Ausência de pensamento, verdadeira inteligência, AMOR

“Compreendendo este complexo problema de viver, e dando-nos conta do processo do nosso próprio pensamento e percebendo que ele realmente não leva a lado algum – quando percebemos isso, profundamente,  então sem dúvida acontece um estado de INTELIGÊNCIA, que não é individual nem coletivo. Então o problema do indivíduo com a sociedade, do indivíduo com a comunidade, do indivíduo com a Realidade deixa de existir; porque então existe apenas Inteligência, que não é pessoal nem impessoal. Só esta inteligência, sinto eu, pode resolver os nossos imensos problemas. A inteligência não pode ser um resultado. Ela surge apenas quando compreendemos como um todo este processo de pensar, não só no nível consciente mas também nos níveis mais profundos e escondidos da consciência.Para compreendermos qualquer destes problemas precisamos de ter uma mente muito silenciosa, muito tranquila, para que possa olhar o problema sem interpor ideias ou teorias, sem qualquer distração. É essa uma das nossa dificuldades – porque o pensamento se tornou uma distração. Quando quero compreender, olhar alguma coisa, não tenho de pensar nela – OLHO-A (cheiro-a, toco-a, saboreio-a, ouço-a) apenas. No momento em que começo a pensar, a ter ideias, opiniões sobre ela, já estou num estado de distração, afastando-me da coisa que quero compreender. Assim, o pensamento, quando temos um problema, é uma distração – sendo o pensamento uma ideia, uma opinião, um juízo, uma comparação – que nos impede de observar e portanto de compreender e de resolver o problema.Infelizmente, para quase todos nós, o pensamento tornou-se demasiado importante. Diz-se: «como posso eu existir, ser, sem pensar (ou esquecendo o passado!? Como posso ter a mente vazia?» Ter uma mente vazia é o mesmo que dizer, estado de idiotia, ou uma coisa parecida, e a nossa reação instintiva é a de rejeitar isso. Mas, sem dúvida a mente que está muito serena, a mente que não está distraída pelo seu próprio pensamento, que está aberta, pode olhar o problema muito diretamente e de modo muito simples. E é esta capacidade para olharmos os nossos problemas (TODOS OS NOSSOS PROBLEMAS, individuais ou de grupo, muito complexos ou simples) sem distração alguma que é a única solução possível. Para isso é preciso que a mente esteja muitos serena, muito tanquila.Uma mente assim não é um resultado, não é um produto final de um treino, da «meditação», do controlo. Ela não nasce de qualquer «disciplina», nem de constrangimento ou de sublimação; nasce sem qualquer esforço do eu, do pensamento; nasce quando COMPREENDEMOS TODO O PROCESSO de PENSAR – quando somos capazes de ver um fato sem qualquer distração.Nesse estado de tranquilidade da mente que está realmente silenciosa, há AMOR. E só este vero Amor pode resolver todos os nossos problemas humanos." - K

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 Há muita inveja e ódio no

 

  1. Há muita inveja e ódio no mundo, mas, também existe muito amor. A ideia divide e mata, mas, é possível agirmos sem ideia.
  2. A ação sem ideia é amor verdadeiro, sem desejo.
  3. Os opostos e as oposições não são passíveis de união, fusão ou transcendência. Mas, quando atentos, tranquilos, serenos, em silêncio o amor vem, cessa a ação conflituosa, sem estagnação, e, recomeça a ação extraordinária do amor.
  4. A pessoa que está cheia de amor não tem ego, não quer ganhar, não se identifica, não condena, não defende, tem paciência, não deseja... e, como tal resolve, ajuda e cria.

AUSÊNCIA DE PENSAMENTO

Segundo o próprio K, em outros escritos seus, a experiência gera um conhecimento, que por sua vez gera um pensamento a respeito. Ou seja: se o indivíduo tem uma experiência de ser picado por uma cobra toma o antídoto para se salvar, acaba adquirindo posteriormente o conhecimento inclusive sobre tipos de cobras, etc. e isto também leva a pensamentos. O indivíduo pode vir a se tornar um especialista sobre este assunto, mas isto não acarreta nada de original. Ele só adquire o contato com este algo mais através das "águas profundas" e, aí, acho que ele quis dizer através da meditação, da quietude da mente, do não pensar. A essência divina do indivíduo atua na sua alma de forma mais profunda e transformadora, quando não ocorre os bloqueios energéticos causados pelo pensar. A atitude egóica contribui efetivamente no pensar. Porém, um ego mais evoluído pode ter uma atitude volitiva de se entregar ao processo de morrer para a verdadeira realização da alma no caminho de volta à sua consciência.

