O que é a iluminação ?

Procura-se iluminado.
Para explicar o que é a iluminação. (tipo anuncio de trabalho)

Será a iluminação ausência total do Ego?
Quererá isso dizer que existe ausência de pensamento?
Quando um ser se considera iluminado terá ele pensamentos originados com base no seu Eu reflectido(Ego)? Ou não?

Será que tem esses pensamentos com origem no Ego mas simplesmente aprendeu a não lhe dar importância?

Muita gente pensa que ser iluminado é ver este mundo e o outro, ver luzes em todo o lado e cores orgânicas tipo uma trip de lsd..

Não me parece que assim seja. Mas também não arrisco dizer o que é. Procuro alguém que me explique o que isso possa ser.

O meu Ego está bem presente. Dele não me consigo libertar. Fico triste muitas vezes por ver que estou mecanicamente ligado a esta forma de pensar a este Eu reflectido nos outros.

Todo o pensamento, sensação egocêntrica tem como base os outros, o que eles pensam em relação a mim e a tudo o que eu faço. Todos nós pensamos assim.

A minha prática de meditação ajudou-me a visualizar melhor os meus pensamentos, a presentir-los, a prespectiva-los.

Hoje por exemplo resolvi fazer um pequeno exercício: contar o numero de pensamentos/sensações com origem no meu Ego. Enquanto acordei e tomei banho já tinha “visualizado” "identificado" "ouvido" 21 pensamentos que os "detectei" como tendo origem no meu Ego.
Vou a meio do dia e já contabilizei 94, fora os que não apanhei. Engraçado verificar como o Ego está presente até no mais subtil dos pensamentos.

Resulta perguntar o seguinte : haverá consciência maior do que aquela que consegue identificar os pensamentos/sensações com base no Ego que acontecem na nossa mente ?

Custa-me “visualizar” uma consciência maior.

Se isto não é ser iluminado, o que é ser iluminado?

Procura-se algum iluminado que explique. Mas sem poesias por favor. Vamos aos factos.

O meu agradecimento desde já a alguém que se arrisque a comentar.

Abraço!

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ILUMINAÇÃO

Dure.
Não existe a possibilidade de se descrever essa manisfestação. É indescritível. A Iluminação Interior não é um substantivo e nem adjetivo, não qualifica nada. O que pude notar é uma Luz "explosiva" sem som, rápida, atemporal (?)
... Depois de muita leitura e muita pesquisa principalmente pela Internet, começava a entender sobre algo fora de mim e muito além dos religiosos, astrólogos, psicólogos, psiquiatras, cientistas, místicos, estudantes, doutores das leis e de miríades de quaisquer outros seres humanos. Talvez um poeta entenda e explique isso melhor. Passei a pesquisar esse fenômeno precioso que não foi e não é exclusividade minha e nem de ninguém. Só muitos anos depois e de muita busca e pesquisa, vim descobrir que transgredi a matéria e visualizei o transcendente. Foi tudo sem saber, pedir, querer quando Testemunhei Aquilo Que É.
Para esse evento existem inúmeradas denominações universais. Como estamos no ocidente, chamo a isto Espírito Santo de Deus. É algo que não se esquece jamais! Literalmente se morre e se nasce de novo.
Se quiser mais informações, peça-me ou peçam-me.
Esclareço que não frequento igrejas e não sou religioso no gasto sentido dessa palavra. Não pedi para que isso acontecesse comigo. E o ocorrido considero algo acidental.  Longe de mim merecimento, etc. Na época desconhecia o assunto. 
 Dai de graça o que recebeste de graça. (Bíblia)
Thadeu

Bom já muito foi dito

Bom já muito foi dito aqui.
Infelizmente ou felizmente não há raciocínio lógico mental, discusão ou troca de ideias que atinga o âmago da mensagem de K e muitos outros seres iluminados.
O estado de iluminação é no fundo o nosso estado natural, aquele com que vimos ao mundo.

Ao longo das nossas vidas tudo se transforma, cada experiência te molda, cada comentário positivo ou negativo, a tua sociedade, a tua família, tudo.

Nesta condição de crescimento, o ser humano cria um sentido do Eu que não é real, o Ego(O Pensador), isto porque é um Eu sempre dependente da experiência, do comentário, da sociedade, da família... observa em ti!
Chega uma hora em que esse Eu está tão enraizado que a pessoa julga ser o seu próprio pensamento.

