A Busca - Krishnamurti fez referência a reencarnação

 
A BUSCA
 
Longamente peregrinei
Por este mundo de coisas efêmeras.
Dele conheci os passageiros deleites.
Como o belo arco-íris,
Que muito cedo em nada se desfaz,
Assim, desde as origens do mundo,
Vi todas as coisas passarem –
Belas, festivas, deleitáveis.
Na busca do Eterno
Perdi-me entre coisa finitas;
De todas provei, em busca da Verdade.
 
No perpassar das idades,
Conheci as delícias do mundo efêmero –
A terna mãe com seus filhos,
O arrogante e o livre,
O mendigo que erra pela face da terra,
O conforto dos ricos,
A mulher tentadora,
O belo e o feio,
O autoritário, o poderoso,
O homem importante, o benfeitor, o protetor,
O oprimido e o opressor,
O libertador e o tirano,
O homem de muitas posses,
O renunciante – o sannyasi;
O homem prático e o sonhador,
O arrogante sacerdote de suntuosas vestes e o humilde devoto,
O poeta, o artista, o criador.
 
Prostrei-me diante dos altares do mundo,
Conheci uma a uma as religiões.
Cerimônias inúmeras pratiquei,
Regalei-me das pompas do mundo,
Combatente fui, de batalhas ganhas e perdidas,
Desprezei e fui desprezado,
Passei pelas tristezas e agonias
De inúmeras desditas,
Nadei em prazeres e na opulência.
 
Nos secretos recantos de meu coração, exultei,
Conheci nascimentos e mortes sem conta,
Todas essas efêmeras esferas percorri,
Entre êxtases passageiros, certo de sua perenidade,
No entanto, jamais encontrei o eterno Reino da Felicidade.
 
Outrora
Eu te buscava –
Ó Verdade eterna,
Culminância de toda Sabedoria!
No topo da montanha,
No céu constelado,
Nas sombras do terno luar,
Nos templos do homem,
Nos livros dos doutos,
Na tenra folha primaveril,
Nas águas irrequietas,
No rosto do homem,
No regato cantarolante,
Na tristeza, na dor,
Na alegria e no êxtase –
Mas não Te encontrei.
 
Assim como o montanhista ascende aos altos picos,
Largando a cada passo seus múltiplos fardos,
Assim também me alcei às alturas,
Abandonando as coisas transitórias.
 
Como o sannyasi de áureas vestes,
A buscar felicidade, com sua taça de mendicante,
Assim também renunciei.
 
Como o jardineiro que mata
As ervas daninhas de seu jardim,
Assim também aniquilei o ego.
Como os ventos,
Sou livre e sem entraves.
 
Fortes e diligente como o vento
Que penetra os ocultos recantos do vale,
Rebusquei
Os recessos de minha alma,
Purificando-me de todas as coisas,
Passadas e presentes.
 
Qual o silêncio que, de súbito,
Se estende sobre o mundo rumoroso,
Assim também, subitamente, Te encontrei
No fundo do coração de todas as coisas e do meu próprio.
 
Sobre a trilha da montanha,
Sentado numa pedra,
A meu lado e dentro de mim Te encontrei
E, em Ti e em mim contidas, todas as coisas.
Feliz o homem que em tudo que depara encontra a Ti e a mim,
Na luz do sol poente,
A filtrar-se entre as delicadas rendas de uma árvores primaveril,
Eu Te contemplei.
Nas lucilantes estrelas
Te contemplei.
Na ave que passa célere
E desaparece no negror da montanha,
Te contemplei.
 
Tua glória despertou a glória que em mim dormia.
Tendo encontrado, ó mundo,
A Verdade, a Felicidade eterna,
Dela desejo dar.
 
Vem, meditemos juntos,
Juntos ponderemos e sejamos felizes,
Raciocinemos juntos e façamos surgir a Felicidade.
 
Tendo provado
E conhecido a pleno as tristezas e dores,
Os êxtases e alegrias
Deste mundo efêmero,
Compreendo tua aflição.
A glória de uma borboleta só dura um dia,
Assim também, ó mundo, são teus deleites e prazeres.
Como as tristezas da criança,
Assim, ó mundo, são tuas tristezas e dores,
Teus prazeres, que levam a constante aflição,
Tuas desditas, que geram maiores desditas,
Incessante luta e fúteis vitórias.
 
Como o delicado botão,
Após padecer longo inverno,
Desabrocha e de fragrâncias o ar embalsama,
Para murchar antes de cair o sol,
Assim são tuas lutas, teus grandes feitos, e tua morte-
- Uma roda de dor e de prazer,
De nascimento e morte.
 
Assim como andei perdido entre as coisas transitórias,
Em busca daquela eterna Felicidade,
Assim também tu, ó mundo, estás perdido na esfera do efêmero.
Desperta e reúne tuas forças,
Olha em torno e medita.
 