 Hábil, animado(a),

  •  
  • Hábil, animado(a), informado,
  • com conhecimento acumulado, com plano...
  • e... importante... e, incapaz de cooperar,
  • e, muito competitivo, conflituoso, enganador...
  • inapto para amar.
  • Impelindo, ameaçando, impondo pelo medo
  • e pela promessa(mentira)... Pobre pensamento isolado,
  • fragmentário, parcial, disciplinado.
  • Não desistimos: Amor só com mente ausente.

Sem relação com o tempo, sem

  • Sem relação com o tempo, sem eu, sem procurar resultados, sem desejo, sem escolher, sem esforço, sem disciplina, sem identificação, sem praticar o amor, a única coisa sempre nova, mas... amando.
  • Os problemas, que são sempre relações e também sempre novos não podem ser resolvidos pela mente, pela razão, pelo inteleto que são reação e memória sempre velhos.
  • Logo, a única resposta sempre nova e totalmente eficaz aos problemas só pode ser a do Amor verdadeiro,da quietude, do sereníssimo, da profunda atenção e observação, do nada, do não eu, do não consciente Amor.
  • E... Fim do tempo, da tristeza, do ego, do sofrimento, da morte...e... início do eterno Amor, da eterna e incrível felicidade.
  • E, se não deixares agora mesmo o ego, que é o mal, se adiares a decisão da tua vida, como o abandonarás?

 A mente e o Q.I. têm vindo

 

  1. A mente e o Q.I. têm vindo a ser cada vez mais endeusados, e, todavia, a mente comum é um processo de isolamento, fragmentário, conflituoso, tirano! Pobre coeficiente intelectual pois, mui fraca inteligência portanto a da mente comum, separativa, incapaz de cooperar a não ser pela força e pelo engano, o que não é cooperação de todo, claro, e, sempre terminando em conflitos e guerras.
  2. Como transcendermos assim o pensar separativo e enganador (este pensamento não cria, nada resolve, só complica)? Não pode ser pela luta, pela disciplina, pelo esforçado pensar separativo, que só fortalecem ainda mais o eu egoísta e segregado. Mas, compreendamos, é pela inteligência verdadeira, a inteligência integrada de todo o nosso ser, com o amor à cabeça, mente mas não a separada incluída, fundida com a de todos os seres e natureza universais.
  3. A mais alta forma de inteligência é pois o Amor incondicional. Não é quando amamos sem condição, e sem desejo, que cooperamos de facto? Mas, onde o intelecto, que é desejo, domina com os seus truques, ramificações, ambições e buscas não pode haver Amor: só a  exploração, nascida  do medo.

Amor não é pensamento,e, onde

Amor não é pensamento,e, onde há ego, "aquela" coisa que quer sempre ganhar, possuir... Não há amor. E, onde não existe amor há geralmente muitos direitos e obrigações , mas pouca justiça, e, muita dor, corrupção e edeterioração.

 A tão propalada crise de que

 A tão propalada crise de que todos os dias falam nos meios de comunicação e em quase todo o lado parece ter as características não de uma crise real, mas antes de uma crise inventada, de palavras, de ideias e teorias. Pois, quando há mesmo uma crise real, de saúde, por exemplo, a nossa reação é diferente. Não ficamos nós, numa destas  crises verdadeiras completamente atentos de uma atenção e cuidado profundos de olhos, nervos, ouvidos e coração, uma atenção e um cuidado de todo o nosso ser? Não há, nem é preciso haver, na crise verdadeira, ninguém para nos dizer o que fazermos.Cessa então todo o tempo (ou somos totalmente um com ele), e, o cuidado e  a atenção são extremos. E, com esta atenção e cuidado totais, em que o pensamento cessa, uma percepção imediata, espontânea surge, seguida da ação perfeita e correta.Entretanto, no momento em que começamos a pensar na crise, mesmo na verdadeira, todo o erro, medo e sofrimento retornam. Compreender a completa natureza das crises, não medidas de austeridade ou outras idênticas, é a única maneira de elas acabarem.

A Consciência como nós a sentimos.

Olhe em torno de si: o espaço das formas.Olhe para a forma de si mesmo: o espaço dos pensamentos, intelecto, emoções e sentimentos.Seria o mesmo espaço?  Sim, o espaço da Consciência Pura, sem conteúdo.As formas são como nuvens tocadas pelo vento; surgem, na impermanência desaparecem.Como se sabe isso? No silêncio e serenidade da Mente/Consciência.Isto é Meditação.

É possível sermos nada?

Gosto muito dessa reflexão de K, a qual teve um impacto muito grande sobre mim (do livro "A Primeira e Última Liberdade"): "É possível vivermos nesse mundo e não sermos nada? É a única maneira de nos livrarmos de todos os enganos."