A Criança e o Egocentrismo

Desde o nascimento, predomina na criança o egocentrismo, não só herdado pelo nosso passado animal (instintos), como também por uma questão de sobrevivência. Cada criança manifesta o egocentrismo conforme seu temperamento, constituição e índole herdada.É função educacional, cultural e dos pais, aos poucos, substituindo o egocentrismo pelo amor/compaixão. Isto inicia no parto, continua no aleitamento materno e nos interrelacionamentos familiares. Valores culturais deverão reforçar esta tendência. O objetivo é a redução dos conflitos na andolescência e mesmo na idade adulta.Crianças que recebem amor e aprendem a amar, dificilmente serão viciados em drogas, evitam a violência e sempre reduzirão o sofrimento mental/psicológico.Isto é um fato. Será que nossa sociedade atual tem contribuido para a concretização do amor? O que podemos fazer para ajudar as nossas crianças e andolescentes? Tudo isto sem nos preocupar em preenchimentos psicológicos?

Opções de exibição de comentários

Escolha o modo de exibição que você preferir e clique em "Salvar configurações".

Continuando...

Um dos fatores que concorre para o desencadeamento dos Transtornos Afetivos do Humor (Estado bipolar de depressão e hiperatividade), hoje em dia, é a ausência do desenvolvimento da afetividade na infância. Este desenvolvimento inicia desde o relacionamento sexual entre os esposos; prossegue durante a gestação; continua na qualidade do parto; aleitamento materno e presença afetiva da mãe na vida da criança. A nossa sociedade e mesmo a humanidade está a colher frutos desta brutal negligência. Agora só nos resta administrar o sofrimento do adulto; carente de afetividade e alienado dos seus próprios valores. A atual sociedade nada lhes pode oferecer além do consumismo de drogas controladas e/ou mesmo não controladas; dos jogos oferecidos pela mídia e dos relacionamentos superficiais e lights tão bem conhecidos hoje em dia.

Natureza egocêntrica

Eis minha visão:

É fato que a criança aprende pelo exemplo. Nossa maior contribuição deve ser nosso própio comportamento.

Acerca do egocentrismo, é notório a natureza predatória do universo. Percebe-se que as energias maiores sempre englobam as menores.

Natural que todos os seres a princípio tenham um comportamento auto-preservativo, sendo então a conscientização uma opção e atitude pessoal.

Percebo que hoje em dia quem participa da educação das crianças pouco são os pais, que tem que trabalhar integralmente para garantir o sustento das proles.

Vejo que a televisão tem sido a mentora e formadora do comportamento infantil, com sua propaganda consumista e seus desenhos violentos. Vejo os filhos de meus amigos crescerem num universo competitivo e aquisitivo onde quem tem mais é o predominante.

Só mais tarde na adolescência o infante começa a se auto-perceber e se auto-perguntar acerca de sí. Nessa fase é quando mais procura os pais, afim de que esclareçam os mistérios existenciais. É nessa fase que devem estar mais presentes os pais: Quando são procurados!

Na infância pouco pode-se fazer a não ser tentar formar a mente do infante através do exemplo e tentar imbuí-lo de valores não aquisitivos e não egoístas, na esperança que alguns destes valores sejam mais fortes que as pressões e influências do mundo ao seu redor a saber, a escola, os amiguinhos e a mídia (tv, desenhos e filmes).

Amigo Marcelo

"Na infância pouco pode-se fazer a não ser tentar formar a mente do infante..."
Marcelo, durante os primeiros oito anos de vida a criança necessita receber o carinho e o afeto, principalmente da mãe. Até esta data o pai é ainda uma figura secundária, apesar de ser peça importante familiar. Quando a criança chega aos oito anos, as estruturas básicas da personalidade já estão formadas que continuarão por toda a vida. Daí, a importância dos primeiros anos de vida em ambiente familiar ao lado, sobretudo da mãe. Através da mãe, a criança aprende a enxergar o mundo, aprende a amar e o lado afetivo da vida. Posteriormente o pai ensina o lado prático, racional e profissional da vida adulta. Nada justifica a ausência da mãe no lar, mesmo sabendo que atualmente tem que sair para completar o salário familiar. Nenhuma Creche, nenhuma Babá pode substituir a mãe. Será que a troca valeu a pena? A humanidade caminha e o futuro dirá.