Aquela Felicidade imarcescível,
Felicidade que é a única Verdade,
Que é o fim de toda busca,
De toda indagação e dúvida,
Que liberta do nascimento e da morte,
Felicidade que é a única lei,
O único refúgio,
A fonte de todas as coisas,
Que dá perene conforto,
Essa real Felicidade, que é Iluminação,
Em ti habita.
 
Tendo-me fortalecido,
Desejo dar
Desta Felicidade.
Tendo alcançado o desprendimento afetuoso,
Desejo dar
Desta Felicidade.
Tendo alcançado a tranqüilidade apaixonada,
Desejo dar
Desta Felicidade.
Tendo vencido a vida e a morte,
Desejo dar
Desta Felicidade.
 
Larga, ó mundo, tuas vaidades
E segue-me,
Pois sei o caminho que leva ao cume da montanha,
Sei o caminho que leva ao fim desta agitação e tormento.
 
Só existe
Uma Verdade,
Uma Lei,
Um Refúgio,
Um Guia
Para aquela eterna Felicidade.
 
Desperta, ergue-te
Medita e reúne tuas forças.
 
Livro: A BUSCA (páginas 5 a 16 )
Autor: J. Krishnamurti
4ª Edição
Editora: INSTITUIÇÃO CULTURAL KRISHNAMURTI
 
Reflexão:
 
"Conheci nascimentos e mortes sem conta,
Todas essas efêmeras esferas percorri,
Entre êxtases passageiros, certo de sua perenidade,
No entanto, jamais encontrei o eterno Reino da Felicidade".
Neste trecho deste belo poema de Krishnamurti, no meu entedimento ele se refere as reencarnações sucessivas e evolução do ser espiritual. Não basta reencarnamos várias vezes. O fundamental é a libertação dos condicionamentos criados pelo ego. A reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fudamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas experiências. O eterno Reino da Felicidade é a percepção do AMOR em cada momento de nossa existência. Através do auto conhecimento poderemos a cada momento nos libertarmos do ego, criado pelo tempo. O amor está no eterno presente. Não há dúvida que há a lei da reencarnação e evolução do ser espiritual. Indubitavelmente Jesus, Buda, Krisnamurti e outros sábios da humanidade eram seres mais evoluídos que trouxeram ensinos edificantes para a Humanidade. No meu entender Krishnamurti, Jesus e Buda não tiveram intenção de fundar religião, e sim libertar o homem do ego e de todos os condicionamentos.
Boas reflexões
 
José

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Uma vez que o descobrimento

Uma vez que o descobrimento daquilo que é a Verdade é de vital significação e importância, não devemos indagar com todo o interesse se a mente é capaz de se despojar de todo o seu condicionamento, para ter a possibilidade de descobrir o que é a Verdade? Esse descobrimento do que é a Verdade não se verifica por meio de esforço consciente. Acho muito importante compreender-se que não podemos ir à Verdade. E a Verdade só pode vir-nos imperceptivelmente, quando não a esperamos. Qualquer forma de expectativa, de esperança, é uma forma de “projeção” projeção do “eu”, sendo o “eu” o coletivo. Por conseguinte, nosso problema é este: compreensão do conflito, da luta, da vida de cada dia, das nossas relações, nossas ambições, nossas paixões e desejos, nosso espírito de imitação, e a medonha degradação que vai dentro em nós, a corrupção, a escuridão, a morte, que constantemente nos acompanha; e, compreendido tudo isso, o descobrimento de algo existente além dos limites da mente. E esse estado só é realizável quando compreendermos o processo da nossa mente, e não quando procurarmos imaginar o que ele seja, ou especular-lhe a respeito. Tão somente ao compreendermos o processo do nosso pensar e vermos o quanto estão condicionadas as nossas mentes, só então há uma possibilidades de descobrir o que é a Verdade, a qual, só ela, pode libertar-nos dos nossos problemas.
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642-359 ll 646-230 ll PW0-104 ll 350-040 ll

REENCARNAÇÃO

Krishnamurti nos fala da impermanência e nos remete à roda da vida (reencarnações). Para ele não adianta apenas o processo se o indivíduo muda apenas pelo sofrimento. Parece-me que o sofrimento está mais ligado à ignorância e é evitável, enquanto que a dor é inevitável. Daí que, através do auto-conhecimento o indivíduo estreita o liame entre a sua alma e sua essência divina, sintonizando com as leis do Universo. O ego morre em razão desta aproximação com a luz da transformação. Namastê.
 

Eu acho que K tem razão

Eu acho que K tem razão quando diz que a compreensão está nesta vida e não em outras. Mas também acho que muitas pessoas acordariam mais rapidamente se elas compreendessem que realmente existem outras vidas e que estamos aqui para aprender e que a vida que nos dão a conhecer, não é bem a realidade.

