Estar só, sem se retirar da sociedade, sem se tornar eremita, é um estado extraordinário. A pessoa está só porque compreendeu a influência, a autoridade. Compreendeu inteiramente a questão da memória, do condicionamento e, (…) torna-se existente uma solidão inatingível pela influência. E não tendes idéia de quanta beleza há nessa solidão, e que extraordinário sentimento de virtude, que é vitalidade, virilidade, força. Mas isso requer imensa compreensão de todo o nosso condicionamento. (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 138)

Requer isso (…) estejamos livres de toda autoridade; que não estejamos a seguir, a imitar, a ajustar-nos interiormente. (…) Nós cedemos, ajustamo-nos, aceitamos, por que, profundamente, temos medo de ser diferentes, de estar sozinhos, de investigar. Interiormente, queremos, sentir-nos em segurança, (…) ser bem sucedidos, (…) estar do lado certo. Por conseguinte, criamos várias formas de autoridade, (…) padrões de pensamento, tornando-nos assim seres imitativos, ajustando-nos exteriormente (…) (Palestras na Austrália e Holanda, 1955, pág. 112)

Esse “estar só”, esse “desprendimento”, não é de modo nenhum contrário às nossas relações com a coletividade. Se somos capazes de “estar sós”, é bem provável, então, que possamos ajudar a coletividade. Mas se somos apenas uma parte do corpo coletivo, é bem óbvio que só seremos capazes de fazer reformas, (…) alterações no padrão da coletividade. Ser verdadeiramente individual é estar completamente fora da coletividade (…) Um indivíduo assim é capaz de realizar uma transformação no coletivo. (…) (Idem, pág. 112)

(…) Tendo medo, necessitamos de guias, autoridades, escrituras, salvadores (…) – com o que tornamos a mente incapaz de descobrir alguma coisa sozinha. E nós precisamos estar sós, para descobrirmos o que é verdadeiro. (…) Porque a Verdade só pode ser descoberta pela mente que está só – não no sentido de solidão, isolamento; (…) (Palestras na Austrália e Holanda, 1955, pág. 88-89)

(…) Porque o rejeitarmos todas as coisas que nos foram impostas, e abandonarmos as várias (…) crenças, equivale a rejeitarmos a sociedade, opormo-nos à sociedade (…) Aquele que está fora da sociedade, que já não está na sujeição da sociedade – só esse é capaz de descobrir o que é Deus, (…) a Verdade. (…) (Idem, pág. 89)

Para acharmos por nós mesmos o que é verdadeiro, não devemos rejeitar toda e qualquer autoridade? Não devemos repudiar a autoridade do livro, (…) do sacerdote, (…) dos Mestres, dos Salvadores, dos vários instrutores religiosos, daqueles que praticam a ioga, etc? Isso, na verdade, significa que devemos ser capazes de estar sós, desamparados, sem dependermos de ninguém para nenhuma espécie de estímulo. Isso é como fazer uma viagem desacompanhado de um guia. Quando não tem guia, a mente precisa estar atenta, no mais alto grau, para toda forma de ilusão, e e só quando nos emancipamos completamente da idéia da autoridade, que estamos aptos a examinar-nos sem medo. É o medo que nos faz recorrer a outros, para sermos por eles guiados. (Palestras na Austrália e Holanda, 1955, pág. 30)

O fato de não terdes encontrado refúgio pode ser vossa salvação. Pelo medo que têm de ficar sós, de se sentirem isoladas, certas pessoas dão para beber, outras para tomar drogas, enquanto muitas outras se lançam na política (…) Os que a evitam causam muito dano no mundo; são pessoas realmente nocivas, porquanto atribuem importância a coisas que não são da mais alta significação. (…) (Diálogos sobre a Vida, pág. 206)

Que entendemos por medo? Medo de quê? Medo de não ser? Medo do que sois? Medo de perder, de ter prejuízo? O medo, quer consciente quer inconsciente, não é abstrato: ele só existe em relação com alguma coisa. O que tememos é o estarmos inseguros (…) Isto é, tememos a solidão, (…) o ser nada, (…) o sentimento de completo desnudamento (…) (Por que não te Satisfaz a Vida?, pág. 32)

