Se a vida tem um significado mais alto e mais amplo, que valor tem nossa educação se nunca descobrirmos esse significado? Podemos ser superiormente cultos; se nos falta, porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas são incompletas, contraditórias (…). (A Educação e o Significado da Vida, 1ª ed., pág. 10)

A educação não é um simples exercício da mente. O exercício leva à eficiência, mas não produz a integração. A mente que foi apenas exercitada é o prolongamento do passado, nunca pode descobrir o que é novo. Eis por que, para averiguarmos o que é educação correta, cumpre-nos investigar o total significado do viver. (Idem, pág. 12)

Educação não significa, apenas, adquirir conhecimentos, nem coligir e correlacionar fatos; é compreender o significado da vida como um todo. Mas o todo não pode ser alcançado pela parte(…). (Idem, pág. 13)

O objetivo da educação é criar entes humanos integrados e, por conseguinte, inteligentes. Podemos tirar diplomas e ser mecanicamente eficientes, sem ser inteligentes. A inteligência não é mera cultura intelectual; não provém dos livros, nem consiste em jeitosas reações defensivas e asserções arrogantes. (Idem, pág. 13)

O homem que não estudou pode ser mais inteligente do que o erudito. Fizemos de exames e diplomas critério de inteligência, e desenvolvemos mentes muito sagazes, que evitam os problemas humanos vitais. Inteligência é a capacidade de perceber o essencial, o que é; despertar essa capacidade, em si próprio e nos outros: eis em que consiste a educação. (Idem, pág. 13-14)

A educação deve ajudar-nos a descobrir valores perenes, para que não nos apeguemos a fórmulas ou à repetição de slogans; deve ajudar-nos a derrubar as barreiras nacionais e sociais, em lugar de as reforçar, porquanto essas barreiras geram antagonismo entre homem e homem. Infelizmente, o nosso atual sistema de educação nos torna servis, mecânicos e fundamentalmente incapazes de pensar; embora desperte nosso intelecto, deixa-nos interiormente incompletos (…). (Idem, pág. 14)

Sem uma integral compreensão da vida, os nossos problemas individuais e coletivos só tenderão a crescer, em profundidade e extensão. O objetivo da educação não é o de produzir simples letrados, técnicos e caçadores de empregos, mas homens e mulheres integrados, livres de todo temor; porque só entre tais entes humanos pode haver paz perene. (Idem, pág. 14)

O que atualmente chamamos educação é um processo que consiste em acumular informações e conhecimentos, tirados dos livros, o que qualquer pessoa que saiba ler pode conseguir. Uma educação dessa espécie oferece-nos uma forma sutil de fuga de nós mesmos e (…) cria, inevitavelmente, sofrimentos cada vez maiores. (…) (Idem, pág. 17-18)

O progresso técnico resolve certos problemas para certas pessoas, num dado nível, mas ao mesmo tempo gera problemas mais vastos e profundos. Viver num só nível, desprezando o processo total da vida, é atrair desgraças e destruição. A maior necessidade e o problema mais urgente de todo indivíduo é adquirir uma compreensão integral da vida, que o habilite a enfrentar suas sempre crescentes complexidades. (Idem, pág. 19)

O saber técnico, embora necessário, de modo algum resolverá as nossas premências interiores e conflitos psicológicos; e porque adquirimos saber técnico sem a compreensão do processo total da vida, a técnica se tornou meio de destruição. O homem que dividir o átomo mas não tiver amor no coração, transforma-se em monstro. (Idem, pág. 19)

Sem a compreensão de nós mesmos, a mera operosidade conduz à frustração, com suas inevitáveis fugas através de atividades maléficas de todo gênero. Técnica sem compreensão leva à inimizade e à crueldade, o que costumamos disfarçar com frases bem-soantes. De que serve encarecermos a importância da técnica e nos tornarmos entidades eficientes, se o resultado é a mútua destruição? (…) (Idem, pág. 20)