Crença na reencarnação traz consolo para quem aceita

Prezado
Pedro Pinto
A simples aceitação da reencarnação traz consolo para quem a aceita. Entretanto, o que é fundamental é a manifestação do amor em nossa vida, com a libertação do egoísmo. Sem o florescimento do amor em nossos corações nossa vida fica sem sentido, independente da crença ou descrença na reencarnação.
 
Boas reflexões
José

Pois José mas infelizmente as

Pois José mas infelizmente as pessoas nao entendem o que é isso. As pessoas não querem acordar. Será que a prova da reencarnação ajudaria? Talvez... de certeza que muita coisa ia mudar. Nomes como Brian Weiss e Ian Stevenson por exemplo dão muito, muito que falar... Nós dissemos que este mundo era assim assim e assim e depois aparecem-nos estas pessooas que quebram tudo aquilo que nós pensavamos que conheciamos. Infelizmente os céticos deturpam muita informação por preconceito ou por ignorância ou sabe-se lá porquê... por isso eu acho que seria um começo da "coisa".

Projeções da Consciência

        Prezado Pedro,

  • O pesquisador brasileiro Waldo Vieira fundou a Conscienciologia que é a ciência que estuda a consciência inteira, com todos os seus corpos, existências, experiências, épocas e lugares de vida, em uma abordagem integral, projetiva e auto-consciente.    
  • Uma das especialidades é a Projeciologia que estuda a projeção consciente fora do soma, isto é, do corpo material. Sair do corpo humano, com lucidez, é a mais preciosa e prática fonte de esclarecimentos e informações prioritárias acerca dos mais importantes problemas da vida, eluciando-nos sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos.
  • Sugiro a leitura do livro Projeções da Consciência de autoria de Waldo Vieira.
  • É de fundamental importância utilizarmos o princípio da descrença, aceitarmos somente aquilo que comprovarmos através da própria observação e experiência.

       

  • Boas reflexões
  •   José

Estimados José e demais

Estimados José e demais amigos do fórum.Esse é meu primeiro post, e gostaria de levantar uma questão e saber a opinião de vocês.Estaria Krishnamurti realmente referindo-se à encarnação? Não estaria ele na verdade fazendo alusão aos sucessivos renascimentos pelos quais passamos ao longo de nossa existência? A sua poderosa afirmartiva de que cada momento é inteiramente novo, que não há passado e nem futuro e que portanto o que importa é somente aquilo que é... não estaria ele referindo-se a isso? Ou seja, cada momento é novo (nasce) e posteriormente cede lugar (morre) a um novo nascimento (nascer de novo), ou seja, nascimentos e mortes sem conta?Minha interpretação deve-se ainda ao que ele diz no verso imediatamente anterior, "Nos secretos recantos do meu coração, exultei...". Ele fala de algo muito concreto, e o trecho destacado pelo José - que vem logo a seguir -  me parece ser na verdade a continuação dessa afirmativa, Conheci nascimentos e mortes sem conta...Da mesma forma, em um trecho anterior, quando afirma Combatente fui, de batalhas ganhas e perdidas, (...) não pode ser levado "ao pé da letra". Sabemos que ele não foi um guerreiro no significado mais óbvio e imediato da palavra. É uma metáfora, assim como penso que seja o caso do trecho destacado pelo José.Pessoalmente não sei se a reencarnação é um fato ou não. E nem é minha intenção refutá-la (ou confirmá-la). Apenas interpretei de forma distinta essa afirmativa de nosso Krishnamurti.Paz e Força a todos.

si el derecho a ser protegida

si el derecho a ser protegida por la Primera vps hosting Enmienda sólo puede efectivamente empleados por una fracción de la ciudadanía, y el ejercicio de estos derechos les da el poder político indebida y socava la capacidad de la balanza de la ciudadanía a ejercer los mismos domain names derechos y / o derechos constitucionales, entonces no es necesariamente legítimo protegido por la Primera Enmienda. "Además," los que tienen la capacidad para participar en la libertad de prensa están en condiciones de determinar quién puede hablar a la gran masa de los ciudadanos y que no pueden ". web design Los críticos sostienen a su vez, que la publicidad que invade la privacidad que es un derecho constitucional. Porque, por un lado, la publicidad invade la intimidad física, por el otro, se utiliza cada vez más pertinentes, la información basada en la comunicación con los datos privados ensambladas sin el conocimiento o consentimiento de search engine marketing los consumidores o los grupos destinatarios.

Dúvida Sobre a Bibliografia Exposta por José

José,

Tudo bem contigo? Espero que sim... Gostei muito do texto postado por você e suas argumentações. Fiquei muito interessado em ler a fonte onde você leu que Krishnamurti diz que a reencarnação é um fato. Você indicou dois livros: um de Mary Luytens e outro de Francisco Ayres. Esta passagem que você citou está em qual dos dois?

Muito obrigado pela sua atenção.

Um abraço,

Adriano.