Ao longo desse crescimento a memória foi armazenando experiências, e sempre que surja um desafio no dia a dia, a pessoa recorre automaticamente à memória para tentar solucionar o desafio, por isso K diz que o todo o pensamento é condicionado.

O pensamento nasce sempre da memória ou do desejo, logo estamos sempre no passado e no futuro, e perdemos o momento presente.

Só quando o Homem realizar que NADA consegue através do pensamento, que nunca vai chegar a conclusão nenhuma através do pensamento, que nunca conseguirá segurança, compreensão só quando o homem realizar que o seu pensamento nada produz a não ser, ansiedade, duvida, insegurança... só ai ele está LÁ!

Só quando a mente está calma o amor emerge, a confiança emerge, a certeza emerge, a bondade emerge.

Mas a mente humana quer sempre CONTROLAR tudo, equacionar tudo, resolver tudo, definir tudo - uma mente assim nunca está em páz. Vive identificada com os seus próprios pensamentos, não percebe a compulsão gerada pela memória e o desejo. Não percebe que o que observa é apenas um "pensamento em movimento", então ...identifica-se.

É PRECISO RENDER! É preciso compreender que só quando eu percebo que não há nada que eu possa fazer mentalmente para atingir a paz, a harmonia, o amor, só ai eu percebo realmente ... quem sou eu !

Devemos perguntar quem somos e não o que podemos fazer!

A pergunta, Quem sou eu ? É bastante libertadora.

Ela faz-se para percebermos que, quem pergunta não existe. A falta de resposta faz-te perceber que não és a mente mas o espaço!.. sim o espaço, o imensurável, o indefinido, sem forma!

É preciso muita coragem para deixar a segurança ilusória da mente.

É como deixar-nos cair de costas.

A compreensão nasce do percebimento de que NÃO HÁ NADA QUE POSSAS FAZER para estar em paz. Perceber isso é ficar em Paz.

Não sou um ser totalmente iluminado, pois ainda estou bastante identificado com o meu Eu ficcional, mas ...

É um caminho que percorro...

Obrigado pelas suas palavras

Obrigado pelas suas palavras Anne Sheila

Muitos falam no Ego, importa no entanto definir fundamentalmente o que é o Ego.
O Ego é uma auto-imagem que fomos criando sobre nós próprios através de tudo o que reflectimos no mundo.
Ora, esse auto imagem que temos de nós próprios influencia tudo o que fazemos, todas as decisões que tomamos, mas mais importante, aquilo que pensamos que ocupa a nossa mente.
O Ego é igualmente o principal causador de infelicidade, insegurança, medos, constrangimento, indecisões, vergonha despropositada, nervosismo, agressividade, ciúme, sofrimento por antecipação, constante questionamento e julgamento de nós próprios e dos outros e de todo o tipo de situações.
Basta que o mundo não se compatibilize com o essa auto-imagem que temos de nós mesmos, ou que essa auto-imagem seja posta à prova para que todas as consequências negativas de um Ego (acima referidas) sejam despoletadas.
Resolvi fazer um exercício: Tentar identificar as características associadas à minha auto-imagem (Ego) : Eu acho que sou lindo, eu acho mesmo que sou bonito, charmoso, elegante, bem feito, sedutor, eu acho que sou inteligente, brilhante eu acho que sou esperto, eu acho que falo bem, eu acho que escrevo bem, eu acho que ando bem, eu acho que olho bem, eu acho que sou moderno, eu acho que estou na moda, eu acho que sou profundo, eu acho que sou rico, eu acho sou sociável, eu acho que ou o melhor, eu acho que sou o mais engraçado, o mais forte, o mais preparado, eu acho que sou talentoso.
Importa agora verificar o quanto este “eu acho” prejudica a minha vida.
Se eu acho que sou bonito, a minha mente vai se questionar todos os dias se sou realmente bonito, vai estar sempre se questionando, se o cabelo está bem, se a roupa está bem, se a pele está bonita, vai se questionar porque é que aquela rapariga não se sente atraída por mim e tudo o que possa por essa auto imagem em causa vai provocar nervosismo, indecisão, tensão, aborrecimento, dualidade de pensamento, e tudo o que dai advêm.
Outro exemplo:
Eu acho que sou inteligente e corajoso, ora se eu acho que sou inteligente, eu vou ter que provar todos os dias para o mundo e ao mesmo tempo para mim, que sou inteligente. Como ? Em qualquer assunto a minha opinião têm que vingar, tenho que mostrar que sou sempre melhor que o outro, que tenho uma raciocínio mais rápido, se tal não acontecer fico triste e revoltado.
Outro exemplo:
Tenho que falar em publico, logo tenho que defender o meu “Eu acho” que sou corajoso, inteligente e brilhante para falar em publico, só que a minha mente perante esse “Eu acho que sou .. “ vai se questionar, porque é esse o seu papel, e vai perguntar será que és mesmo inteligente, corajoso e brilhante para falar em publico? E se disseres alguma baboseira e todos se começam a rir? Ou seja o Ego nunca é seguro! Este questionamento da mente perante o inicial “Eu acho” vai gerar indecisão e por consequência vai gerar medo, que vai gerar sofrimento, que vai gerar reclusão, que vai gerar comportamentos anti sociais e agressivos e tudo isto acontece num encadeamento, que surge do inicial “Eu acho” . Muita gente sofre sem saber que o seu real problema desenvolve-se a partir desse “Eu acho”, a partir dessa auto imagem, dessa presunção que criaram sobre elas próprias – é assim que todos funcionamos, quais loucos no abismo.
E muitos mais exemplos poderia dar sobre este “Eu acho que sou“ que tantos problemas gera na felicidade do ser humano e na sua capacidade de aproveitar o aqui e agora.