(…) Mas, quando vemos o que é a solidão, quando conhecemos o que significa estar só, sem fugir, temos então possibilidade de superá-la; porque estar só é inteiramente diferente de solidão. É necessário “estarmos sós”; mas hoje (…) nunca estamos sós. Não somos indivíduos, somos apenas um feixe de reações coletivas (…) (Idem, pág. 33)

Pois bem, para compreendermos o que é “estarmos sós”, precisamos compreender todo o processo do temor. A compreensão do temor traz, no fim, esse estado no qual nos vemos completamente vazios, (…) sós; isto é, ficais, frente a frente com uma solidão insaciável, impreenchível, da qual não há possibilidade de fuga. Vereis então que é possível superar a solidão – e, então, não existe nem esperança nem desesperança, porém um estado de solidão isento de temor. (Idem, pág. 33)

Mas, se formos capazes de compreender o desejo de segurança interior, o seu processo, se, pela vigilância atenta, estamos cônscios de todas as reações do “eu”, e percebemos que não existe segurança interior (…); nesse estado de completa insegurança da mente, surge uma liberdade na qual se encontra a única possibilidade de se descobrir “o que é”. (…) (Idem, pág. 33-34)

(…) Mas, se há verdadeiro empenho (…) em descobrir a verdade, (…) ou Deus, temos (…) de nos libertar (…) de todos os nossos condicionamentos. Significa isso que precisamos ser capazes de estar totalmente sós e de encarar a verdade relativa ao que é, sem fuga. (…) (Verdade Libertadora, pág. 24)

(…) Se experimentardes isso, vereis que a mente (…) disposta a examinar o seu próprio vazio, (…) totalmente, sem desejo de fuga – vereis que essa mente se torna muito tranqüila, só, livre, criadora. (…) Esse estado pode ser (…) o Real. (Idem, pág. 24-25)

E há o sofrimento da solidão. Não sei se alguma vez sentistes a solidão: o perceber-se subitamente que não se está em relação com ninguém – percebimento não intelectual, porém real, (…) e que faz o indivíduo sentir-se isolado de tudo. O pensamento e as emoções como que bloqueados; vemo-nos fechados por todos os lados e sem a possibilidade de apelar para ninguém; (…) (A Suprema Realização, pág. 62-63)

“Estar só” tem significação inteiramente diferente; tem beleza. Quando o homem se liberta da estrutura social – de avidez, inveja, ambição, arrogância, sucesso, posição – quando de tudo isso se liberta, está então completamente só. (…) Há então grande beleza, sentimento de grande energia. (Idem, pág. 63)

Senhores, para a mente incapaz de “estar só”, a busca nenhuma significação pode ter. “Estar só” é ser incorruptível, simples, livre de toda tradição, todo dogma, toda opinião, do que os outros dizem, etc., etc. Essa mente não busca, porque nada há que buscar; sendo livre, ela é serena, sem desejos, imóvel. (Realização sem Esforço, pág. 28)

Mas, tal estado não pode ser alcançado, não é uma coisa que se adquira com disciplina; ele não se manifesta pelo fato de (…) praticardes uma certa ioga. Só se manifesta quando se tem a compreensão dos movimentos do “eu”, do “ego”, que se revela pela mente consciente, nas atividades de cada dia, bem como no inconsciente. (…) (Idem, pág. 28)

Pergunta: Que entendeis por “estar só”?

Krishnamurti: Investiguemos, senhor. (…) Tomai consciência (…) Ficai simplesmente vigilante, atento, e descobriremos juntos o que significa “estar só”.