Bibliografia

Adriano,

A afirmação feita por Krishnamurti considerando a reencarnação um fato consta no livro:
Krishnamurti - de autoria de Francisco Ayres (página 184). O autor transcreveu do Boletim da Estrela de abril de 1931.

Boas reflexões.

José

Reencarnação

Suponhamos que uma onda no oceano tomasse a forma de uma árvore. Naqueles breves momentos, aquilo é um fato, mas não é a verdade. A verdade é a água do mar. Krishnamurti disse também: " A reencarnação é um fato, mas não é a verdade". Ramana Maharshi, que afirma ser o estado de vigília da mesma natureza do estado de sonho, diz: "Só há reencarnação enquanto há ignorância", enquanto não se desperta.. Ou, dito de outra maneira, todo o campo fenomênico é apenas uma modulação da Verdade.

Milton

Só há reencarnação enquanto há ignorância.

Prezado Milton
Não tenho dúvidas em relação e este pensamento do iluminado Ramana Maharshi "Só há reencarnação enquanto há ignorância". Todos os fenômenos são gerados no tempo, enquanto que a Verdade transcende o tempo, independe do tempo.
Boas reflexões.
José

Libertação do egoismo

Podemos nos servir dos ensinos de Krishnamurti quando comprovamos por nós mesmos a veracidade do que ele transmitiu. Quem disser que é discípulo de Krishnamurti, que se orienta pelos seus ensinamentos, com certeza compreendeu pouco do que ele expôs, não compreendeu o fundamental. É extremamente importante fazermos a viagem interior e permitir que o amor se manifeste em nossa vida com a libertação do egoismo.

Boas reflexões.

José .

Que bom hamirets !

Que bom hamirets tenha se referido as crianças.

Há muitos contos infantis onde estão expressos alguns arquétipicos humanos; um deles é este citado por vc. No fundo todos estes arquétipicos nos invocam algumas verdades e porque não?

Vamos colorir o presente forum citando alguns contos infantis; assim como a natureza colore o nosso mundo com as cores do arco iris. A inocência manifesta é um qualidade ainda pouco apreciada por todos nós.

Um abraço fraterno.

Compreender intelectualmente Krishnamurti terá pouca validade

Krishnamurti em suas palestras e livros não nega a reencarnação, o que ele questiona com muita sabedoria é a perduração do ego transitório, sugere que devemos inquirir a nós mesmos por que cremos ou não na reencarnação. Constantemente evidencia a importância do homem libertar-se psicologicamente de todas as gaiolas mentais, este tem sido o ponto básico de seus ensinos. Procura evitar as afirmações conclusivas para com isso rejeitar qualquer imposição de autoridade.
Em realidade Krishnmamurti não nega a reencarnação. A sua mensagem, de início está cheia de citações afirmativas.
Como citei anteriormente, Krishnamurti assevera (1931) " Para mim a reencarnação é um fato, não uma crença, não quero, porém, que acrediteis na reencarnação, expulsai-a de vossa mente e lembrai-vos somente que assim como sois um produto do passado assim podereis dominar o futuro. Sois donos de vós mesmos e em vossas mãos está a eternidade".
Ao mesmo tempo ele afirma ser a reencarnação um fato, ele sugere que não acreditemos nela, parece uma contradição. Por que ele faz esta colocação? É muito simples, para que descubramos por nós mesmos se ela é um fato ou é apenas uma crença sugerida por outrem.
Por outro lado Krishnamurti refere-se constantemente a imortalidade, a eternidade, a qual está sempre no presente. Esta imortalidade, eternidade está sempre no presente, tanto para quem possui o corpo físico como aqueles que não mais o possui.
Crer ou não em Deus, crer ou não na vida espiritual, ter ou não uma religião, crer ou não na evolução, crer ou não nas leis morais, etc... isto fica a critério de cada um de nós.

Urge fazermos uma tansformação interior, eliminando as ilusões que criamos, desprendendo-nos da falsa sabedoria, para com humildade, sem orgulho, sem nenhuma vaidade, chegarmos à certeza de que nada sabemos. É de extrema importância reconhecermos que nada sabemos. Sabemos muito pouco sobre nós mesmos. É fundamental aplicarmos toda a energia que dispomos para nos conhecermos. Em muitas oportunidades Krishnamurti sugeriu categoricamente que devemos verificar por nós próprios a validade dos preconceitos, das religiões, filosofias que adotamos, nada aceitando nem mesmo o que ele dizia. COMPREENDER INTELECTUALMENTE KRISHNAMURTI TERÁ POUCA VALIDADE. O essencial é a comprensão de nós mesmos.

Boas reflexões.