Como resolver este problema ?
Como viver uma vida confiante e sábia sem a ilusão desta auto-imagem ?
Bom, a primeira coisa que devo dizer é que se fosse fácil já todos lá tínhamos chegado, mas ao que parece apenas muito poucas pessoas lá chegaram.
É necessário que se perceba profundamente as consequências nefastas que essa auto-imagem criada provoca e só através do entendimento julgo ser possível dissolve-la.
No entanto surge outro problema, um problema de identificação: Se eu não sou bonito , nem inteligente se eu não sou esta auto imagem que me provoca tanto sofrimento como verificamos, então quem sou eu ?
Eu acho que a resposta a esta questão está na aceitação de que eu sou um todo e não algo separado de tudo o resto, está na aceitação de que sou tudo o que os meus sentidos alcançam e ainda mais, está na aceitação de que eu não sou bonito, nem feio, não sou inteligente, nem burro, não sou corajoso, nem tímido, não sou rápido nem lento, não sou moderno, nem conservador, eu não sou uma coisa nem outra. Eu simplesmente Sou. Sem preconceitos, sem auto-imagem. Eu não sou Nada. E só quando eu sou Nada a minha mente se liberta para ser Tudo.

No entanto a vida não assim tão simples. E do dizer ao acreditar com as entranhas do meu ser vão vidas de distância.
A libertação do Ego não acontece apenas pela compreensão da sua actividade e do seu desempenho na nossa vida diária e nas repercussões que o mesmo tem nessa vida. A libertação do Ego é algo que nem sei se é realmente possível que aconteça. Nem sei até que ponto é mentalmente saudável uma libertação total. do Ego. Uma coisa eu sei. Eu desisto de tentar libertar-me dele através uma busca obsessiva pela sua compreensão. Eu desisto porque ele amarra-me por todos os lados, porque ele está presente em cada gesto, em cada movimento em cada respiração, eu desisto, porque ele é tudo o que eu conheço, logo tudo o que eu sou. Eu desisto porque matar o Ego só é comparável a um suicídio de personalidade. E ninguém sabe onde um suicídio de personalidade nos poderá levar. Eu desisto porque não sei viver de outra maneira. Eu desisto com a esperança de que a coragem me salvará !

Obrigado a quem leu até ao fim . o meu sincero abraço em silêncio.

me perdi

aff...
fique um tempo sem acessar a página, e pelo que vejo vc e o teique escreveram coisas interessantes. estou com duvidas em relação a pensamento e pensador. mas dai eu crio um forum para isso. e vou ler com calma o q vcs andaram conversando.

fiquem em paz!

Enquanto eu busquei por

Enquanto eu busquei por respostas eu encontrei muitas respostas e conclusoes, mas, como voce ja sabe, nenhuma delas é efetiva e concretamente satisfatória. Eu tentava até sofridamente anotalas pra nao esquece-las, pois pareciam muito sensatas, incrivelmente logicas e precisas!