Quando se atribui à função toda a importância, a vida resulta em estúpida e monótona, rotina mecânica e estéril (…). O acúmulo de fatos e o desenvolvimento de capacidades, a que chamamos educação, privou-nos da plenitude da vida de integração e ação. Porque não compreendemos o processo total da vida, apegamos-nos à capacidade e à eficiência, que por essa razão assumem importância tremenda. O todo, porém, não pode ser compreendido pela parte; (…). (Idem, pág. 21)

A educação correta, não descurando do cultivo da técnica, deve realizar algo de importância muito maior, que consiste em levar o homem a experimentar o processo integral da vida. Tal experiência colocará a capacidade e a técnica nos seus devidos lugares. (…) (Idem, pág. 22)

A educação moderna, desenvolvendo o intelecto, fornece teorias e mais teorias, fatos e mais fatos, mas não nos faz compreender o processo total da existência humana. Somos altamente intelectuais; desenvolvemos mentes astutas e vivemos num emaranhado de explicações. O intelecto se satisfaz com teorias e explicações, a inteligência não; e, para a compreensão do processo total da existência, é necessária uma integração da mente e do coração na ação. A inteligência não está separada do amor. (Idem, pág. 76-77)

Está claro, pois, que do simples cultivo do intelecto, isto é, do desenvolvimento das capacidades e conhecimentos, não resulta inteligência. Há distinção entre intelecto e inteligência. Intelecto é o pensamento funcionando independente da emoção (sentimento), e inteligência é a capacidade de sentir e raciocinar; (…). (Idem, pág. 77)

Com nossa busca de saber, com nossos desejos gananciosos, estamos perdendo o amor, (…) embotando o sentimento do belo, a sensibilidade à crueldade; estamo-nos tornando cada vez mais especializados e cada vez menos integrados. (…) A erudição é necessária, a ciência tem o seu lugar próprio; mas, se a mente e o coração estão sufocados pela erudição, e se a causa do sofrimento é posta de parte com uma explicação, a vida se torna vazia e sem sentido. (…) Nossa educação nos está tornando cada vez mais superficiais; não nos ajuda a compreender as camadas profundas do nosso ser, e nossas vidas se estão tornando cada vez mais desarmônicas e vazias. (Idem, pág. 78-79)

O saber, o conhecimento de fatos, embora em constante crescimento, é por sua própria natureza limitado. Já a sabedoria é infinita, abarcando tanto o saber como a esfera da ação. Se nos apoderamos de um ramo, pensamos que temos a árvore toda. O intelecto jamais nos levará ao todo, porque ele é apenas um segmento, uma parte. (Idem, pág. 79)

Agora você pensa (…) o que você é? Vamos examinar juntos sem paixão. Você é o nome, a forma, o corpo. Você é o que pensa, o resultado da educação, se a teve. E a educação é tão desvirtuada que só lhe dá condição de se tornar engenheiro, escrevente, isto ou aquilo. Você não é educado para entender a beleza, a totalidade da vida. É dada a você grande quantidade de conhecimento, de forma que possa agir com ou sem destreza no mundo.

Isso não é educação. É apenas uma pequena parte da educação. Educação é o cultivo do ser humano total, seu desabrochar, o florescer da mente humana, não mutilada pela especialização. Portanto, o que somos? Somos uma série de palavras, de idéias, uma memória repetitiva, a continuidade da convicção? Isso é tudo? (…) (Mind without Measure, pág. 62)

Naturalmente, a todos nós interessa a ação, o que é necessário fazer; e “o que é necessário fazer” é geralmente ditado pelo mundo que nos cerca. Isto é, sabemos que temos de ganhar o sustento em dada função, como engenheiro, cientista, advogado, funcionário de escritório(…); e a isso se restringe a nossa superficial cultura, nossa educação. (Da Solidão à Plenitude Humana, pág. 71)

Nossa mente está ocupada, na maior parte do dia, com o meio de ganharmos o nosso sustento, o modo de nos ajustarmos ao padrão de nossa sociedade. Nossa educação limita-se ao cultivo de capacidades e à “memorização” de uma série de fatos (…) de acordo com as necessidades de certa sociedade, uma sociedade que se está preparando para a guerra. (Idem, pág. 71-72)