José

propósito do fórum

Fico me questionando o real propósito deste fórum: se, discutir sadiamente as proposições de K, ou usá-lo para um desfile de vaidades; Krishnamurti falou e viveu de forma respeitosa e cuidadosa em relação ao outro - repetir as palavras ou transcrever os textos de K não exige nenhuma transformação bem como, não é nenhum indício de sabedoria.
Vejo como é difícil manter a discussão em bom nível - parece-me mais uma competição de quem leu mais Krishnamurti. Lamentável mesmo é quando alguém não consegue manter o equilíbrio emocional e sentindo-se ofendido "no seu brilho intelectual", agride o outro dizendo que sua expressão é como "sujar" este fórum, ou uma "canalhice" - parece-me, diante disto, que houve apenas acúmulo de informação mas nenhuma transformação essencial nas atitudes - o que significa falta de compreensão. Então, contrariando ao que Krishnamurti propos, estamos apenas repetindo conceitos, e não fazendo de seus ensinamentos uma atitude viva.

Educação e respeito

Prezado Sr Melo

Concordo plenamente com suas considerações.

Pelo que sei Krishnamurti sempre primou em suas palestras e em sua vida pela boa educação e respeito ao ente humano.

Não compreendi a atitude agressiva do Sr. Hamirets asseverando que estou “sujando” este fórum e cometendo uma canalhice.

Compreender intelectualmente Krishnamurti, Jesus, Buda ou quaisquer outras filosofias sem compreendermos a nós mesmos terá pouca validade, seremos meros repetidores de palavras ou conceitos.

Creio que não tenha maculado este fórum ao citar um trecho do livro “Busca” em que Krishnamurti faz referência a reencarnação. Se o conteúdo deste livro estivesse ultrapassado, a Instituição Cultural Krishnamurti não o publicaria.

O que realmente tem importância em nossas vidas é a nossa transformação moral, o respeito, a fraternidade, a libertação dos preconceitos e a mudança de atitude.

Tenho profundo respeito pela crença ou descrença alheia. Tenho amigos Budistas, Espíritas, Evangélicos, estudiosos de Krishnamurti.

A crença ou a descrença na reencarnação não nos liberta do egoísmo e orgulho os piores defeitos dos seres humanos.

Boas reflexões

José

Educação e respeito

Concordo plenamente com suas considerações.

Pelo que sei Krishnamurti sempre primou em suas palestras e em sua vida pela boa educação e respeito ao ente humano.

Não compreendi a atitude agressiva do Sr. Hamirets asseverando que estou “sujando” este fórum e cometendo uma canalhice.

Compreender intelectualmente Krishnamurti, Jesus, Buda ou quaisquer outras filosofias sem compreendermos a nós mesmos terá pouca validade, seremos meros repetidores de palavras ou conceitos.

Creio que não tenha maculado este fórum ao citar um trecho do livro “Busca” em que Krishnamurti faz referência a reencarnação. Se o conteúdo deste livro estivesse ultrapassado, a Instituição Cultural Krishnamurti não o publicaria.

O que realmente tem importância em nossas vidas é a nossa transformação moral, o respeito, a fraternidade, a libertação dos preconceitos e a mudança de atitude.

Tenho profundo respeito pela crença ou descrença alheia. Tenho amigos Budistas, Espíritas, Evangélicos, estudiosos de Krishnamurti.

A crença ou a descrença na reencarnação não nos liberta do egoísmo e orgulho os piores defeitos dos seres humanos.

Boas reflexões

José

Palavras, palavras,

Palavras, palavras, palavras.
O entendimento depende da vontade própria de se liberar dos condicionamentos. Enquanto essa vontade não surje, não é de se esperar que se entenda alguma coisa - continua-se apenas colhendo os trechos que confirmam as crenças e os repetindo.
Minha indignação foi porque sendo um fórum, pessoas com pouco contato com K podem achar que ele realmente endossou reencarnação ou qualquer outra crença confortadora. Não sei a intenção do sr. José ao fazer isso, mas não me parece que possa ser boa.
Não vou mais atrapalhar a masturbação intelectual de vocês.

Triste

José, é lamentável a sua iniciativa de se valer de um texto de Krishnamurti pré-1930 para sustentar algo que qualquer pessoa que tenha entendido uma fração dos ensinamentos de K sabe que é totalmente contrário ao que ele pretendia.

Segue um trecho de K:
"Não há divisão entre vida e morte; são os insensatos e os ignorantes que fazem a divisão, os que só se preocupam com o seu corpo e sua insignificante continuidade. Essas pessoas se valem da teoria da reencarnação como um meio de esconder o medo que sentem, como uma garantia de sua continuidade estúpida e banal."

Será que entendi mal? Para

Será que entendi mal?
Para mim oque K quis dizer é que; apesar de haver reencarnação, de nada adiantará senão conseguirmos perceber que oque nos aprisiona é o nosso ego. O nosso ego, o egoísmo, a
não-consciência de que somos todos "Um", a consciencia plena de que, se não compreendermos de que todo o mal ou o bem que fizermos será refletido, contagiará, contaminará a todos nós. Não será a reencarnação que nos salvará dessa vida de ilusões... Através dela, da reencarnação, poderemos até viver bem ou mal (de acordo com o juízo de valor de cada um), de acordo com o nosso "carma".
Espero ter contribuído.

