não deve haver resistência nenhuma. É uma mudança na qual nenhuma interferência tem o pensamento, como vontade. A mudança é como a virtude. A virtude que se cultiva deixa de ser virtude. (O Descobrimento do Amor, pág. 110)

Se estou cheio de vaidade e, deliberadamente, começo a esforçar-me para ser humilde e a praticar diariamente a virtude da humildade, isso nada significa. Mas, despedaçar a vaidade, numa “explosão”, sem o exercício da vontade, inconscientemente, significa ter plena energia para olhar essa coisa que se chama “vaidade”; nisso há humildade. (Idem, pág. 110)

Vede, sempre que tem de enfrentar um problema, a mente procura uma saída; esforça-se para o resolver, superar, contornar, ultrapassar ou transcender; (…) Se não se movesse em direção alguma; se nenhum movimento houvesse, nem interno nem externo, porém apenas o problema, ocorreria então uma “explosão” no problema. Experimentai-o uma vez, e vereis a realidade do que se está dizendo (…) (A Suprema Realização pág. 172)

O importante é a destruição, não a mudança; esta é apenas a continuidade modificada do que foi. Todas as reformas sociais e econômicas são apenas reações, continuidade modificada do que sempre existiu. Essa mudança não destrói as raízes do egocentrismo. (Diário de Krishnamurti, pág. 13)

A destruição, no sentido em que empregamos a palavra, é sem motivo, é uma ação que não visa a objetivos nem resultados. A destruição da inveja é um processo total; tal ação, isenta de motivo, elimina a repressão e o controle. (Idem, pág. 13)

É possível realizar essa destruição; basta, para tanto, ver a totalidade da inveja. Essa percepção é instantânea; ela não depende do tempo e do espaço. (Idem, pág. 13)

Ora, o compreender a si próprio é absolutamente necessário. Meditar é esvaziar a mente, e, nesse estado de vazio, ocorre a “explosão” que nos lança no desconhecido. (Uma Nova Maneira de Viver, pág. 73)

Em vista de tudo isso, não nos interessa descobrir como poderemos saltar por sobre a barreira intangível que se ergue entre o processo do tempo e “atemporal”, entre as projeções da mente e aquilo que não é da mente? (…) (Claridade na Ação, pág. 30)

Porque, como é possível, com tamanha carga que é toda do tempo, experimentar algo que está fora do tempo? Por conseguinte, preciso purgar-me completamente disso tudo, o que significa que preciso estar só – não isolado numa torre de marfim, mas naquela outra espécie de solidão em que me é possível perceber todos os processos, (…) os turbilhões da mente. (…) Todas essas coisas desapareceram, e a mente se tornou muito tranqüila, reduziu-se a nada. Essa é a coisa que não pode ser ensinada. Essa coisa tem de ser experimentada (…) (Idem, pág. 31-32)

Dizeis (…) que desejais modificar-vos (…) Desejais que eu descreva a maneira de vencer os obstáculos; mas precisamos achar um meio de saltar a barreira; se possível, precisamos lançar-nos à corrente, ousadamente, aventurosamente, em vez de ficarmos sentados na margem a especular. Que nos está impedindo de dar o salto? O que nô-lo impede é a tradição, que é memória, (…) experiência (…)

Tanto nos satisfazemos com palavras, com explicações, que não damos o salto, mesmo percebendo a necessidade de saltar. Alvitra-se que não ousamos lançar-nos à corrente porque temos medo do desconhecido. Mas (…) é possível conhecer o desconhecido? (…) Nunca me será dado conhecer o desconhecido, se não me aventuro. (Que Estamos Buscando?, 1ª ed., pág. 93-94)

(…) O cérebro total sempre há estado silencioso. O que tenho chamado silêncio é a cessação do “eu”, do pensamento que tagarela constantemente. O constante tagarelar é o pensamento. (…) Quando a tagarelice chega ao fim, há uma sensação de silêncio, porém isso não é silêncio. O silêncio surge quando a mente total, o cérebro – ainda que registrando – está completamente quieto, porque a energia está quieta. Ela pode estalar explosivamente, porém a base da energia é quietude. (Tradición y Revolución, pág. 309)

