A Meditação é o desabrochar do entendimento.
25 de setembro A MEDITAÇÃO É O DESABROCHAR DO ENTENDIMENTO. Ela atua prontamente e nega o lento e gradual processo de acumulação. Sempre inadiável, a compreensão só existe no presente e sua fulminante e avassaladora ação é motivo de temor consciente ou inconsciente. A compreensão pode alterar o curso de nossa vida, nossa maneira de pensar e agir. Agradável ou não, ela põe em risco todas as nossas relações, mas, em sua falta, persiste o sofrimento. Este só pode cessar através do autoconhecimento, da clara percepção de todo pensamento e sentimento, de cada manifestação do consciente e do inconsciente. A meditação esta na revelação da consciência e daquele movimento inexprimível que transcende o pensamento e o sentimento. O especialista é incapaz de conceber o todo; vive para a sua especialidade, ocupação mesquinha do cérebro condicionado para ser religioso ou técnico. O talento e a aptidão do homem tendem a fortalecer o egocentrismo e sua ação é sempre fragmentada e conflitante. A capacidade humana só tem significado quando a mente atinge a compreensão global da vida. Caso contrário, a eficiência, um dos subprodutos da aptidão individual, torna seu portador implacável e indiferente à totalidade da vida. O orgulho, a arrogância, e a inveja, decorrentes da eficiência em determinada função, nos levam à competição, à desordem, à discórdia e à infelicidade. A plena compreensão da vida traz um novo significado à atividade humana. Reduzir a vida ao nível estreito e fragmentado da luta pelo pão, pelos prazeres do sexo, da riqueza, da ambição, é fomentar o desespero e o interminável sofrimento. O cérebro opera na área especializada do fragmento, nas atividades egocêntricas, dentro do estreito limite do tempo. Por ser um fragmento e incapaz de ver o todo da vida, por hábil e refinado que seja, o cérebro desenvolve uma ação limitada, parcial. É a mente que contém o cérebro e não ao contrário, e só ela poderá compreender o todo. A capacidade de ver o todo deriva do ato de negar. Este não é o oposto do pensar positivo visto que todo oposto contém o seu contrário. Portanto, o ato de negar não admite oposto. Ao negar, o cérebro torna-se apto a perceber o todo e cessa de interferir, com suas condenações e resistências no curso da vida. Deve ser espontânea a imobilidade do cérebro, pois qualquer espécie de esforço concorre para destruí-lo através da imitação e do conformismo. Do estado de negação surge a passiva imobilidade do cérebro, capaz de perceber o todo; nesse estado, de pura percepção, não existe o observador ou aquele que experimenta; só existe o ver. Então, a mente está desperta, livre da contradição e do conflito, gerados pela divisão entre o pensador e o pensamento. Existe apenas luz e claridade. Livro: Diário de Krishnamurti (páginas 102, 103 Tradução de Alexandre Trifler Editora Cultrix
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Nas páginas 11 e 12 do texto
Nas linhas 11, 12 e 13 deste Post, "Meditação é o desabrochar do entendimento", onde se lê:
Correção efetuada
Prezado Joaquim Marques
Efetuei a correção.
Agradeço a indicação do erro de digitação.
Atenciosamente,
José
Não basta a compreensão intelectual.
Não basta compreender e aceitar intelectualmente os ensinos de Krishnamurti. É preciso vivê-los se constarmos a verdade dos ensinos. A meu ver os ensinos de Krishnamaurti não é um sistema de doutrina. A simples compreensão intelectual, não implica a sua vivência. Em relação a meditação Krishnamurti não ensina nenhum método para praticá-lo. Ele sugere a descoberta por nós mesmos através da auto observação da mente em ação. O que realmente tem importância é a nossa vida. Podemos nos servir dos ensinos de K como um espelho para observarmos em cada momento nossos pensamentos, sentimentos e emoções. Não podemos apenas seguí-lo tomando por base a compreensão intelectual. É imprescindível comprovarmos em nós mesmos a veracidade ou não de seus ensinos. Boas reflexões. José