Aceitarmos ou não a reencarnação não vai fazer diferença

Prezada Carminha,
 
É de fundamental importância reconhecermos que sabemos muito pouco sobre nós mesmos. É essencial aplicarmos toda a energia que dispomos para nos conhecermos. Em muitas oportunidades Krishnamurti sugeriu  que devemos verificar por nós próprios a validade dos preconceitos, das religiões, filosofias que adotamos, nada aceitando nem mesmo o que ele dizia. Compreender Krishnamurti intelectualmente terá pouca validade. O essencial é a comprensão de nós mesmos. Podemos nos servir de seus ensinos quando comprovamos por nós mesmos a veracidade do que ele transmitiu. Aceitarmos ou não a reencarnação  não vai fazer  diferença, o que vai fazer a diferença é permitir que o amor se manifeste em nossa vida com a libertação do egoísmo.
 
Boas reflexões
José

Krishnamurti fez referência a Reencarnação.

"Conheci nascimentos e mortes sem conta,
Todas essas efêmeras esferas percorri,
Entre êxtases passageiros, certo de sua perenidade,
No entanto, jamais encontrei o eterno Reino da Felicidade".

Neste trecho deste belo poema de Krishnamurti, no meu entedimento ele se refere as reencarnações sucessivas e evolução do ser espiritual. No entanto a crença na reencarnação não nos liberta do medo e não nos torna melhores. O que é de fundamental importância é a nossa transformação, a libertação do ego em cada momento de nossas vidas.

José

Meu caro José.

Quando falamos através da totalidade, também chamada Consciência Pura, sem conteúdo, não há referência a determinada forma e/ou manifestação existencial.

Haveria uma visão ampla, um processo evolutivo espaço/tempo desde a energia, matéria, vida sensitiva, vida institiva, vida intelectiva e o despertar. Uma jornada prolongada de milhares de anos evolutivos, que se caracteriza pela ocupação da mente, em diferentes formas e conteúdos, todos eles fragmentos, por isto mesmo insatisfatórios.

Mas a totalidade/fragmentação fazem parte da mesma verdade: é como se fosse uma "dansa" infinita (ausência de espaço conhecido) e eterna (ausência de tempo conhecido). Agora olhando para o passado evolutivo da própria consciência, vamos ver os nossos "rastros" no universo cósmico conhecido, desde poeiras das estrelas até o cérebro/hominal; uma fantástica epopéia !

Evolução da consciência ou princípio espiritual

Prezado Hagfer

Este assunto é muito complexo e difícil para a nossa mente limitada. Tenho a intuição (não certeza) de que há a evolução da consciência ou princípio espiritual. Esta evolução se dá no mundo material e mundo extra físico. No meu entender o princípio espiritual é criado no mundo extra físico ou espiritual pela Mente Cósmica (Deus ou o nome que quisermos ). Para a sua primeira vívência no mundo material torna-se instrumento material de sua primeira manifestação.

Há pensadores espiritualistas que defendem a tese de que o princípio inteligente estagia nos minerais sob o argumento de que há um princípio de inteligência até na partícula atômica. Para a nossa reflexão perguntamos: Por que os cristais obedecem rigorosamente aos mesmos sistemas? O ouro é sempre cúbico, o quartzo hexagonal ? O açúcar sempre se cristaliza sob a forma cúbica, um pouco degenerada para o paralelepípedo? Quem comanda tudo isso? Ou não será um princípio inteligente? Afirmam, ainda, que o mal de muitos é confundir princípio inteligente com inteligência e raciocínio.

Outros augumentam que a vida começa no mineral por que há sempre uma inteligência a guiar esta cadeia natural. Asseveram que há uma cadeia ascendente e contínua que liga todas as criações, o mineral ao vegetal, o vegetal ao animal, e este ao ente humano (talvez haja uma evolução que transcenda a evolução humana). Liga-os duplamente, ao material como ao espiritual. Não sendo a vida mais que uma manifestação da consciência, traduzido pelo movimento, essas duas formas de evolução são paralelas e solidárias.

Em relação a estas teorias, não temos como comprová-las experimentalmente.

Boas reflexões.

José

A Consciência é uma só.

Prezado José,

Na realidade a Consciência é uma só. Todas as manifestações conhecidas, são dotadas de formas impermanentes e temporárias espaço/tempo; algumas são inconscientes, outras parcialmente conscientes e ainda outras despertas. Haveria um propósito em tudo isto e uma vez desperto e liberto,seria possível vivenciar este propósito? Então estaríamos diante de uma "dansa" e tive a oportunidade de falar anteriormente no escrito "A Dansa" em meditação; é um pouco Zen, mas serve a presente argumentação.