Pois bem, a paixão existe só quando não há movimento de dor. (…) A dor é energia. Quando há dor, existe o movimento de escape mediante a compreensão dessa dor, de sua supressão. Porém, quando não há movimento algum na dor, produz-se um estalido na paixão. A mesma coisa sucede (…) quando não há movimento do silêncio que o “eu” há criado (…) Quando há absoluto silêncio, silêncio total e, portanto, não há movimento de nenhum gênero, quando tudo está completamente quieto, há um tipo por completo diferente de explosão. (…) (Idem, pág. 309-310).

(…) Em vez de tentarmos sempre o acesso à realidade por meio de disciplinas, conflito, aceitação, rejeição, de todas as coisas que o homem tem praticado através dos séculos para descobrir “certa coisa”, há possibilidade de “explodirmos” e, dessa explosão, nascer uma mentalidade inteiramente nova? Pode nossa velha mente, que ainda conserva o “animal”, (…) que está sempre a buscar conforto e segurança, sempre medrosa, ansiosa, insulada, dolorosamente cônscia de suas limitações, pode essa mente acabar imediatamente e uma nova mente começar a operar? (Encontro com o Eterno, pág. 74)

(…) A simples reforma, dentro do padrão, não é transformação nenhuma. Só há transformação quando nos libertamos do padrão e descobrimos algo novo (…) O que é de vital importância é o sermos capazes dessa extraordinária e explosiva força criadora, fora do padrão. Essa “explosiva” força criadora tem sua ação própria, a qual poderá ou não influir na sociedade, mas, certamente, criará uma cultura totalmente nova, uma nova maneira de pensar, independente do padrão. (…) (O Homem Livre, pág. 75)

(…) Entediados com a existência que nós mesmos criamos, tentamos inutilmente dar um significado àquela (…) vulgar beleza. Dessa maneira, a música passou a ser cultivada como fonte de emoção, (…) a emoção e o sentimento se transformam facilmente em ódio. Mas, o amor não é apenas sensação ou sentimento. Na completa atenção, sem resistência, está o milagre daquela explosão que destrói as coisas conhecidas; atentar, de maneira espontânea e natural, para aquela explosão é penetrar em regiões intangíveis e inacessíveis ao pensamento e ao tempo. (Diário de Krishnamurti, pág. 151)

O viver não significa, de certo, toda aquela agitação e sofrer, (…) aquela carga que trazemos de ontem; significa o percebimento do pleno significado do passado. (…) Pode-se ver, num relance, toda a trivialidade do passado. Quando estamos totalmente cônscios do passado, só então temos liberdade para viver no presente. Daí podermos partir, ou ingressar numa dimensão totalmente nova. Mas, (…) só quando há liberdade, pode surgir uma coisa nova. A liberdade exige energia, e, só ao dar-se a explosão da energia, pode aparecer o novo, o que está fora do tempo. (Encontro com o Eterno, pág. 127)

Se não sabeis o que é amor, morreis como um lastimável ente humano, sem conhecer aquela imensidade que se chama “vida”. E, no conhecer a plenitude da vida, encontra-se a plenitude do “desconhecido”. Só a mente que percebeu o significado do tempo, da morte e do amor – os três estão relacionados entre si – só essa mente pode “explodir” no “desconhecido”. (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 66)

(…) Porque, quando existe a mente verdadeira, a mente criadoramente “explosiva”, então, dessa “explosividade” criadora, resulta a ação correta. (…) (Da Solidão à Plenitude Humana, pág. 194)

(…) E nisso havia incrível beleza, não a beleza cultivada pelo pensamento e pelo sentimento. E, com aquela música, surgia repentinamente a meditação, contendo em si todas as coisas do universo, ampliando e aprofundando cada vez mais aquela explosão. Toda explosão é em si destruidora e a destruição faz parte da terra e da vida que é o próprio amor. (…) (Diário de Krishnamurti, pág. 151)