Acho que (…) sabemos o que é solidão – esse medo extraordinário, essa ansiedade resultante do processo egocêntrico da mente. Nunca tivestes, na vida, o sentimento de completo isolamento? (Visão da Realidade, pág. 181-182)

(…) Vendo-nos sozinhos, queremos ser amados; sentimo-nos solitários, ligamos o rádio, vamos ao cinema, buscamos distrações (…) Não queremos fazer frente ao estado de solidão e escapamo-nos, pomo-nos em fuga daquela solidão. Buscamos companhias, (…) amor, (…) marido ou esposa, (…) etc.; pomo-nos, de alguma forma, na dependência de outrem, porque então não temos de enfrentar, dentro de nós mesmos, aquele estado de solidão, de vazio, em torno do “eu”. (…) (Idem, pág. 182)

Agora, se puderdes enfrentar o vazio, esse estado de isolamento de todas as relações, (…) enfrentá-lo sem fugir, (…) sem medo, sem fazer esforço algum para preenchê-lo ou alterá-lo, estareis então só, num estado de completo abandono da sociedade; e esse “estar só” não é fuga à sociedade, (…) não necessita de reconhecimento por parte da sociedade. (…) (Visão da Realidade, pág. 182-183)

(…) Compreendeis o que isso significa? A sociedade é um “processo” de reconhecimento; sou reconhecido como santo, como escritor, (… ) homem bom (…) Tornando-se independente de tudo isso, a mente fica completamente só – não solitária, porém só. (…) (Idem, pág. 83)

(…) Não está mais sendo influenciada pela sociedade – está completamente dissociada de qualquer espécie de reconhecimento, e é capaz, portanto, de “estar só”. Ora, é necessário o “estar só”, para que a realidade tenha existência na nossa mente. (…) (Idem, pág. 183)

Só a mente que está só, não corrompida, que é pura, (…) só essa mente é capaz de perceber o que é Deus, a Verdade. E essa possibilidade nos é dada apenas quando enfrentamos a solidão (…) (Idem, pág. 183)

Quando (…) a mente se deixa ficar em presença desse processo (…) egocêntrico, limitante, vazio, então esse próprio vazio lhe dá a oportunidade de “estar só”. A mente é então nova, única, pura; só nesse estado, a mente é capaz de receber o “eterno”. (Idem, pág. 183)

Não pode haver um imenso espaço para a mente funcionar, se ela não está inteiramente só. “Estar só” e “estar isolado” são, naturalmente, dois e diferentes estados. Sabemos muito bem o que é isolamento: esse estado em que nos vemos insulados, sem companheiros, sem relações, mesmo que estejamos cercados de nossa família e vivendo ativa e prosperamente. Apesar de tudo isso, manifesta-se um estranho sentimento de isolamento (…) (O Descobrimento do Amor, pág. 129)

A mente, é bem de ver, evolveu através do tempo. Deseja ela viver continuamente num estado de prazer e, por conseguinte, o próprio espaço que cria em torno de si constitui sua própria limitação. A solidão, pelo contrário, não é produto do prazer. (…) Só estou assinalando que, se a mente tudo está avaliando pelo padrão do prazer – o que denota a existência de um centro, cujos valores, juízos, conceitos, atividades, estão todos baseados no prazer – então esse próprio centro se torna criador de conflito e contradição; (…) (Idem, pág.130)

Assim, enquanto existir essa imagem, cujos valores se baseiam no prazer, haverá necessariamente o isolamento do centro, pois este cria seu espaço próprio. O centro cria espaço ao redor de si, em suas relações com pessoas, coisas, idéias; e esse centro que cria espaço em torno de si é o isolamento – um estado de que podemos estar conscientes ou não. “Estar isolado” é coisa muito diferente de “estar só”. A solidão não é resultado de nenhuma atividade da mente. (Idem, pág.130)

Nunca estamos sós; estamos rodeados de pessoas e de nossos próprios pensamentos. Mesmo na ausência de pessoas, vemos as coisas através do crivo dos nossos pensamentos. Não há momento, ou o há muito raramente, de ausência do pensamento. Não sabemos o que é “estar só”, livre de toda associação, continuidade, palavra e imagem. Somos solitários, mas não sabemos o que significa “estar só”. A dor da solidão enche-nos o coração, e a mente é abafada com o medo. A solidão, esse profundo isolamento, é a sombra que nos entenebrece a vida. (Reflexões sobre a Vida, pág. 98-99)