A industrialização exige mais cientistas, mais físicos, mais engenheiros, e, por conseqüência, torna-se necessário cultivar essa camada da mente, pois é isso que interessa em primeiro lugar à sociedade. (Idem, pág. 72)

(…) E surge, assim, em nossa vida, uma contradição entre esse nível mental, supostamente educado, e aquela atividade mental profunda, inconsciente, contradição de que bem poucos se dão conta. E, se dela nos damos conta, passamos simplesmente a buscar alguma espécie de satisfação (…). (Idem, pág. 72)

(…) E, assim, cada um é educado para certa profissão, mas a totalidade do seu ser fica por descobrir, não revelada, e, por conseqüência, vê-se o homem num perene conflito interior. (…) (Idem, pág. 72)

Quase todos fazemos, na vida diária, alguma coisa em franca contradição com o que sentimos ser a verdadeira coisa que desejamos fazer. Temos responsabilidades e deveres que nos escravizam e dos quais gostaríamos de livrar-nos, e a fuga que empreendemos assume aspecto de especulação, de teorias (…). Há inumeráveis formas de fuga, inclusive o beber, mas nenhuma delas resolve o nosso conflito interior. (…) (Idem, pág. 72-73)

Temos técnicos de maravilhosa capacidade, e que acontece? A técnica está sendo empregada pelos especialistas como meio de mútua destruição. É isso que os governos querem. Querem técnicos, não querem entes humanos, por que os entes humanos se tornam perigosos (…). (O Que Te Fará Feliz?, pág. 66)

Assim sendo, o novo critério não é o mero cultivo de uma técnica, o que não significa que devais rejeitar a técnica, senão que se ajude a criar um ente humano integral, o qual adquirirá a técnica pelo experimentar. (…) (Idem, pág. 66)

A educação é coisa muitíssimo diferente. Seu fim não é só o de ajudar-vos a obter empregos, mas também ensinar-vos a enfrentar o mundo. (…) No mundo há guerras e divisões de classe, e luta entre as classes. No mundo, cada um quer uma posição melhor, subir, subir sempre (…) Há, pois, uma luta constante, não só dentro de nós mesmos, mas também contra todos os nossos semelhantes. (…) (Debates sobre Educação, pág. 6-7)

A educação, por conseguinte, deve ter a finalidade de habilitar-nos para resolver todos esses problemas. (…) Isto é que é educação – e não apenas passar nuns poucos exames, entregar-se a certos estudos (…). A educação apropriada é aquela que ajuda o estudante a enfrentar esta vida, a compreendê-la, não se deixando sucumbir, ser esmagado por ela (…). (Idem, pág. 7)

(…) Vossa educação deve ajudar-vos a compreender essa pressão, para que não cedais a ela, e possais rompê-la, tornando-vos um indivíduo, um ente humano capaz de iniciativa própria e não apenas um seguidor do pensar tradicional. (…) (Idem, pág. 7)

Infelizmente, a educação, hoje em dia, vos prepara para vos submeterdes, adaptardes, ajustardes e esta sociedade de aquisição. (…) E sois considerado um cidadão respeitável enquanto vos submeteis, (…) sois ambicioso, ávido, corrompendo e destruindo a outros em vossa busca de posição e poderio. Sois educado para vos adaptardes à sociedade; mas isso não é educação, é apenas um processo de condicionar-vos para vos ajustardes a um padrão. (…) (A Cultura e o Problema Humano, pág. 27).

A verdadeira função da educação não é preparar-vos para serdes um funcionário, um juiz ou um primeiro-ministro, porém ajudar-vos a compreender toda a estrutura desta sociedade corrompida e permitir-vos crescer em liberdade, de modo que sejais capazes de quebrar todas as prisões e criar uma sociedade diferente, um mundo novo. (Idem, pág. 27-28)

Há necessidade de indivíduos revoltados, não parcialmente, porém totalmente revoltados contra o “velho”, pois só tais indivíduos poderão criar um novo mundo, um mundo não baseado na aquisição, no poder e no prestígio. (Idem, pág. 28)