(…) Porque o que se necessita, no mundo, não é mais planejamento, mais líderes ou guias espirituais, porém indivíduos “explosivamente” criadores – criadores, não apenas no sentido de capacidade inventiva, porém indivíduos possuidores daquela extraordinária qualidade de criação que vem quando a mente está livre das tradições, das avaliações, das imposições de determinada sociedade ou cultura. Só quando cada um de nós for um indivíduo assim, será possível criar um mundo novo, uma nova civilização (…) (O Homem Livre, pág. 83)

(…) A libertação não é um fim. A libertação se encontra momento a momento, na compreensão do que é – quando a mente é livre, sem a termos feito livre. Só uma mente livre é capaz de descobrir, e não uma mente moldada por crença (…) Não pode haver liberdade quando há conflito, porque o conflito é a fixação do “eu” nas relações. (Que Estamos Buscando?, 1ª ed., pág. 54)

Como já disse, a libertação não é um fim, (…) um alvo; é a compreensão dos verdadeiros valores, (…) eternos. A inteligência se recria perenemente, não tem objetivo nem finalidade. No desejo de alcançar uma altura, existe um sutil anseio de perpetuação própria, continuação glorificada do “eu” pessoal; (…) Essa plenitude de compreensão, que é a libertação, não deve ser entendida como coisa que se adquire pelo esforço. Todo esforço denota desejo de adquirir, conquistar. Mas a libertação não é coisa que se conquiste; a verdade não é adquirível. (…) (A Luta do Homem, pág. 56-57)

(…) Dessarte, onde existe desejo de libertação, de culminância, de consecução, existe também, infalivelmente, esforço para sustentar, preservar, perpetuar aquela consciência que chamamos “eu”. A essência mesma do “eu” é um esforço por atingir uma culminância, porque ele vive numa série de movimentos da memória e se dirige para um alvo. (Idem, pág. 57)

Pergunta: A libertação pode ser realizada por todos?

Krishnamurti: De certo. Ela não é dada a uns poucos. O estado de libertação não é uma espécie de “aristocracia”; está ao alcance de quantos queiram investigá-lo. Lá está, com beleza e força sempre mais ampla e profunda, quando há autoconhecimento. E cada um pode começar a conhecer-se observando a si próprio, como quem vê ao espelho. O espelho não mente; mostra-vos vossas feições exatamente como são. Começais então a descobrir-vos. (O Passo Decisivo, pág. 232)

Digo que a libertação pode ser alcançada em qualquer degrau da evolução, pelo homem que compreende, e que não é essencial render culto a esses degraus, como vós o fazeis. (Que o Entendimento seja Lei, pág. 8)

(…) Assim como tendes, na vida mundana, um sentimento de classe, que vos infunde reverência pelos títulos aristocráticos, assim também tendes um sentimento de classe de ordem espiritual; não há muita diferença entre essas duas coisas. (…) (Idem, pág. 8)

(…) Por essa razão, deveis desenvolver a compreensão e o desejo de alcançar vosso alvo, e esquecer todos esses graus e as pessoas neles situadas. Que valor têm eles para vós? (Idem, pág. 8)

Porque perdeis de vista o alvo da vida, porque não desejais alcançá-lo com todo o ardor, com todo o interesse e energia, esses graus, com os seus rótulos, vos prendem e escravizam. (Idem, pág. 8)

Podereis alcançar a libertação em qualquer degrau da evolução, se possuirdes um desejo ardente de alcançá-la, se nutrirdes o anelo de rejeitar todas as coisas que não são essenciais e de vos agarrardes, tão fortemente como a morte, às coisas que são vitais, essenciais. (…) (Idem, pág. 9)

Guarda-me dentro do teu coração, /Porque eu sou a Libertação, /a felicidade infinita da Vida. (A Canção da Vida, XXIV, 4ª ed., pág. 41)

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