Como K. sugeriu,
me toquei de que deveria parar de buscar respostas, parei de aceitar conclusoes lógicas e comecei a me encarar, comecei a observar completamente meus pensamentos, desejos, sonhos, medos... e por mais terriveis que fossem eu os deixava ir até absolutamente onde quisessem.

Entao derrepente aconteceu uma coisa, aconteceu algo completamente inesperado pra mim. Eu parei de reagir aqueles pensamentos, meu cerebro parou de gerar ansiedade, desespero; meu corpo parou de ficar tenso. Foi derrepente, sem aviso, eu nao tinha a menor nocao de que aquilo poderia ocorrer.

Entao eu percebi que nao sou meus pensamentos, nao tenho que teme-los, nem segui-los, ja sei que posso nao reagir a eles, sao apenas pensamentos, sao apenas sugestoes e nao tenho que acatar nenhuma.

Mas entao seria só isso? Nao, isso que falei é apenas o começo.

Somente o agora imediato é absolutamente concreto e palpavel, passado e futuro nao passam de pensamentos.
Quando se está completamente atento externa (sentidos: visao, audicao etc.) e internamente (pensamentos, vontades, desejos, medos...), esses pensamentos diversos nao surtem mais efeito.
Viver sem se causar sofrimento. Que tal descobrir concretamente o que é isso?

Gente, parem de perder tempo e se encarem com muita seriedade. O tempo de suas vidas esta passando...

Era esse " e derepente" que

Era esse " e derepente" que eu gostaria de sentir . Sim a mera observação dos pensamentos fazem-nos perceber que não somos esses pensamentos.

Provavelmente não sei observar correctamente.

Teique, nunca lhe aconteceu ?: Voce está tendo um pensamento, ex: logo vou jogar á bola com os meus amigos, que camisola vou levar ?. E no momento em que voce tem percepção desse pensamento, ele simplesmente desaparece. Ou seja,o que acontece? No momento em que voce põe seus "olhos" em cima dele (pensamento), no momento em que voce se concentra no que está pensando, o pensamento desaparece, pois agora o que ocupa a sua consciencia não é mais o pensamento que estava passando, mas sim a sua atenção sobre a sua mente.

Acompanhar um longo pensamento totalmente consciente desse mesmo pensamento parece-me uma tarefa impossivel. Pois tal como expliquei, a atenção da mente sobre o pensamento faz o próprio pensamento desvanescer, pois o pavilhão da consciência é ocupado pela atenção e essa atenção não dá espaço a que um pensamento se prolongue por mais que centésimos de segundo.

Gostaria se pudesse que comentasse este meu pensamento em relação a essa observação. Que comentasse o facto de o pensamento se esfumar ao poder da observação, e como perante este facto se pode falar em observação distante e totalmente consciene de um pensamento em progressão.

Abraço !

Mas esse momento em que algo

Mas esse momento em que algo inusitado ocorre, nao é uma sensação, algo que se possa propriamente sentir.

Primeiramente, o que é uma sensaçao? é algo excitante, que nos deixa contentes ou tristes, felizes ou amargurados, correto?
E pra todas essas sensaçoes há uma somatizacao, uma reação fisica diretamente correlata.

Mas e se nesse momento inusitado, ao inves de se ter uma sensaçao, algo emocionante, algo excitante, algo que te deixasse maravilhado; mas e se nesse momento, nada disso ocorresse?

A pessoa se expoem tanto as suas reacoes, a sua excitacao, a sua ansiedade, a sua angustia; se expoem por tanto tempo, que derrepente, o cerebro, o corpo, tudo nela, derrepente muda. Isso nao é uma nova sensacao, digamos que o mais proximo seria: um desvanecer por conta propria (e nao induzido) de todas as sensacoes, de todas as excitacoes, de todas as ansiedades, medos e desejos. Toda a ansiedade some por conta propria. Nao se tenta forçar pra que a ansiedade passe, com metodos de respiracao e relaxamento, ou pela concentraçao. É de tanto observar a somatizacao angustiante de seus proprios pensamentos, é de tanto se expor completamente a si mesmo, que se permite que algo de novo aconteca contigo. Nao se torna entorpecido e apático, amaciado; Pelo contrario, se torna interiormente leve, se sente a vida sem o peso da ansiedade, do desejo e do medo.
Os pensamentos nao precisam parar, a ansiedade nao tem que sumir, o desejo nao precisa acabar e nem o medo. Mas quando tudo isso vem a tona novamente, se observa a tudo isso, e se torna ciente de todas as reacoes voltando a ocorrer, entao a pessoa faz uma escolha instantanea, e aquilo que ocorreu antes, aquela novidade onde toda a ansiedade se desvance por conta propria, simplesmente ocorre novamente.
Se troca o antigo pelo novo.