(…) Assim, a verdadeira função da educação é não só ajudar-vos a “descondicionar-vos”, mas também ajudar-vos a compreender o inteiro processo do viver, dia a dia, para que possais crescer em liberdade e criar um mundo totalmente diferente do atual. (…) Eis por que a educação deve ser um processo de educar tanto o educador como o estudante. (Idem, pág. 28)

O educador não é mero transmissor de conhecimentos; é um homem que mostra o caminho da sabedoria, da verdade. (…) A busca da verdade é religião; (…) Sem a busca da verdade, a sociedade depressa decai. Para criarmos uma nova sociedade, cumpre a cada um de nós ser um verdadeiro mestre, o que significa que devemos ser, simultaneamente, discípulo e mestre, que temos de educar-nos a nós mesmos. (A Educação e o Significado da Vida, 1ª ed., pág. 120)

Que implica a idéia de “exemplo”? Se a função do mestre é de ser um “exemplo”, não está ele então, consciente ou inconscientemente, impondo um padrão ao moço, ao estudante? O ajustamento a um padrão, por mais nobre que seja esse padrão, (…) pode libertar o indivíduo do temor? Porque, é bem de ver, o estudante é educado para fazer face à vida, para compreender a vida, e não para enfrentá-la como comunista, ou capitalista (…) diferentemente condicionado. (…) (O Problema da Revolução Total, 1ª ed., pág. 28-29)

E se o próprio educador se torna o guia, o exemplo, o herói, não está ele então instilando o medo no espírito do jovem, do estudante? (…) É provável que, no fundo, isto vos enfade, porque supondes já terdes passado da idade de receber educação. Que tem a idade a ver com a educação? A educação é um “processo” que dura toda a vida, e não só na idade escolar. Nessas condições, se se quer um mundo novo (…), é necessário criar-se uma inteligência de nova ordem, (…) sem medo. (…) (Idem, pág. 29)

Serão vãs estas perguntas? (…) O verdadeiro professor, perito em sua especialidade, poderá ter suas aulas gravadas em fitas distribuídas em larga escala, podendo um colega seu, de menor capacidade, utilizá-las para instruir os alunos. Assim, a responsabilidade pelo bom ensino pode ser tirada de mãos individuais, embora haja quase sempre necessidade de um instrutor. (…) (Ensinar e Aprender, pág. 116)

A educação é o modo de se descobrir a nossa relação com todas essas coisas, (…) com os entes humanos e com a natureza. Mas a mente cria idéias (…) tão poderosas (…) que nos impedem de ver além. Enquanto existe temor, existe tradição (…) imitação. Uma mente que só imita, é mecânica (…). Poderá produzir certas ações, (…) resultados; mas nunca é criadora. (…) (Novos Roteiros em Educação, pág. 18)

Enquanto sois jovem (…) sede descontentes, investigai, interrogai os vossos mestres – se eles são estúpidos, fá-los-eis inteligentes, interrogando-os – de maneira que, ao deixardes esta escola, (…) estejais progredindo em madureza, em inteligência; e continueis aprendendo, toda a vida, até morrerdes, como ente humano inteligente. (Idem, pág. 19)

Vejo, pois, e espero que estejais vendo, que a autoridade destrói a inteligência. A inteligência (…) só pode surgir quando há liberdade – liberdade de pensar, de sentir, de observar, de interrogar. Mas, se vos constranjo, faço-vos tão estúpidos como eu. Em geral, é isso o que acontece nas escolas; o mestre pensa que sabe tudo e que vós nada sabeis. Que sabe o mestre? Só matemática e geografia. Não (…) investigou as coisas mais importantes da vida, mas troveja (…) como um primeiro sargento. (Idem, pág. 27)

Assim, pois, o que mais importância tem, numa escola como esta, é que, em vez de vos disciplinarem para fazerdes o que vos mandam, vos ajudem a compreender, a ser inteligentes e livres, para poderdes enfrentar todos os problemas da vida. Isso requer um mestre competente, (…) que sinta verdadeiro interesse por vós (…). E é dever dos estudantes, tanto quanto dos mestres, criar tal estado de coisas. Não obedeçais; descobri por vós mesmos a maneira de refletir sobre um problema. (…) (Idem, pág. 27)