A Consciência mais evolvida começou pelo átomo

Prezado Hagfer,

Compreendo que a Consciência é uma só. Há um conceito espiritualista que assevera que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo (consciência mais evolvida que transcende a humanidade), pois ele mesmo começou pelo átomo.

Boas reflexões.

José

Misticismo e superstição

Ah, o arcanjo.
Mas o mais evoluído é quando o arcanjo recebe o místico gorro vermelho da transformação e atinge o nível mais alto de evolução, o de Papai Noel Universal.

Por favor. Que conceitos infantis sujando este fórum.

A Reencarnação é um fato

Vejamos o Boletim da Estrela de Fevereiro de 1928, página 14: “Desde antigos tempos foi propósito meu atingir a libertação e durante muitos meses senti que havia despedaçado todas as barreiras e sinto agora que estou liberto mental e emocionalmente. Foi esta uma libertação pela qual trabalhei durante muitas vidas”... Na página 22 encontramos mais estas palavras: “Por muitos anos, por muitas vidas, talvez, tem sido meu objetivo encontrar a verdade”. No número de Março, página 4 ele diz: “Não será em uma só vida que alcançareis e libertação, nem em um momento apenas que alcançareis a paz”.
A verdade é que Krishnamurti em suas últimas palestras não negou a reencarnação. A sua mensagem, de início, esta cheia de citações afirmativas a respeito. Em seus último escritos e palestras ele insiste em transpormos o tempo, em não adiarmos o problema, pois isso significa continuar a viver na ilusão, a manter o desejo, a alimentar o carma, a continuar no ciclo das muitas vidas. Talvez por isso ele disse, como está no Boletim da Estrela de Abril de 1931, página 9: “PARA MIM A REENCARNAÇÃO É UM FATO, não uma crença, não quero, porém, que acrediteis na reencarnação, expulsai-a da vossa mente e lembrai-vos somente que assim como sois um produto do passado assim podereis dominar o futuro. Sois donos de vós mesmos e em vossas mãos está a eternidade”.
Nota-se daqui por diante o interesse de Krishnamurti em nos auxiliar a ver que o presente é fundamental, pois será o nosso viver descondicionado dos conceitos que amarram à roda do tempo, que nos levará ao conhecimento inteiro do processo do existir ou de outro modo continuaremos o ciclo das reencarnações no meu entender. Temos que libertar-nos do cativeiro para que surja a imortalidade presente e eterna. Veja-se neste sentido, o Boletim da Estrela de 1932, página 14, na palestra em Ommen (Holanda): “Perguntais de contínuo, viverei eu em outro planeta? Voltarei à Terra ? Estas perguntas são determinadas pelo desejo do prolongamento do “eu” através do tempo. Para mim, porém, esta separatividade é uma ilusão e quando esta for destruída então a eternidade, a plenitude da vida se revelará. Para mim a realização do eterno, liberto da duração do ego, através do tempo, é que é imortalidade, não o ilusório perdurar da individualidade”.
No ano seguinte, em adiar, responde ele à mesma pergunta, Boletim da Estrela de 1933 página 142: “Eu falo da imortalidade, a qual está sempre no presente e não na continuidade da consciência pessoal, limitada. A maioria de vós apega-se à idéia da continuação de si próprio através do tempo”.
Vale a pena citar a seguinte resposta de Krishnamurti : “ Sustento que há uma vida eterna, que é a Origem e a Meta, o começo e o fim e que, não obstante não tem fim nem começo. Só nessa vida há plenitude. E quem quer que a preencha tem a chave da Verdade sem limitação. Essa Vida é para todos. Nessa vida entrou Buda, entrou o Cristo. Do meu ponto de vista, eu atingi, eu entrei nessa Vida. Essa vida não tem forma, como a Verdade não tem forma, não tem limitação. E a essa Vida todos teremos de voltar.”

Para mim a reencarnação é um fato, não depende de nossa crença ou descrença. A aceitação da reencarnação não tem nada de místico ou supersticioso.

Boas reflexões

José

Bibliografia: Krishnamurti – Francisco Ayres – Editora Soma Ltda.
Krishnamurti Os Anos do Despertar – Mary Lutyens – Editora Cultrix

O que é que reencarna?

José,
os excertos que você postou não são para ser interpretados como melhor convier. Se prestares atenção, ele diz que tanto a separação eu/tempo quanto o perdurar da individualidade (reencarnação) são ilusórios. Diz claramente que a eternidade está para ser encontrada no presente, e não em vidas passadas/futuras.

Krishnamurti disse que o ego, ou o pensador, é produto do pensamento, e portanto, não é real. Que não existe tal coisa como um ser individual. O senhor diz que a reencarnação é um fato, pois bem. Reencarnação de quem? O que reencarna? A sua personalidadezinha limitada é uma exceção do universo, e não é impermanente? A crença na reencarnação é uma crença na individualidade, que é contra a raiz do ensinamento de Krishnamurti. Uma crença que promove o tempo psicológico, o 'vir a ser', o 'eu não sou, mas gradualmente me tornarei'. Esclareça-me estes pontos por favor.