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Sim, se fico muito focado no pensamento corrente, muito concentrado, ele momentaneamente some, mas por isso ser cansativo, nao dura muito tempo.

K. sugeriu que ao invés de nos concentrarmos em algo específico, que procurassemos ficar atentos a tudo ao mesmo tempo, nem que inicialmente durasse apenas poucos segundos.

Atentos aos pensamentos, a somatizacao desses pensamentos, a forma como reagimos aos pensamentos, a ansiedade que geramos a partir deles;
Atentos tambem ao corpo, a respiracao, as sensacoes fisicas diversas sejam elas boas ou ruins (nao é pra nao fazer nada pra que passem, mas apenas se torne consciente, tenha clareza quanto a elas todas);
Atentos tambem a tudo que pudermos captar com nossa visao externamente, nao se concentrando em algo especifico, apenas olhe e veja tudo ao mesmo tempo, sem precisar descrever nada, apenas a imagem, a visao como um todo;
Atentos a todos os sons, pertos e distantes tudo ao mesmo tempo;
Todos os sentido externos...

Nao se obrigue a ter essa atencao, apenas fique atento quando puder, quando conseguir, o tempo que puder, que conseguir, do jeito que conseguir. Do seu jeito, nao como voce acha que eu disse que deva ser; Fique atento do seu jeito. Perceba por conta propria, a forma correta pra voce. Descubra o que é estar atento a tudo ao mesmo tempo, interna e externamente, de forma concreta, mesmo que nao dure quase nada, uns poucos segundos que seja.

Gostaria de acrescentar algo

Gostaria de acrescentar algo que li a pouco tempo, 6o paragrafo dessa pagina (em ingles):
http://www.jiddu-krishnamurti.net/en/freedom-from-the-known/krishnamurti-freedom-from-the-known-03.php

"Now can you do that? Most of us cannot because most of us have never approached the problem so seriously, because we have never really looked at ourselves. Never. We blame others, we explain things away or we are frightened to look. But when you look totally you will give your whole attention, your whole being, everything of yourself, your eyes, your ears, your nerves; you will attend with complete self-abandonment, and then there is no room for fear, no room for contradiction, and therefore no conflict."

[nao estou traduzindo..]
Enquanto permanecer completamente atento, nao há espaço pro medo.
Todas as sensações que nos causamos com nossas reações as situacoes e pensamentos; nos tornando cientes dessas reações internas e de como isso nos prejudica, prejudica nosso organismo diretamente com tensoes; Nos tornando completamente cientes de como estamos causando tudo isso a nos mesmos e tudo mais que voce perceber;
Se expondo a si mesmo por tanto tempo que permite a seu cerebro/mente/corpo aprender a lidar com tudo isso; E entao, nessa total atenção, voce internamente lida com tudo isso, voce para de se causar tudo isso, só enquanto se esta completamente atento.

homem ideal

bem, naum sei se vou te dar um help, mas homem iluminado, naum será aquele que vive plenamente o seu ser? um homem livre dessa coisa do "vi a ser'? Sem essas coisas de visões ou ´poderes, ou alguma especialidade ou alguma caracateristica q o defina ou o torna superior aos demais. ser... apenas ser... naturamente. ser o que se é... aff... tô poetizando. deixa o indiano falar.

“ O homem religioso não é aquele que se torna um Sanyasi, que luta para “vir a ser”, alcançar virtudes ou tornar-se um “homem ideal”. O homem religioso é aquele que desistiu de “vir a ser”, por essa razão, para ele há só um único dia, um único momento – e não o momento de ontem, ou o momento de amanhã. Esse homem é verdadeiro revolucionário; porque ele se integrou na realidade.”

“Releva não apenas escutar o que se diz, mas que se torne um ente humano completamente transformado, não por ter adquirido idéias novas, uma nova perspectiva das coisas, valores, novos, por ter abandonado a tradição – que são puerilidades, atividades próprias da imaturidade. O importante é a mente não deixar espaço senão para o “estado de ser”.

“ No momento em que posso formular o problema com toda a clareza e simplicidade, a resposta se apresenta - não tenho que procura-la mais longe.”

do livro ilusões da mente

(Sem título)

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