O “viver só” requer muita inteligência; (…) e ser ao mesmo tempo flexível (…) Viver só, sem as muralhas das satisfações egocêntricas, requer extrema vigilância; porque uma vida solitária favorece a indolência, hábitos confortantes (…) Uma vida solitária favorece o isolamento, e só os sábios podem viver sós, sem causarem mal a si próprios e a outros. (…) O retirar-se ou isolar-se, com o fim de achar, é pôr fim ao descobrimento. (…) Precisamos de uma solidão que não seja aquela em que a mente se fecha em torno de nós, mas a solidão da liberdade. O que está completo está sozinho, e o incompleto busca o caminho do isolamento. (Reflexões sobre a Vida, pág. 114)

Verbalmente, podereis concordar (…) Assim sendo, consciente ou inconscientemente, vossa mente se rebela contra a idéia de ficar completamente só, a fim de descobrir. Estar completamente só é estar livre de contaminação pela sociedade – a sociedade, que é constituída de inveja, avidez, vaidade, desejo de poder e prestígio, ânsia das coisas mundanas e das chamadas extramundanas – e só essa mente está livre para investigar e descobrir a verdade ou a falsidade daquilo que a supera. Assim, o autoconhecimento é o começo da sabedoria. (…) (O Homem Livre, pág. 76)

Não sei se já experimentastes o que é estar completamente só, sem nenhuma pressão, (…) motivo ou influência, sem a idéia do passado e do futuro. Estar inteiramente só é muito diferente do estado de solidão. Há solidão quando o “centro de acumulação” se sente isolado em suas relações com os outros. (…) Falo daquela solitude em que a mente não está contaminada, porque compreendeu o processo da contaminação, que é a acumulação. Quando a mente se acha de todo só porque, pelo autoconhecimento, compreendeu o “centro de acumulação”, vê-se então que, por estar vazia, não influenciada, ela é capaz de ação não relacionada com a ambição, a inveja ou com qualquer dos conflitos que conhecemos. (…) (O Homem Livre, pág. 168)

(…) Essa mente, sendo indiferente, no sentido de que não está buscando resultado, pode viver com compaixão. Mas esse estado mental não é adquirível, nem é possível desenvolvê-lo. Ele nasce com o autoconhecimento, com o conhecerdes a vós mesmos – não um certo “eu” enorme, superior, mas aquele pequeno “eu” invejoso, ávido, vulgar, colérico, violento. O necessário é conhecer a totalidade dessa mente (…) Para irdes longe, tendes de começar com o que está perto, e o que está perto sois vós (…) E quando começardes a compreendê-lo, vereis ocorrer a dissolução do conhecimento e a mente tornar-se totalmente atenta, vigilante, vazia, sem aquele centro; e só essa mente é capaz de acolher o que é a Verdade. (Idem, pág. 168)

Como sabeis, para a maioria de nós “estar só” é uma coisa terrível. Não me refiro aqui à solidão, que é coisa diferente. Refiro-me ao “estar só”: estar só com alguém ou com o mundo; estar só com um fato. Só, no sentido de que a mente não está sujeita a influências, já não se acha presa ao passado, nem tem futuro, nem busca, nem teme: está só. O que é puro está só; a mente que está só conhece o amor, porque já não se enreda nos problemas do conflito, do sofrimento e do preenchimento. Só essa mente é nova, (…) religiosa. (…) (O Passo Decisivo, pág. 115)

Negar é estar só, livre da influência, da tradição, da carência psicológica, do apego, da dependência. Estar só é negar o condicionamento e o passado conteúdo da consciência. Observar sem discriminar e a renúncia ao condicionamento conduzem à solidão, que não é isolamento ou atividade egocêntrica. Tampouco significa fuga da existência. Pelo contrário, é a libertação total do sofrimento e do conflito, do medo e da morte. Essa solidão é a própria mutação da consciência, a completa transformação daquilo que foi. Ela é o vazio e a ausência do ser e do não-ser. A mente se renova, a cada instante, na chama desse vazio. Apenas à mente vulnerável é acessível o infinito, em que da destruição surge o novo, a criação e o amor. (Diário de Krishnamurti, pág. 92)

O homem deve ser só, mas esse “ser só” não é isolamento. Significa estar libertado do mundo da avidez, do ódio e da violência, de seus métodos sutis, e da dolorosa solidão e desespero humano. Estar só é estar “de fora”, não pertencer a nenhuma religião ou nação, a nenhuma crença ou dogma.