O fato de o senhor crer em reencarnação, arcanjos, fadas, duendes e sabe-se lá o que mais, é somente do seu interesse, e eu não questiono se essa especulação, esse exercício de PENSAMENTO te satisfaz. Mas é uma canalhice (e até um paradoxo, já que Krishnamurti dizia ser necessário livrar-se de qualquer tipo de autoridade) perverter Krishnamurti para confirmar suas asserções, usando textos de uma época abandonada e esquecida por ele próprio. Talvez deva procurar outro escritor para embasar suas crenças, pois K ao meu ver não pode ser usado para isso. Parece-me que J.R.R. Tolkien está mais apropriado.

Alguns trechos do próprio K, e não de interpretadores ou comentadores, para reflexão (não para simples comparação com as crenças atuais e aceitar ou rejeitar):

"Para mim, o ego, essa consciência limitada, é o resultado do conflito. Inerentemente não tem valor; é uma ilusão. Nasce através da falta de compreensão que por sua vez cria conflito, e deste conflito cresce a auto-consciência ou a consciência limitada. Não podem aperfeiçoar essa auto-consciência através do tempo; o tempo não liberta a mente dessa consciência, Por favor não se enganem; o tempo não os libertará desta auto-consciência, porque o tempo é apenas a protelação da compreensão. Quanto mais protelarem uma acção, menos a compreenderão. Só estão conscientes quando há conflito; e no êxtase, na verdadeira percepção, há acção espontânea em que não há conflito. Não estão então conscientes de vocês próprios como uma entidade, como o “eu”. Contudo desejam proteger essa acumulação de ignorância a que chamam o “eu”, essa acumulação da qual brota a ideia de mais e mais, esse centro de desenvolvimento que não é a vida, que é apenas uma ilusão. Portanto enquanto contam com o tempo para originar perfeição, a auto-consciência apenas cresce. O tempo nunca os libertará dessa auto-consciência, dessa consciência limitada.
(...)
Sabem, seria realmente de grande interesse se um de vocês que acredita tão fundamentalmente na reencarnação discutisse o assunto comigo. Discuti-o com muitas pessoas, mas tudo o que elas são capazes de dizer é, “Nós acreditamos na reencarnação, ela explica tantas coisas”; e isso resolve a questão. Não se pode discutir com pessoas que estão convencidas das suas crenças, que têm a certeza do seu conhecimento. Quando um homem diz que sabe, o assunto terminou; e vocês adoram o homem que diz, “Eu sei”, porque a sua declaração positiva, a sua certeza, lhes dá conforto, refúgio.

Se acreditam na reencarnação ou não parece-me um assunto muito trivial; essa crença é como um brinquedo, é agradável; não resolve coisa nenhuma, porque é apenas uma protelação. É apenas uma explicação, e as explicações são como a poeira para o homem que está à procura. Mas infelizmente estão sufocados com a poeira, têm explicações para tudo. Para cada sofrimento têm uma explicação lógica, conveniente. Se um homem é cego, tornam compreensível o seu duro fado nesta vida pela reencarnação. As desigualdades na vida explicam-nas satisfatoriamente pela reencarnação, pela ideia de evolução. Portanto, com as explicações, vocês resolveram as muitas questões respeitantes ao homem, e deixaram de viver. A plenitude da vida impede todas as explicações. Para o homem que está realmente a sofrer, as explicações são o mesmo que pó e cinzas. Mas para o homem que procura conforto, as explicações são necessárias e excelentes. Não existe tal coisa como o conforto. Existe só compreensão, e a compreensão não está limitada por crenças ou por certezas. (...)"

Adyar - 6ª palestra 3 de janeiro, 1934.
A Arte de Escutar
Jiddu Krishnamurti

Isto mesmo

Cada salto existencial, possui o anterior. Assim a matéria possui a energia; a vida sensitiva possui a energia e a matéria e assim por diante até o homem que possui a energia, matéria, vida sensitiva, vida institiva e vida intelectiva. No homem a consciência passa a ser subjetiva; surgem as formas de pensamentos, emoções, sentimentos e intelecto/razão. Todas estas manifestações ainda ocupam a mente/consciência e ainda fazem parte do paradígma existencial. Hipoteticamente retire tudo isto, apague como se apagasse as letras de um quadro negro. O que restariam? Objetivamente o espaço elástico e destituido de formas e subjetivamente também o espaço, que seria sinônimo de silêncio nirvânico. Ambos sinônimos de vida, potencialidades puras e consciência sem conteúdo, logo as manifestações, que somos todos nós, constituem o único e singular propósito da totalidade e plenitude criativa. Por isto, sejamos bem vindos.

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