O que em geral acontece é que, quando começais a interrogá-lo, ele quer disciplinar-vos; ele não tem paciência, tem suas ocupações, falta-lhe amor para (…) conversar convosco sobre os enormes problemas da existência (…). Incumbe aos mestres, aos pais e a vós, o dever de cooperar para a formação dessa inteligência. (Idem, pág. 27-28)

A maioria das pessoas, parece-me, reconhece que o atual sistema de educação falhou, uma vez que produziu guerras, decomposição moral, etc.; e também, com exceção de muito poucas pessoas, deixou de existir o pensar criador. (…) (Visão da Realidade, pág. 134)

A questão, sem dúvida, é esta: (…) Vemos que, no mundo inteiro, a educação falhou, uma vez que se está produzindo, cada vez mais, destruição (…). A educação até agora tem servido para alimentar o industrialismo e a guerra; (…). (Nosso Único Problema, pág. 22)

(…) É bem evidente, sem dúvida, que o próprio educador necessita de educação – e o educador sois vós; porque o ambiente doméstico é tão importante como o ambiente escolar. Tendes, pois, em primeiro lugar, de vos transformar a vós mesmos, a fim de proporcionardes ao vosso filho o ambiente adequado; porque o ambiente fará dele ou um bruto, um técnico insensível, ou um homem inteligente e cheio de sensibilidade. (…) (A Arte da Libertação, pág. 228)

Pergunta: Um instrutor pode ajudar-nos a despertar a intuição?

Krishnamurti: (…) Há diferentes espécies de instrutores; (…) o verdadeiro instrutor, num sistema educativo, não ensina, porém estimula o aluno a aprender. (…) (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 97)

Ora, (…) qual a verdadeira função do instrutor? (…) O que pode fazer é dizer: olhai nesta direção, e provavelmente vereis (…). O instrutor não pode forçar-vos, não pode intimidar-vos; só pode dizer-vos: Olhai, amigo! Olhai na direção que estou indicando (…). (Idem, pág. 98)

(…) A educação não vai só até à idade de vinte e um anos, mas dura até a morte. A vida é como um rio; nunca é estática, está sempre em movimento, cheia de atividade e de riquezas. (…) (Debates sobre Educação, pág. 9)

A função primária da educação não é a de libertar a mente de suas próprias experiências, que são condicionadas, para que possa haver uma vida criadora e se conheça aquela coisa inexprimível, criadora, que chamamos Deus ou a Verdade? (Idem, pág. 109)

É muito importante ter bom gosto, desde a infância, ter ensejo para apreciar a beleza, a boa música, a boa literatura, para que a mente se torne muito sensível, e não grosseira e pesada. (…) Asseguro-vos que a apreciação e o amor da beleza, é sumamente importante e sem ele nunca se poderá achar a “coisa real”. Passamos, porém, pela escola e pela vida, debaixo de coerção e disciplinas; e a isso chamamos educação, (…) viver. (Idem, pág. 146)

O pleno desabrochar da mente só pode acontecer quando há percepção clara, objetiva, impessoal, livre de qualquer espécie de imposição. Não se trata de o que pensar, mas de como pensar lucidamente. (…) (Cartas às Escolas I, pág. 18-19)

Quando a mente, o coração e o corpo estão, os três, em completa harmonia, então o desabrochar acontece naturalmente, de maneira fácil e em plenitude. É este o nosso trabalho como educadores, é esta a nossa responsabilidade, e a profissão de educar assume então na vida toda a sua grandeza. (Idem, pág. 19)

Se compreendermos o verdadeiro sentido da palavra responsável e o que hoje se passa no mundo, vemos que a responsabilidade se tornou irresponsabilidade. (…) (Idem, pág. 34)

Quando compreendemos que representamos toda a espécie humana, a nossa resposta é total e não parcial. A responsabilidade tem então um sentido inteiramente diferente. Temos de aprender a arte desta responsabilidade. Se compreendermos plenamente que cada um, psicologicamente, é o mundo, então a responsabilidade torna-se amor a que nada resiste. (…) (Idem, pág. 34)

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