É essa solidão que alcança uma inocência completamente imune à maldade do homem. Só a inocência pode viver no mundo, com toda a desordem nele existente, e ao mesmo tempo não pertencer a ele. Ela não se reveste de galas especiais. A flor da bondade não se encontra ao longo de nenhum caminho, porque não há caminho para a Verdade. (A Outra Margem do Caminho, pág. 45-46)

Esse estar só não é a dolorosa e temível solidão. É o recolhimento do ser, em si mesmo – um estado não corrompido, rico, completo. (…) O estar só é o expurgo de todos os motivos, todas as atividades do desejo, todos os fins. O estar só não é um produto final da mente. Não se pode desejar estar só. Tal desejo é meramente fuga à dor de se não poder comungar. (Comentários sobre o Viver, 1ª ed., pág. 15-16)

A solidão, com seus temores e tormentos, é isolamento (…) Esse processo de isolamento, quer amplo, quer estreito, é gerador de confusão, conflito, sofrimento. Do isolamento nunca pode nascer o estar só; um tem de desaparecer, para que o outro possa existir. O estar só é indivisível, e o isolamento é separação. Aquilo que está só é flexível (…) Unicamente o que está só pode estar em comunhão com aquilo que é sem causa, o imensurável. Para o que está só, a vida é eterna; (…) não existe a morte. (…) (Idem, pág. 16)

O homem que deseja realmente descobrir se há, ou não, um estado além da estrutura do tempo, deverá estar livre da civilização; (…) da “vontade coletiva”; deverá estar só (…) (A Cultura e o Problema Humano, pág. 45)

Pergunta: Tendes estado em retiro (…) Podemos saber se há nisso alguma significação?

Krishnamurti: Não desejais, também, às vezes, recolher-vos à quietude, para fazer um balanço das coisas, a fim de não vos tornardes simples máquina de repetição, um discursador, um explicador, um expositor? (…) (Quando o Pensamento Cessa, pág.19)

(…) Julgo essencial que entreis, de vez em quando, em recolhimento, deixando tudo o que estais fazendo, detendo por completo as vossas crenças e experiências, e olhando-as de maneira nova, em vez de ficardes a repetir, como máquinas, o que credes ou o que não credes. Deixaríeis, assim, entrar ar fresco em vossas mentes (…) Isso significa que tendes de estar inseguros (…) (Idem, pág. 20)

(…) Se fordes capazes de tanto, estareis abertos aos mistérios da natureza e para as coisas que sussurram ao redor de nós, (…) encontrareis o Deus que aguarda o momento de vir, a verdade que não pode ser chamada, mas vem por si mesma. Não estamos abertos ao amor e a outros processos mais delicados que se verificam dentro de nós, porque vivemos fechados em nossas ambições, (…) realizações, (…) desejos. (…) (Quando o Pensamento Cessa, pág. 20)

Nesse retiro, não mergulheis noutra coisa qualquer, não abrais livro algum, absorvendo-vos em novos conhecimentos e novas aquisições. Rompei completamente com o passado, e vereis o que acontece. Fazei-o (…) e conhecereis o deleite. Descortinareis as imensidões do amor, da compreensão, da liberdade. Quando vosso coração está aberto, então é possível a vinda da realidade. (…) Eis por que é salutar entrarmos em retiro, recolher-nos e fazer parar a rotina – não só a rotina da existência exterior, mas também a rotina que a mente estabelece para sua própria segurança e conveniência. (Idem, pág. 20-21)

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